O que filhas precisam de seus pais?

por Dr James Dobson

Há um lugar na alma feminina reservado para o papai, ou uma figura de papai, que sempre anseia por afirmação. Nem toda garota ou mulher é a mesma, é claro, mas quase toda garota deseja um vínculo íntimo com esse homem mais importante de sua vida. Ela vai adorá-lo se ele a ama e protege e se ela encontrar segurança e calor em seus braços. Ela se sentirá assim por toda a vida, a menos que ele a decepcione ou até que uma delas morra. Ela tenderá a ver todos os homens através das lentes desse relacionamento. Se ele a rejeitar e a ignorar, ou pior, se ele a abusa e a abandona, o anseio dentro dela torna-se mais intenso, embora muitas vezes seja manchada de ressentimento e raiva.

Deixe-me esclarecer outra coisa, embora alguns de vocês não gostem do que estou prestes a escrever: as mães não podem preencher esse espaço vazio em particular. Elas podem e devem satisfazer necessidades similares de amor e adoração, e de fato ocupam seu próprio espaço no coração de uma filha. Uma menina sem o amor de uma mãe é, de fato, um triste espetáculo, e eu não minimizaria o papel materno em nenhuma consideração. Mas as mães não podem ser pais e os pais não podem ser mães. É por isso que a atual defesa em nome do casamento de pessoas do mesmo sexo e da adoção homossexual contradiz o que é melhor para as crianças.

Algumas garotas se esforçam para conseguir um relacionamento próximo com seus pais. Lembro-me de um motorista que me contou sobre fazer o Uber de um adolescente para a casa de sua namorada de treze anos. Quando eles chegaram, uma linda pequena adolescente saiu de casa vestida como uma prostituta. Ela estava usando meias arrastão e um vestido transparente que revelava quase tudo, inclusive calcinha e sutiã. Seu pai estava em pé no jardim da frente quando ela passou por ele. Ele olhou para cima e disse: “curta bastante.”

Depois que a garota entrou no carro, ela explicou em lágrimas que estava usando o vestido sexy porque queria ver se seu pai se importava o suficiente para impedi-la. Ele não fez isso. Foi apenas um teste de seu amor e preocupação. Ele falhou. Quando chegaram ao seu destino, ela entrou no banheiro feminino e trocou de roupa.

Deixe-me elaborar sobre uma questão fundamental: por que as meninas e as mulheres têm necessidades tão intensas de afirmação de seus pais, e por que a mágoa causada pelo abandono ou rejeição muitas vezes reverberam por toda a vida? Como você deve se lembrar, a principal razão para essa dor interior é que o senso de autovalor e confiança de uma filha está diretamente ligado ao relacionamento dela com o pai. O que ele pensa sobre ela e como ele expressa sua afeição é uma fonte central de seu valor percebido como ser humano. Também afeta sua feminilidade e ensina como se relacionar com meninos e homens. Dado esse papel vital no desenvolvimento das meninas, é uma tragédia que 34% desses preciosos bebês nascem em lares sem um pai presente. Eles são privados de apoio paterno e influência desde o momento do nascimento!

Conselheiro e autor H. Norman Wright aborda esta questão do senso de identidade de uma mulher em seu excelente livro Always Daddy’s Girl. Contém a seguinte observação convincente, escrita diretamente para o leitor feminino:

“Seu relacionamento com seu pai foi sua interação inicial crítica com o gênero masculino. Ele foi o primeiro homem cuja atenção você queria ganhar. Ele foi o primeiro homem com quem você flertou, o primeiro homem a acariciá-lo e beijá-lo, o primeiro homem a te valorizar como uma garota muito especial entre todas as outras garotas. Todas essas experiências com seu pai foram vitais para nutrir o elemento que o torna diferente dele e de todos os outros homens: sua feminilidade. A atenção fulminante de um pai para sua filha a prepara para seu papel exclusivamente feminino como namorada, noiva e esposa.

Se havia algo faltando em seu relacionamento com seu pai quando você era criança, o desenvolvimento de sua feminilidade foi o que mais sofreu. Por quê? Como uma menina, você por natureza expressou todos os traços de brotamento do gênero feminino. Se seu pai estava emocional ou fisicamente ausente, ou foi duro, rejeitando ou irritado com você, você automaticamente e subconscientemente anexou sua desaprovação à sua feminilidade. Você não tinha a capacidade intelectual de entender sua rejeição, nem tinha a estrutura defensiva interna para se isolar contra ela. Você simplesmente e ingenuamente argumentou: “Eu quero que o papai goste de mim; papai não gosta de mim do jeito que eu sou; eu vou mudar o jeito que eu sou, então papai vai gostar de mim.”

