Você está criando um filho materialista?

Até boa parte dos anos 60, os pais eram os únicos provedores. Às mães cabiam cuidar da casa e educar os filhos. As mulheres que se casaram e tiveram filhos após a revolução sexual, ocorrida em 68, passaram a dividir com os maridos a responsabilidade pelo sustento e a criação dos filhos.

Se pais e mães trabalham fora, como ficam os filhos?

As instituições educacionais para crianças de 0 a 6 anos surgiram no Brasil em 1870. Elas seguiam os padrões europeus. Crianças de 0 a 2 anos ficavam nas creches ou asilos da primeira infância. As escolas primárias ou salas de asilo para a segunda infância eram destinadas às crianças de 3 a 6 anos. Anos mais tarde, as escolas primárias ganharam outro nome, escolas maternais.

As creches foram instituídas como medida para evitar o abandono de crianças pobres. Nas escolas maternais, meninas eram educadas para serem mães ou professoras. A boneca era um brinquedo educativo, pois, com ela as meninas podiam “treinar” os cuidados com uma criança.

Felizmente o papel das creches e pré-escolas mudou. Com brincadeiras lúdicas, as crianças aprendem noções de matemática, português e a importância de viver em grupos.

Instituições educacionais infantis funcionam em período integral, das 7 da manhã às 7 da noite. Meninos e meninas que ficam o dia todo na escola, têm mais contato com professores, demais funcionários e colegas. Os pais passam a ser estranhos. As conversas limitam-se ao “bom dia”, “tchau”, “oi”, “vamos para casa”. Não há quem não sinta culpa por ter pouco tempo com os filhos. Porém, casa, comida, saúde, água, luz, telefone custam caro. É um círculo vicioso, os pais trabalham para dar um bom padrão de vida aos filhos, mas, não acompanham a rotina deles.

Esta culpa dá origem a um comportamento perigoso. Para suprir a ausência, os pais dão presentes aos filhos. Tais recursos também são usados no intuito de reforçar o amor e demonstrar apreço. Funciona assim, a criança tira boas notas? Tem bom comportamento? Cria confusões? Está triste porque o colega de escola não convidou para a festa? Não importa qual o motivo, os pais investem em brinquedos coloridos e tecnológicos no intuito de recompensar ou punir. Mal sabem que as cores e os sons, além de não preencherem lacunas, fazem estragos ainda maiores.

O materialismo, percepção que leva o indivíduo a sentir prazer no consumo e acúmulo de objetos, começa na infância. Ao perceber que seu bom desempenho escolar, comportamento exemplar e tristeza são compensados com presentes, a criança associa conforto e prazer aos bens materiais. A dedicação e o bom comportamento viram oportunidades para obter vantagens. A tristeza também ganha outro significado. Ela entende que presentes são excelentes remédios para tristeza.

Pais gastam fortunas para agradar os filhos

Pesquisa conduzida pela Green’s, marca inglesa de bolos, revela que os britânicos gastam anualmente duas mil libras com presentes para seus filhos. A quantia equivale a R$ 5,6 mil reais.

A discussão sobre o materialismo infantil não é de hoje. A educadora e médica italiana Maria Montessori, já na década de 40 apontava os malefícios deste comportamento influenciado pelos adultos. Montessori afirmava que “a maior recompensa que a criança tem é o próprio êxito”. O assunto rendeu várias pesquisas. As universidades de Missouri e de Illinois, ambas nos Estados Unidos entrevistaram 700 adultos. A pergunta foi “qual tipo de recompensa e punição você recebeu na infância?”, a maioria respondeu que recebiam presentes como recompensas, provas de amor e como castigo.

As crianças materialistas são mais imediatistas, ansiosas e irritadiças. Exigem ser recompensadas imediatamente. Quando isso não acontece ficam à beira de um ataque de nervos. Choram, berram, esperneiam até conseguirem o que desejam. Encher os filhos de presentes é duplamente perigoso. Além de associar bens materiais e bem-estar, crianças aprendem que vale tudo para conquistar seus direitos, até mesmo chantagens emocionais.