Quando um pai não valoriza ou responde à feminilidade de sua filha, ela é prejudicada em seu desenvolvimento. Quando uma filha tem pouca experiência em curtir o pai quando criança, ela está incompleta. Ela é deixada para descobrir sua feminilidade por si mesma, muitas vezes com resultados trágicos em seus relacionamentos com os homens.”

A análise perspicaz de Wright explica por que algumas mulheres jovens são tão emotivas sobre a rejeição que sentiram de seus pais. Ela nos diz por que a observação negativa mais casual feita por um pai anos atrás ainda ecoa no coração de sua filha. Também deveria dizer algo profundo aos pais de hoje sobre suas próprias garotinhas vulneráveis.

Por favor, entenda que não é meu propósito intimidar os homens ou depreciar seus esforços para atender às necessidades de seus filhos. A maioria deles está profundamente comprometida com suas famílias e quer ser bons pais. No entanto, o ritmo de vida e as pressões do trabalho tornam difícil lembrar o que realmente importa no grande esquema das coisas. O ex-Beatle John Lennon escreveu esta letra em uma de suas últimas canções: “A vida é o que acontece com você enquanto você está ocupado fazendo outros planos”. Quão pouco ele sabia. Lennon teve apenas alguns dias para viver.

Do livro do Dr. Dobson, Bringing Up Girls publicado originalmente aqui.

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Tentação – Bonhoeffer

“With irresistible power desire seizes mastery over the flesh…It makes no difference whether it is sexual desire, or ambition, or vanity, or desire for revenge, or love of fame and power, or greed for money… Joy in God is extinguished in us and we seek all our joy in the creature. At this moment, God is quite unreal to us, he loses all reality, and only desire for the creature is real…Satan does not here fill us with hatred of God, but with forgetfulness of God…The lust thus aroused envelops the mind and will of man in deepest darkness. The power of clear discrimination and of decision are taken from us. The questions present themselves: ‘Is what the flesh desires really sin in this case?’ ‘Is it really not permitted to me, yes – expected of me, now, here, in my particular situation, to appease desire?’…It is here that everything within me rises up against the Word of God.” – Dietrich Bonhoeffer, Temptation

“Com poder irresistível, o desejo domina a carne… Não faz diferença se é desejo sexual, ou ambição, ou vaidade, ou desejo de vingança, ou amor à fama e poder, ou cobiça por dinheiro … A alegria em Deus se extingue em nós e buscamos toda a nossa alegria na criatura. Neste momento, Deus é muito irreal para nós, ele perde toda a realidade, e somente o desejo pela criatura é real … Satanás não preenche aqui nós com ódio a Deus, mas com o esquecimento de Deus … A luxúria assim despertada envolve a mente e a vontade do homem na mais profunda escuridão. O poder da clara discriminação e da decisão é tirado de nós. o perguntas se apresentam: “O que a carne deseja realmente pecar neste caso?” para mim, sim – esperado de mim, agora, aqui, na minha situação particular, para apaziguar o desejo? ‘… É aqui que tudo dentro de mim se ergue contra a Palavra de Deus ”. – Dietrich Bonhoeffer, Tentação

Eu olho para a cruz

Colossenses 2:13-15

Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz, e, tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz.

Lucas 9:23

Jesus dizia a todos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.

COMPREENDENDO O JEJUM

 por Luciano Subirá

O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por um período definido e propósito específico. Tem sido praticado pela humanidade em praticamente todas as épocas, nações, culturas e religiões. Pode ser com finalidade espiritual ou até mesmo medicinal, visto que o jejum traz tremendos benefícios físicos com a desintoxicação que produz no corpo. Mas nosso enfoque é o jejum bíblico. Muitos cristãos hoje desconhecem o que a Bíblia diz acerca do jejum. Ou receberam um ensino distorcido ou não receberam ensinamento algum sobre este assunto.

Creio que a Igreja de hoje vive dividida entre dois extremos: aqueles que não dão valor algum ao jejum e aqueles que se excedem em suas ênfases sobre ele. Penso que Deus queira despertar-nos para a compreensão e prática deste princípio que, sem dúvida, é uma arma poderosa para o cristão.

Não há regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, isto é algo pessoal. Mas a prática do jejum, além de ser recomendação bíblica, traz consigo alguns princípios que devem ser entendidos e seguidos.

A BÍBLIA ORDENA O JEJUM ?

Não. No Velho Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia de jejum instituído: o do Dia da Expiação (Lv 23.27), que também ficou conhecido como “o dia do jejum” (Jr 36.6) e ao qual Paulo se referiu como “o jejum” (At 27.9). Mas em todo o Velho e Novo Testamento não há uma única ordem acerca de jejuarmos. Contudo, apesar de não haver um imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções ao jejum. Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de faze-lo.

Muitos ensinadores falharam de maneira grave ao dizer que, por não haver nenhuma ordem específica para o jejum, então não devemos jejuar. Mas quando consideramos o ensino de Jesus sobre o jejum, não há como negar que o Mestre esperava que jejuássemos:

“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt 6.16-18).

Embora Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós esta prática. Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar. E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos mostrou que tal prática produz resultados!

Algumas pessoas dizem que se as epístolas não dizem nada sobre jejuar é porque não é importante, e desprezam o ensino de Jesus sobre o jejum. Isto é errado! Jesus não veio ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele veio instituir a Nova Aliança, e todos os seus ensinos apontavam para as práticas dos cidadãos do reino de Deus.

Quando estava para ser assunto ao céu, deu ordem aos seus apóstolos que ensinassem as pessoas a guardar TUDO o que Ele tinha ordenado (Mt 28.20), inclusive o modo correto de jejuar! O próprio Jesus praticou o jejum, e lemos em Atos que os líderes da Igreja também o faziam. Registros históricos dos pais da igreja também revelam que o jejum continuou sendo observado como prática dos crentes muito tempo depois dos apóstolos. O jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico.

Embora o próprio Senhor Jesus tenha jejuado por quarenta dias e quarenta noites no deserto, e muitas vezes ficava sem comer (quer por falta de tempo ministrando ao povo – Mc 6.31, quer por passar as noites só orando sem comer – Mc 6.46), devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o jejum dos judeus de seus dias (exceto o do dia da Expiação). Era costume dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc 18.12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam. Aliás chegaram a questionar Jesus acerca disto:

“Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem. Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão.” (Lc 5.33-35).

O Mestre mostrou não ser contra o jejum, e disse que depois que Ele fosse “tirado” do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar. Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre sua morte e ressurreição/reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o noivo), e sim aos dias a partir de sua morte. Contudo, Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes do que havia em seus dias não era o que Deus esperava. A motivação estava errada, as pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a faze-lo em secreto, sem alarde.

O jejum pode ser uma prática vazia se não for feito de maneira correta. Isto aconteceu nos dias do Velho Testamento, quando o povo começou a indagar:

“Por que jejuamos nós, e não atentas para isto? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?” (Is 58.3a).

E a resposta de Deus foi exatamente a de que estavam jejuando de maneira errada:

“Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e para rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto.” (Is 58.3b,4).

Por outro lado, o versículo está inferindo que se observado de forma correta, Deus atentaria para isto e a voz deles seria ouvida.

O PROPÓSITO DO JEJUM

Gosto de uma afirmação de Kenneth Hagin acerca do jejum: “O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus”. O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne. O jejum deixará nosso espírito atento pois mortifica a carne e aflige nossa alma. Jesus deixou-nos um ensino precioso acerca disto quando falava sobre o jejum:

“Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.” (Mc 2.22).

O odre era um recipiente feito com pele de animais, que era devidamente preparada mas, com o passar do tempo envelhecia e ressecava. O vinho, era o suco extraído da uva que fermentava naturalmente dentro do odre. Portanto, quando se fazia o vinho novo, era sábio colocá-lo num recipiente de pele (o odre) que não arrebentasse na hora em que o vinho começasse a fermentar, e o melhor recipiente era o odre novo.

Com essa ilustração Jesus estava ensinado-nos que o vinho novo que Ele traria (o Espírito Santo) deveria ser colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso corpo. A Bíblia está dizendo com isto que o jejum tem o poder de “renovar” nosso corpo. A Escritura ensina que a carne milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho, o Espírito, é dentro de um processo de mortificação da carne.

Creio que o propósito primário do jejum é mortificar a carne, o que nos fará mais suscetíveis ao Espírito Santo. Há outros benefícios que decorrerão disto, mas esta é a essência do jejum.

Alguns acham que o jejum é uma “varinha de condão” que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o enfoque errado. Quando jejuamos, não devemos crer NO JEJUM, e sim em Deus. A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na disputada batalha contra a carne, e por isso algumas coisas acontecem.