Criança não pode receber presentes ou serem punidas?

É importante salientar que não é errado presentear as crianças. Dar um brinquedo no aniversário, Dia das Crianças ou Natal é permitido. A punição é válida para ensinar quais são as condutas corretas. Neste caso, a melhor coisa é fazer os pequenos se colocarem no lugar de quem foi prejudicado pela má ação. Este exercício desperta empatia, sentimento que diferencia altruístas e egoístas.

Segundo Gabriela Yamaguchi, membro do Instituto Akatu, ONG que estimula o consumo consciente, o caminho é ensinar a valorizar o que se tem. Yamaguchi frisa que a melhor forma de recompensar o bom comportamento é com afeto. Abraços, palavras carinhosas devem ser os estímulos para as crianças continuarem a ter bom comportamento e dedicação aos estudos.

Mesada: estímulo ao materialismo?

Antes de pensar em dar mesada, os pais precisam conversar com seus filhos sobre dinheiro. Celina Macedo, doutora em Linguística e pós-doutorada em Psicologia Cognitiva pela Université Libre de Bruxelas, explica que a família deve transmitir os primeiros conhecimentos sobre finanças. As crianças precisam ver o esforço que os pais fazem para manter a casa em ordem. Isso dispara a percepção de que dinheiro não nasce em árvores. Elas também aprenderão que o dinheiro precisa ser bem administrado para render.

A melhor maneira para introduzir o assunto é falar sobre as despesas mensais. Explique que se conseguirem economizar sobra dinheiro para ir ao cinema, comprar uma televisão mais moderna e viajar. O segredo é mostrar que poupar traz benefícios para a família toda.

A mesada deve fazer parte da educação financeira.

A melhor idade para começar é a partir dos 7 anos. Explique ao seu filho que você recebe um salário e que ele precisa durar o mês inteiro. A criança precisa entender que a mesada é para custear despesas durante 30 dias. Só para reforçar, não use a mesada para recompensar bom rendimento escolar.

– Dicas sobre educação financeira infantil

Existem dois comportamentos atrelados à infância marcada por dificuldades financeiras. Gastar descontroladamente para compensar as privações ou não gastar nada no intuito de não passar por novas dificuldades financeiras.

Pensando nisso, os jornalistas Marília Cardoso e Luciano Gissi escreveram o livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância a velhice”. Os autores colheram depoimentos vitoriosos e fracassados sobre a missão. Marília relata que muitos pais, na tentativa de afastar os filhos do materialismo, associam o dinheiro a coisas ruins. De acordo com ela, há quem diga que Deus prefere os pobres.

Para ajudar nesta difícil questão que é a educação financeira infantil, os autores elaboraram algumas dicas:

• Faça a criança ter contato com dinheiro. Explique que as cédulas e moedas precisam ser bem conservadas, pois, a reposição custa muito caro.

• Mostre que todas as cédulas e moedas têm valor, mesmo uma nota de R$2 ou uma moeda de R$0,05.

• Peça que avós, tios, madrinha e padrinho que deem presentes apenas no aniversário, Dia das Crianças e Natal. Solicite também que não deem dinheiro.

• Convide seu filho a ajudar na elaboração da lista de compras do supermercado.

• Peça que ela vá ao supermercado. Esta atividade é uma oportunidade para explicar o conceito de caro e barato.

• Ensinar que a vida é feita de escolhas. Quando a criança quer dois brinquedos, peça que ela escolha.

• Explique as diferenças entre querer e precisar. Necessidades básicas, comidas, roupas, educação e  saúde pertencem ao grupo precisar. Presentes fora de hora, estão na categoria querer, ou seja, podem esperar.

Cofrinhos

Falamos como é importante mostrar os benefícios da economia. Crianças só aprendem mediante exemplos. Dê quatro cofrinhos ao seu filho. Cada um é voltado para objetivos distintos. Coloque adesivos com as palavras curto, médio, longo prazo e doação. Cinema é objetivo de curto prazo. Brinquedo, médio prazo. Viagem, longo prazo. O cofrinho destinado a doação é para juntar dinheiro e doar às instituições de caridade. Sugira um orfanato e explique que muitas crianças não tiveram a mesma sorte que ele.