Por exemplo, a fé é do espírito e não da carne; portanto, ao jejuar estamos removendo o entulho da carne e liberando nossa fé para se expressar. Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum (Mt 17.21), ele não limitou o problema somente a isto mas falou sobre a falta de fé (Mt 17.19,20) como um fator decisivo no fracasso daquela tentativa de libertação.

O jejum ajuda a liberar a fé! O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e a autoridade de seu nome. O jejum em si não me faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada.

Mas apesar do propósito central do jejum ser a mortificação da carne, vemos vários exemplos bíblicos de outros motivos para tal prática:

a) No Velho Testamento encontramos diferentes propósitos para o jejum:

  • Consagração – O voto do nazireado envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos (Nm 6.3,4);
  • Arrependimento de pecados – Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de seus pecados (1 Sm 7.6, Ne 9.11);
  • Luto – Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner. (2 Sm 1.12 e 3.35);
  • Aflições – Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (2 Sm 12.16-23); Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (2 Cr 20.3);
  • Buscando Proteção – Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e benção de Deus sobre sua viagem (Ed 8.21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção no seu encontro com o rei (Et 4.16);
  • Em situações de enfermidade – Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Sl 35.13);
  • Intercessão – Daniel orando por Jerusalém e seu povo (Dn 9.3, 10.2,3)

b) Nos Evangelhos

  • Preparação para a Batalha Espiritual – Jesus mencionou que determinadas castas só sairão por meio de oração e jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt 17.21);
  • Estar com o Senhor – Ana não saía do templo, orando e jejuando freqüentemente (Lc 2.37);
  • Preparar-se para o Ministério – Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lc 4.1,2);

c) Em Atos dos Apóstolos vemos a Igreja praticando o jejum em diversas situações, tais como:

  • Ministrar ao Senhor – Os líderes da igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar ao Senhor (At 13.2);
  • Enviar ministérios – Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (At.13:3);
  • Estabelecer presbíteros – Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At 14.23).

d) Nas Epístolas só encontramos menções de Paulo de ter jejuado (2 Co 6.3-5; 11.23-27).

DIFERENTES FORMAS DE JEJUM

Há diferentes formas de jejuar. As que encontramos na Bíblia são:

a) Jejum PARCIAL. Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo). Lemos sobre esta forma de jejum no livro de Daniel:

“Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que se passaram as três semanas.” (Dn 10.2,3).

O profeta Daniel diz exatamente o quê ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável. Provavelmente se restringiu à uma dieta de frutas e legumes, não sabemos ao certo. O fato é que se absteve de alimentos, porém não totalmente. E embora tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar, dedicou-se à ela por três semanas.

Em outras situações Daniel parece ter feito um jejum normal (Dn 9.3), o que mostra que praticava mais de uma forma de jejum. Ao fim deste período, um anjo do Senhor veio a ele e lhe trouxe uma revelação tremenda. Declarou-lhe que desde o primeiro dia de oração o profeta já fora ouvido (v.12), mas que uma batalha estava sendo travada no reino espiritual (v.13) o que ocorreria ainda no regresso daquele anjo (v.20). Aqui aprendemos também sobre o poder que o jejum tem nos momentos de guerra espiritual.

b) Jejum NORMAL. É a abstinência de alimentos mas com ingestão de água. Foi a forma que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto. Cresci ouvindo sobre a necessidade de se jejuar bebendo água; meu pai dizia que no relato do evangelho não há menção de Cristo ter ficado sem beber ou ter tido sede (e ele estava num deserto!):

“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome.” (Mt 4.2).

Denominamos esta forma de jejum como normal, pois entendemos ser esta a prática mais propícia nos jejuns regulares (como o de um dia).

c) Jejum TOTAL. É abstinência de tudo, inclusive de água. Na Bíblia encontramos poucas menções de ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo três dias.

A água não é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo. Há dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum, um no Velho outro no Novo Testamento:

1) Ester, num momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela: “Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci.” (Et 4.16).

2) Paulo, na sua conversão também usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação que recebera: “Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu.” (At 9.9).

Não há qualquer outra menção de um jejum total maior do que estes (a não ser o de Moisés e Elias numa condição diferente que explicaremos adiante). A medicina adverte contra um período de mais de três dias sem água, como sendo nocivo. Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não contra o seu corpo.