Talvez, os pais não gastem uma fortuna para compensar a ausência. Muitas vezes, as pessoas têm filhos sem estarem psicologicamente preparadas. Elas se desesperam quando perdem o controle da situação. Pais que não identificam o choro do bebê veem na chupeta a resposta para os anseios da criança. Quando o filho cresce dão presentes, preferencialmente caros.

Se não pode ficar muito tempo com seu filho, invista na qualidade. Diga a felicidade que sentiu ao saber que ele estava a caminho. Conte sobre a emoção do nascimento. A criança precisa saber que é amada pelos pais. Crie brincadeiras, conte histórias, faça um banquete com os pratos favoritos dela.

Convidar seu filho a fazer uma limpeza no armário também estreita os laços. A atividade fará a criança ver o que ela realmente usa. Incentive a criança a doar roupas, sapatos e brinquedos não são mais utilizados, desde que estejam em bom estado, é claro! Outra ideia legal é fazer um brechó para a criança arrecadar dinheiro e depositar no cofrinho. Quanto mais cedo as crianças aprenderem o significado do “é dando que se recebe”, frase da Oração da Paz atribuída a São Francisco de Assis, mais conscientes elas serão sobre o papel dos bens materiais.

Recapitulando comportamentos que contribuem ao materialismo infantil:

• Dar presentes para recompensar boas notas e bom comportamento.

• Dar presentes como prova de amor.

• Impedir o acesso a bens materiais para castigar.

E, se você não quer criar filhos materialistas, invista em algumas coisas simples:

1 Ficar mais tempo com os filhos.

2 Dar bons exemplos.

3 Presentes apenas em datas comemorativas.

4 Tente substituir vídeo games, tablets e celulares por passeios em parques.

5 Brincadeiras que promovem interação.

6 Controle o que a criança vê na televisão.

7 Cuidado com as mensagens de texto.

8 Dia sem televisão, computador e games.

Limitar a exposição à TV? Controlar mensagens de texto?

Adultos sentem-se infelizes ao ler posts em redes sociais. O efeito das propagandas na TV e na internet nas crianças é o mesmo. Ao ver garotos e garotas propaganda felizes com seus brinquedos, roupas e sapatos de grife, quem não tem acesso a tudo isso fica triste. Outro motivo para não deixar as crianças tão expostas à televisão é incentivar a interação com outras crianças, evitar o consumo de refrigerantes, salgadinhos e a obesidade.

Se o seu filho tem celular e usa aplicativos de texto, cuidado com as mensagens. Colegas podem usar este meio para se vangloriar dos presentes. Quando visualizar mensagens com este teor e notar que a criança está estranha, converse com ela. Você precisa mostrar que bens materiais não são as coisas mais importantes do mundo.

A pesquisadora holandesa Suzanna J. Opree ressalta que “o materialismo infantil diminui a satisfação com a vida na fase adulta”. Os presentes que a criança ganha hoje por tirar boas notas e se comportar bem aumentam o vazio.

Estudo realizado na Austrália para o Queen Elizabeth Medical Centre constatou que crianças materialistas são mais propensas à depressão. A pediatra Helen Street liderou uma pesquisa com 402 crianças australianas, entre 9 e 12 anos. Elas revelaram que bom relacionamento com família e amigos, além de sentir-se bem com elas mesmas são elementos importantes para a felicidade. Entretanto, aproximadamente 12% afirmaram que ter muito dinheiro é fundamental. Street e sua equipe identificaram 16 crianças com sintomas depressivos. As crianças com risco de ter depressão na fase adulta eram 112.

Dinheiro compra joias, roupas e sapatos de grife, carros e imóveis. Caráter, amizade e amor não estão à venda. O que realmente importa é conquistado. Usar bens materiais para preencher um coração vazio é perda de tempo. A princípio, o luxo, a badalação e o poder movimentam a vida, mas, ao colocar a cabeça no travesseiro a solidão retorna.