A DURAÇÃO DO JEJUM

Quanto tempo deve durar um jejum? A Bíblia não determina regras deste gênero, portanto cada um é livre para escolher quando, como e quanto jejua. Vemos vários exemplos de jejuns de duração diferente nas Escrituras:

  • 1 dia – O jejum do Dia da Expiação
  • 3 dias – O jejum de Ester (Et 4.16) e o de Paulo (At 9.9);
  • 7 dias – Jejum por luto pela morte de Saul (I Sm.31.13);
  • 14 dias – Jejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio (At 27.33);
  • 21 dias – O jejum de Daniel em favor de Jerusalém (Dn 10.3);
  • 40 dias – O jejum do Senhor Jesus no deserto (Lc 4.1,2);

OBS: A Bíblia fala de Moisés (Ex 34.28) e Elias (1 Re 19.8) jejuando períodos de quarenta dias. Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob o sobrenatural de Deus. Moisés nem sequer bebeu água nestes 40 dias, o que humanamente é impossível. Mas ele foi envolvido pela glória divina. O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na força do alimento que o anjo lhe trouxe. Isto é um jejum diferente que começou com um belo “depósito”, uma comida celestial. Jesus, porém, fez um jejum normal com esta duração.

Muitas pessoas erram ao fazer votos ligados à duração do jejum… Não aconselho ninguém fazer um voto de quanto tempo vai jejuar, pois isso te deixará “preso” no caso de algo fugir ao seu controle. Siga o conselho bíblico:

“Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras”. (Ec 5.4,5).

É importante que haja uma intenção e um alvo quanto à duração do jejum no coração, mas não transforme isto em voto. Já intentei jejuns prolongados e no meio do caminho fui forçado a interromper. Mas também já comecei jejuns sem a intenção de prolongá-lo e, no entanto, isto acabou acontecendo mesmo sem ter feito os planos para isto.

O JEJUM PROLONGADO

Há algo especial num jejum prolongado, mas deve ser feito sob a direção de Deus (as Escrituras mostram que Jesus foi guiado pelo Espírito ao seu jejum no deserto – Lc 4.1). Conheço irmãos que tem jejuado por trinta e até quarenta dias, embora eu, pessoalmente, não tenha feito um jejum tão longo; o maior tempo que jejuei (apenas bebendo água) foram 21 dias. Mas cada um desses irmãos confirma ter recebido de Deus uma direção para tal.

Vale ressaltar também que certos cuidados devem ser tomados. Não podemos brincar com o nosso corpo. Uma dieta para desintoxicação do organismo antes do jejum é recomendada, e também na quebra do jejum prolongado (mais de 3 dias). Procure orientação e acompanhamento médico se o Senhor lhe dirigir a um jejum deste gênero. Há muita instrução na forma de literatura que também pode ser adquirida.

PODEMOS FALAR QUE ESTAMOS JEJUANDO ?

Algumas pessoas são extremistas quanto a discrição do jejum, enquanto outras, à semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si. Em Mateus 6.16-18, Jesus condena o exibicionismo dos fariseus querendo parecer contristados aos homens para atestar sua espiritualidade. Ele não proibiu de se comentar sobre o jejum, senão a própria Bíblia estaria violando isto ao contar o jejum que Jesus fez… Como souberam que Cristo (que estava sozinho no deserto) fez um jejum de quarenta dias? Certamente porque Ele contou! Não saiu alardeando perante todo mundo, mas discretamente repartiu sua experiência com os seus discípulos.

Eu, particularmente, comecei a jejuar estimulado pelo relato das experiências de outros irmãos. Depois é que comecei (aos poucos) a entender o ensino bíblico sobre o jejum. E louvo a Deus pelas pessoas que me estimularam! Sabe, precisamos tomar cuidado com determinadas pessoas que não tem o que acrescentar à nossa edificação e somente atacam e criticam.

Lembro-me que o primeiro jejum que fiz na minha adolescência: cortei só o almoço mas tomei um refrigerante para não “sofrer” muito; fiz isto para orar por um amigo que queria ver batizado no Espírito Santo. Aquele rapaz já havia recebido tanta oração, mas nada havia acontecido ainda. Portanto, jejuei e orei em seu favor. Hoje sei que não foi grande coisa mas, na época, foi o meu melhor. Pois bem, alguém ficou sabendo e me ridicularizou, disse que jejum de verdade era ficar o dia todo sem comer nada e bebendo no máximo um pouco de água; esta pessoa disse que eu estava perdendo meu tempo e que só fizera um “regimezinho”, pois o verdadeiro jejum não admitia nem bala açucarada na boca, quanto mais um refrigerante!… mas naquele dia meu amigo foi cheio do Espírito Santo e preferi acreditar que o jejum funcionava.