Falta pouco para o Natal. Infelizmente, a celebração virou sinônimo de consumismo e comilança. Senhores pais, por favor, sigam essa lista:

• Não compre presentes, esteja presente.

• Enviar presentes? Respeito, afeto, carinho, zelo.

• Embrulhar presentes? Não, embrulhe alguém em um abraço.

• Montar árvore de Natal? Sim, mas, monte corações partidos.

• Fazer toneladas de comida? Não, faça um pouco a mais e doe.

• Pode ver as decorações de Natal espalhadas pela cidade. Mas, seja a luz para seu filho

Para resumir tudo isso: amor não se compra!

Fonte: eusemfronteiras.com.br

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Encurtando a distância

Como filhos de Deus aceitamos a palavra de Deus e a sua autoridade sobre nossas vidas. Isso não quer dizer que a velha criatura com seu espírito de rebelde não continue gritando dentro de nós querendo nos puxar ao inferno da rebelião onde o “si mesmo” é o centro.

João 17:17

Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.

João 5:39

Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.

Tiago 4:6

Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

Deus resiste ao soberbo e dá graça ao humilde. Ele nos amou, nos criou, sabe o que é melhor pra nós e nos deixou sua palavra e seus mandamentos arraigados no amor. Não são apenas dicas mas sim mandamentos a serem assumidos e obedecidos por seus filhos. Ele não os imporá por força ou violência porém naturalmente, como toda a vida está conectada nEle, existem frutos bons a serem colhidos da obediência à sua vontade e uma colheita ruim para os desobedientes.

1 João 2:3-4

Ora, sabemos que O temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.

João 14:21

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.

Zacarias 4:6

E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos de anjos.

Eis o conflito eminente!

Os caminhos desse mundo provém inteiramente da vontade carnal e desobediente de homens que, ao se rebelar contra todo e qualquer princípio de autoridade, vivem escravos de seus próprios desejos e vontades. Passo-a-passo vão legitimando a iniquidade e reconstruindo a torre de Babel.

Enquanto isso, o Senhor de toda a terra continua sendo quem é: perfeito em sua glória e caráter, amoroso e paciente para conduzir cada um ao arrependimento e à reconciliação até que o juízo venha e traga à tona o que é justo e reto diante do qual, se não fosse a misericórdia pelo sangue de Jesus, estaríamos todos condenados.

Deus se revela pela ordem das coisas criadas, pelos profetas e suas sagradas escrituras e finalmente em Jesus. Ao observarmos isso, vemos como o Senhor está totalmente contra o modo de que homens lidam de forma dominadora e repressora das mulheres bem como está contra também à iniciativa cultural de negar toda ordem e princípios de autoridade na família , na igreja e na sociedade.

Não é necessário ser um observador muito apurado para ver como esse mundo está de fato indo atrás de algo que considera valioso porém, que se opõe claramente à vontade de Deus expressa nas escrituras e encarnadas em Jesus. A aproximação e devoção pela cultura humana nos distanciará do conhecimento e entendimento da vontade de Deus até o ponto em que cinicamente defendamos nossa vontade como sendo a de Deus, sendo nós mesmos o nosso próprio deus.

Isaías 55:7-9

Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.

Que o Nosso Pai nos ajude, nos purifique e por sua graça encurte a distância entre Seus caminhos e os nossos , entre sus pensamentos e os nossos.

#oficinadefamíliaAprisco

#PastoraisAPRISCO

#JesusSuficiente

As três Marias

Aproveitando a proximidade do dia da mulher (dia das mães), trago um breve comentário sobre as três Marias do novo testamento e o que nós, tanto homens como mulheres devemos imitar nestas mulheres maravilhosas.