Depois ouvi outros irmãos comentarem sobre jejuar mais de um dia e “fui atrás” , e assim, aos poucos, fui aprendendo (a jejuar e sobre o jejum) aquilo que não aprendi na igreja ou na literatura cristã. Penso que de forma sábia e cuidadosa podemos estimular outros à prática do jejum, basta partilharmos nossas experiências e incentiva-los.

CONCLUINDO

Haverá períodos em que o Espírito Santo vai nos atrair mais para o jejum, e épocas em que quase não sentiremos a necessidade de faze-lo. Já passei anos sem receber nenhum impulso especial para jejuns de mais de três dias e, mesmos estes, foram poucos.

E houve épocas em que, seguidamente sentia a necessidade de faze-lo. Porém, penso que o jejum normal de um dia de duração é algo que os cristãos deveriam praticar mais, mesmo sem sentir nenhuma “urgência” espiritual para isto.

Quando meu filho Israel estava para nascer, o Senhor trouxe um profundo peso de oração e intercessão ao meu coração. Sabia que devia jejuar; era uma “urgência” dentro de mim. Não ouvi uma voz sobrenatural, não tive nenhuma visão ou sonho a respeito, simplesmente sabia que tinha de jejuar até romper algo, e o fiz por seis dias. Ao final soube que havia alcançado uma vitória.

Na ocasião do parto, minha esposa teve uma complicação e quase perdemos nosso primeiro filho; contudo, a batalha já havia sido ganha e o poder de Deus prevaleceu. Devemos ser sensíveis e seguir os impulsos do Espírito de Deus nesta área.

Isto vale não só para começar a jejuar mas até para quebrar o jejum. Já fiz jejuns que queria prolongar mais e senti que não deveria faze-lo, pois a motivação já não era mais a mesma…

Encerro desafiando-o a praticar mais o jejum, e certamente você descobrirá que o poder desta arma que o Senhor nos deu é difícil de se medir com palavras. A experiência fortalecerá aquilo que temos dito. Que o Senhor seja contigo e te guie nesta prática!

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Autor: Luciano P. Subirá. É o responsável pelo Orvalho.Com – um ministério de u bíblico ao Corpo de Cristo. Também é pastor da Comunidade Alcance em Curitiba/PR. Casado com Kelly, é pai de dois filhos: Israel e Lissa.

Para pastores que se sentem desanimados

Estou publicando isso aqui no blog no dia 31/12/2018. Sei que muitos pastores assim como eu, entram em um processo de introspecção e reflexão nesse período. Há a necessidade de planejar o trabalho para o ano seguinte e a necessidade de olhar o que se passou num ano que talvez não tenha sido tão bom.

Também uma certa movimentação na membresia entre o final de um ano e o início de outro. Irmãos que saem, outros que chegam, alguns sem nem dar uma mínima importância à congregação ou ao pastor, simplesmente começam a visitar outras igrejas e somem. da isso tudo é muito complicado para pastores que não vem as ovelhas apenas como cifras. Nem todos têm, como eu, a possibilidade de tirar uns dias de descanso ou quando tem, muitos estão limitados financeiramente para prover algo para sua família.

Diante disse quero lembrar umas coisas que possam te aliviar o peso nesse momento. São lembretes de coisas que você pastor não pode fazer. São elas:

1) Ler mentes. Todo mundo sabe disso, mas muitos membros da igreja responsabilizam os pastores por expectativas não declaradas.

2) Estar em todos os lugares. Nenhum ser humano pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, mas alguns membros ainda ficam com raiva quando os pastores têm que dizer “não”.

3) Mudar os corações. Só Deus pode fazer isso.

4) Saber tudo. A maioria dos pastores estuda muito, mas ninguém consegue responder a todas as perguntas que alguém faz.

5) Agradar a todos. Mesmo Jesus não pôde fazer isso.

6) Viver sem pecado. Ninguém pode. Incluindo você. E eu. Somos todos pecadores.

7) Crescer igrejas. Se a igreja cresce, é porque Deus faz isso.

8) Multiplique a grana. Isso é muito ruim também, já que algumas igrejas não pagam bem aos seus pastores.

9) Escapar dos erros. Todos nós vamos atrapalhar em algum momento, muitas vezes de forma não intencional e até inconsciente.