Como diria o poeta contemporâneo: “… Maria, Maria é um dom… uma força que nos alerta…”

A primeira Maria que trago é a mais bem aventurada entre todas as mulheres, Maria mãe de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo conforme Lucas 1. Sem sombra de dúvida algumas características especiais ela tinha, ainda que uma garota comum em sua época, que atraíram os olhos de Deus para escolhê-la dentre as outras. A primeira característica de Maria era a sua virgindade, o que não só revela a sua santidade ao Senhor e pureza mas sobretudo a sua determinação em honrar e guardar algo precioso para o momento certo. Muitas mulheres tem se entregado facilmente nos nossos dias por qualquer preço, sem saber que estão com isso construindo um caráter deformado que não sabe dar valor ao que é importante e leva a uma vida fútil e rasa. A segunda característica de Maria é seu desprendimento em fazer a vontade de Deus e ser usada por Ele. Ela abriu mão de seus planos de casamento que tinha com José e assumiu um desafio perigoso que poderia custar até mesmo sua reputação diante da sociedade. Já pensou o que é chegar por aí dizendo: Estou grávida de Deus? Obvio que pra muitos o bochicho era que ela tinha adiantado as coisas e ficado grávida de José. Quantos de nós temos esse desprendimento de abrir mão dos nossos planos para atender o plano de Deus?

A segunda Maria é a irmã de Marta e de Lázaro, a quem Jesus ressuscitou. A passagem bíblica que está em Lucas 10 faz uma comparação entre Marta, que ao receber Jesus em sua casa, se ocupou nas diversas atividades domésticas e se irritou porque Maria, ao ver o mestre, assentou-se e parou tudo o que estava fazendo para ouvir. Jesus aprovou o comportamento de Maria o que nos leva a crer que tantas quantas forem as nossas ocupações diárias, o melhor é estar na presença de Jesus e que temos que jogar nossa agenda pra cima quando Jesus nos chama. A mesma Maria demonstra esse caráter que ela tinha em João 12, quando ela pega um perfume muito caro que ela tinha, lava os pés de Jesus e depois o enxuga com seus próprios cabelos. Essa foi uma atitude fantasticamente irreverente e arrasadora contra os domínios do materialismo e da estética. Temos sim que andar lindos, em forma e possuir o melhor desta terra mas, se não for para Cristo, de nada serve.

A terceira Maria é a de Magdala, ou Maria Madalena, da qual Jesus expulsou sete demônios. Por que nós sempre a caracterizamos assim? Essa foi a mulher que abraçou mesmo a nova vida que Cristo podia proporcionar. Saiu de prostituta, a discípula das mais devotas do mestre. Nos diversos textos do novo testamento, vemos ela servindo a Jesus com seus bens, acompanhou Jesus em todos os momentos até os mais difíceis como o da crucificação e o sepultamento. Foi a primeira a chegar ao sepulcro ao terceiro dia e Aleluiaaaa… a primeirinha a encontrar com Jesus ressuscitado. Estamos também dispostos a largar a vida de pecados, de distância de Jesus e aceitá-lo em nossa vida como Senhor e Salvador? Não importa qual seja a nossa situação Jesus, pode mudar a nossa vida pra sempre. Renda-se.

Todos nós, mulheres, homens, sejamos como estas três Marias, um exemplo para nossa geração e para as gerações futuras, tendo essa estranha mania de ter fé em Cristo e na vida.

Em Cristo, o restaurador da verdadeira dignidade das mulheres,
Alex Barreto Cosmo
Pastor do Aprisco

em 08/03/2008

TRÊS DIAS PARA VER


Helen Keller

Três dias para ver. O que você olharia se tivesse apenas três dias de visão? Helen Keller, cega e surda desde bebê, dá a sua resposta neste belo ensaio, publicado no Reader’s Digest (Seleções):

“Várias vezes pensei que seria uma benção se todo ser humano, de repente, ficasse cego e surdo por alguns dias no princípio da vida adulta. As trevas o fariam apreciar mais a visão e o silêncio lhe ensinaria as alegrias do som.”