10) Evitar o favoritismo. Os pastores ministram a todos, mas ter melhores (e melhores) amigos é natural.

11) Revelar tudo. Não importa o quanto você queira conhecer os detalhes, os pastores podem não estar em posição de lhe dizer.

12) Ignorar o pecado. Os pastores devem resolver esse problema, mesmo quando não o torna mais agradável ao rebanho.

Espero sinceramente que te ajude nesse momento. Que o Espírito Santo te renove as forças e lembre: Jesus ressuscitou e subiu aos céus onde nos espera. Não tome todo peso, tudo vai passar. Há os que somam e os que somem. Seja grato por tudo ao Senhor é saiba que não está só nessa luta!

Alex Cosmo

Homens que amam sacrificialmente

Quando estava com quase sessenta anos, a esposa do Dr. Robertson McQuilken, Muriel, foi diagnosticada com a doença de Alzheimer. Ele era o presidente da Columbia Bible College e do Seminary, onde serviu por 22 anos. Por vários anos, ele tentou conciliar seus deveres na escola com o cuidado de sua esposa. Mas como sua condição piorou, ele não podia mais fazer as duas coisas. Muitos de seus amigos o encorajaram a colocá-la em uma instalação de cuidados, mas ele não suportava a ideia de ela estar em um lugar como aquele. Ele compartilhou seus pensamentos sobre deixar seu ministério próspero para cuidar dela (Christianity Today, “Viver por votos”, 1º de fevereiro de 2004):

Quando chegou a hora, a decisão foi firme. Não levou nenhum grande cálculo. Era uma questão de integridade. Se eu não tivesse prometido, 42 anos antes, “na doença e na saúde … até que a morte nos separe”? …

Este não era um dever sombrio do qual eu resignava estoicamente, no entanto. Foi justo. Afinal de contas, ela cuidou de mim por quase quatro décadas com maravilhosa devoção; Agora foi a minha vez. E que parceira ela era! Se eu cuidasse dela por 40 anos, eu ainda estaria em dívida …

Fui surpreendido pela resposta ao anúncio da minha demissão. Maridos e esposas renovam votos de casamento, pastores contam a história para suas congregações. Foi um mistério para mim, até que um oncologista ilustre, que vive constantemente com pessoas que estão morrendo, me disse: “Quase todas as mulheres estão ao lado de seus homens; pouquíssimos homens estão ao lado de suas mulheres. ”Talvez as pessoas sentissem essa tragédia contemporânea e, de alguma forma, fossem ajudadas por uma simples escolha que eu considerava a única opção.

É muito mais do que manter promessas e ser justo, no entanto, enquanto eu assisto sua descida valente no esquecimento, Muriel é a alegria da minha vida. Diariamente eu discuto novas manifestações do tipo de pessoa que ela é, a esposa que eu sempre amei. Eu também vejo novas manifestações do amor de Deus – o Deus que eu desejo amar mais plenamente.

O principal componente do amor conjugal é o compromisso com a sua esposa, enquanto viverem, não importa quão difícil isso possa ser.

Copyright, Steven J. Cole, 2016, All Rights Reserved.

Você cuida de quem?

O reino de Deus se manifesta em amor. Esse amor se revela em adoração, em justiça, alegria e mutualidade. Não há reino dos céus nem evangelho sem mutualidade. Allélon pé o termo grego que aparece mais de 100 vezes no novo testamento associado à mutualidade ou seja, “uns aos outros”. É assim que o Espírito Santo consola e mantém toda a igreja funcionando como um corpo, servindo ao proposito da revelação do amor de Deus ao mundo. Você tem feito parte disso? Veja alguns versículos que falam dessa mutualidade intrínseca do reino de Deus.

  • João 13:14Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.
  • Romanos 12:5assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros,
  • I Coríntios 12:25para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros.
  • Romanos 12:10Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
  • Romanos 12:16Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos.
  • Romanos 13:8A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.
  • Romanos 14:13Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão.
  • Romanos 15:7Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus.
  • Romanos 15:14E certo estou, meus irmãos, sim, eu mesmo, a vosso respeito, de que estais possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para vos admoestardes uns aos outros.
  • Romanos 16:16Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todas as igrejas de Cristo vos saúdam.
  • I Coríntios 16:20Todos os irmãos vos saúdam. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo.
  • II Coríntios 13:12Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam.
  • Gálatas 5:15Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos.
  • Gálatas 5:26Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros.
  • Efésios 4:2com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
  • Efésios 4:32Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.
  • Efésios 5:21sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.
  • Colossenses 3:9Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos
  • Colossenses 3:13Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;
  • I Tessalonicenses 4:9No tocante ao amor fraternal, não há necessidade de que eu vos escreva, porquanto vós mesmos estais por Deus instruídos que deveis amar-vos uns aos outros;
  • I Tessalonicenses 4:18Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.
  • I Tessalonicenses 5:11Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo.
  • Tito 3:3Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros.
  • Hebreus 10:24Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.
  • Tiago 4:11Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz.
  • Tiago 5:9Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas.
  • Tiago 5:16Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.
  • I Pedro 1:22Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente,
  • I Pedro 4:10Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