De vez em quando testo meus amigos que enxergam para descobrir o que eles vêem. Há pouco tempo perguntei a uma amiga que voltava de um longo passeio pelo bosque o que ela observara. “Nada de especial”, foi à resposta. Como é possível, pensei, caminhar durante uma hora pelos bosques e não ver nada digno de nota? Eu, que não posso ver, apenas pelo tacto encontro centenas de objetos que me interessam. Sinto a delicada simetria de uma folha. Passo as mãos pela casca lisa de uma bétula ou pelo tronco áspero de um pinheiro.

Na primavera, toco os galhos das árvores na esperança de encontrar um botão, o primeirosinal da natureza despertando após o sono do inverno. Por vezes, quando tenho muita sorte, pouso suavemente a mão numa arvorezinha e sinto o palpitar feliz de um pássaro cantando.

Às vezes meu coração anseia por ver tudo isso. Se consigo ter tanto prazer com um simples toque, quanta beleza poderia ser revelada pela visão! E imaginei o que mais gostaria de ver se pudesse enxergar, digamos por apenas três dias.

Eu dividiria esse período em três partes. No primeiro dia gostaria de ver as pessoas cuja bondade e companhias fizeram minha vida valer a pena. Não sei o que é olhar dentro do coração de um amigo pelas “janelas da alma”, os olhos. Só consigo “ver” as linhas de um rosto por meio das pontas dos dedos. Posso perceber o riso, a tristeza e muitas outras emoções. Conheço meus amigos pelo que toco em seus rostos.

Como deve ser mais fácil e muito mais satisfatório para você, que pode ver, perceber num instante as qualidades essenciais de outra pessoa ao observar as sutilezas de sua expressão, o tremor de um músculo, a agitação das mãos. Mas será que já lhe ocorreu usar a visão para perscrutar a natureza íntima de um amigo? Será que a maioria de vocês que enxergam não se limita a ver por alto as feições externas de uma fisionomia e se dar por satisfeita?

Por exemplo, você seria capaz de descrever com precisão o rosto de cinco bons amigos? Como experiência, perguntei a alguns maridos qual a exata cor dos olhos de suas mulheres e muitos deles confessaram, encabulados, que não sabiam.

Ah, tudo que eu veria se tivesse o dom da visão por apenas três dias! O primeiro dia seria muito ocupado. Eu reuniria todos os meus amigos queridos e olharia seus rostos por muito tempo, imprimindo em minha mente as provas exteriores da beleza que existe dentro deles. Também fixaria os olhos no rosto de um bebê, para poder ter a visão da beleza ansiosa e inocente que precede a consciência individual dos conflitos que a vida apresenta. Gostaria de ver os livros que já foram lidos para mim e que me revelaram os meandros mais profundos da vida humana. E gostaria de olhar nos olhos fiéis e confiantes de meus cães, o pequeno scottie terrier e o vigoroso dinamarquês. À tarde daria um longo passeio pela floresta, intoxicando meus olhos com belezas da natureza. E rezaria pela glória de um pôr-do-sol colorido. Creio que nessa noite não conseguiria dormir.

No dia seguinte eu me levantaria ao amanhecer para assistir ao empolgante milagre da noite se transformando em dia. Contemplaria assombrado o magnífico panorama de luz com que o Sol desperta a Terra adormecida. Esse dia eu dedicaria a uma breve visão do mundo, passado e presente. Como gostaria de ver o desfile do progresso do homem, visitaria os museus. Ali meus olhos veriam a história condensada da Terra — os animais e as raças dos homens em seu ambiente natural; gigantescas carcaças de dinossauros e mastodontes que vagavam pelo planeta antes da chegada do homem, que, com sua baixa estatura e seu cérebro poderoso, dominaria o reino animal. Minha parada seguinte seria o Museu de Artes. Conheço bem, pelas minhas mãos, os deuses e as deusas esculpidos da antiga terra do Nilo. Já senti pelo tacto as cópias dos frisos do Paternon e a beleza rítmica do ataque dos guerreiros atenienses. As feições nodosas e barbadas de Homero me são caras, pois também ele conheceu a cegueira. Assim, nesse meu segundo dia, tentaria sondar a alma do homem por meio de sua arte. Veria então o que conheci pelo tacto. Mais maravilhoso ainda, todo o magnífico mundo da pintura me seria apresentado. Mas eu poderia ter apenas uma impressão superficial. Dizem os pintores que, para se apreciar a arte, real e profundamente, é preciso educar o olhar. É preciso, pela experiência, avaliar o mérito das linhas, da composição, da forma e da cor. Se eu tivesse a visão, ficaria muito feliz por me entregar a um estudo tão fascinante. À noite de meu segundo dia seria passada no teatro ou no cinema. Como gostaria de ver a figura fascinante de Hamlet ou o tempestuoso Falstaff no colorido cenário elisabetano! Não posso desfrutar da beleza do movimento rítmico senão numa esfera restrita ao toque de minhas mãos. Só posso imaginar vagamente a graça de uma bailarina, como Pavlova, embora conheça algo do prazer do ritmo, pois muitas vezes sinto o compasso da música vibrando através do piso. Imagino que o movimento cadenciado seja um dos espetáculos mais agradáveis do mundo. Entendi algo sobre isso, deslizando os dedos pelas linhas de um mármore esculpido; se essa graça estática pode ser tão encantadora, deve ser mesmo muito mais forte a emoção de ver a graça em movimento.