A tigela de brócolis

#momentoParabólico

Uma garotinha foi convidada para almoçar na casa de uma coleguinha da escola. Chegando lá, entre os pratos tinha uma linda tigela de brócolis. A mãe da colega perguntou:

– Você gosta de brócolis?

Educadamente a garotinha respondeu: “- Sim, amo brócolis!”

Logo em seguida quando a tigela do brócolis passava de mão em mão ela declinou de pegar um pedacinho que fosse. Ao ver isso a mãe da coleguinha disse: – Você não falou que amava brócolis? A garotinha respondeu docemente:

– Sim! Mas não o suficiente para comê-los!

Interessante, não é? Temos facilidade de usar a palavra amor e aplicar ela no abstrato porém, quando trazemos pra realidade não queremos nos aproximar pois sabemos que o amor nos convoca à abnegação.

E aí, você ama sua família? Você ama a Deus?

#JesusSuficiente

#PastoraisAprisco

1 João 3:18

Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.

#OficinadeFamíliaAprisco

Encurtando a distância

Como filhos de Deus aceitamos a palavra de Deus e a sua autoridade sobre nossas vidas. Isso não quer dizer que a velha criatura com seu espírito de rebelde não continue gritando dentro de nós querendo nos puxar ao inferno da rebelião onde o “si mesmo” é o centro.

João 17:17

Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.

João 5:39

Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.

Tiago 4:6

Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

Deus resiste ao soberbo e dá graça ao humilde. Ele nos amou, nos criou, sabe o que é melhor pra nós e nos deixou sua palavra e seus mandamentos arraigados no amor. Não são apenas dicas mas sim mandamentos a serem assumidos e obedecidos por seus filhos. Ele não os imporá por força ou violência porém naturalmente, como toda a vida está conectada nEle, existem frutos bons a serem colhidos da obediência à sua vontade e uma colheita ruim para os desobedientes.

1 João 2:3-4

Ora, sabemos que O temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.

João 14:21

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.

Zacarias 4:6

E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos de anjos.

Eis o conflito eminente!

Os caminhos desse mundo provém inteiramente da vontade carnal e desobediente de homens que, ao se rebelar contra todo e qualquer princípio de autoridade, vivem escravos de seus próprios desejos e vontades. Passo-a-passo vão legitimando a iniquidade e reconstruindo a torre de Babel.

Enquanto isso, o Senhor de toda a terra continua sendo quem é: perfeito em sua glória e caráter, amoroso e paciente para conduzir cada um ao arrependimento e à reconciliação até que o juízo venha e traga à tona o que é justo e reto diante do qual, se não fosse a misericórdia pelo sangue de Jesus, estaríamos todos condenados.

Deus se revela pela ordem das coisas criadas, pelos profetas e suas sagradas escrituras e finalmente em Jesus. Ao observarmos isso, vemos como o Senhor está totalmente contra o modo de que homens lidam de forma dominadora e repressora das mulheres bem como está contra também à iniciativa cultural de negar toda ordem e princípios de autoridade na família , na igreja e na sociedade.

Não é necessário ser um observador muito apurado para ver como esse mundo está de fato indo atrás de algo que considera valioso porém, que se opõe claramente à vontade de Deus expressa nas escrituras e encarnadas em Jesus. A aproximação e devoção pela cultura humana nos distanciará do conhecimento e entendimento da vontade de Deus até o ponto em que cinicamente defendamos nossa vontade como sendo a de Deus, sendo nós mesmos o nosso próprio deus.

Isaías 55:7-9

Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.

Que o Nosso Pai nos ajude, nos purifique e por sua graça encurte a distância entre Seus caminhos e os nossos , entre sus pensamentos e os nossos.

#oficinadefamíliaAprisco

#PastoraisAPRISCO

#JesusSuficiente