Na manhã seguinte, ávida por conhecer novos deleites, novas revelações de beleza, mais uma vez receberia a aurora. Hoje, o terceiro dia, passarei no mundo do trabalho, nos ambientes dos homens que tratam do negócio da vida. A cidade é o meu destino. Primeiro, paro numa esquina movimentada, apenas olhando para as pessoas, tentando, por sua aparência, entender algo sobre seu dia-a-dia. Vejo sorrisos e fico feliz. Vejo uma séria determinação e me orgulho. Vejo o sofrimento e me compadeço. Caminhando pela 5ª Avenida, em Nova York, deixo meu olhar vagar, sem se fixar em nenhum objeto em especial, vendo apenas um caleidoscópio fervilhando de cores. Tenho certeza de que o colorido dos vestidos das mulheres movendo-se na multidão deve ser uma cena espetacular, da qual eu nunca me cansaria. Mas talvez, se pudesse enxergar, eu seria como a maioria das mulheres – interessadas demais na moda para dar atenção ao esplendor das cores em meio à massa. Da 5ª Avenida dou um giro pela cidade – vou aos bairros pobres, às fábricas, aos parques onde as crianças brincam. Viajo pelo mundo visitando os bairros estrangeiros. E meus olhos estão sempre bem abertos tanto para as cenas de felicidade quanto para as de tristeza, de modo que eu possa descobrir como as pessoas vivem e trabalham, e compreendê-las melhor. Meu terceiro dia de visão está chegando ao fim. Talvez haja muitas atividades a que devesse dedicar as poucas horas restantes, mas acho que na noite desse último dia vou voltar depressa a um teatro e ver uma peça cômica, para poder apreciar as implicações da comédia no espírito humano.

À meia-noite, uma escuridão permanente outra vez se cerraria sobre mim. Claro, nesses três curtos dias eu não teria visto tudo que queria ver. Só quando as trevas descessem de novo é que me daria conta do quanto eu deixei de apreciar. Talvez este resumo não se adapte ao programa que você faria se soubesse que estava prestes a perder a visão. Mas sei que, se encarasse esse destino, usaria seus olhos como nunca usara antes. Tudo quanto visse lhe pareceria novo. Seus olhos tocariam e abraçariam cada objeto que surgisse em seu campo visual.

Então, finalmente, você veria de verdade, e um novo mundo de beleza se abriria para você. Eu, que sou cega, posso dar uma sugestão àqueles que vêem: usem seus olhos como se amanhã fossem perder a visão. E o mesmo se aplica aos outros sentidos.

Ouça a música das vozes, o canto dos pássaros, os possantes acordes de uma orquestra, como se amanhã fossem ficar surdos. Toquem cada objeto como se amanhã perdessem o tacto. Sintam o perfume das flores, saboreiem cada bocado, como se amanhã não mais sentissem aromas nem gostos. Usem ao máximo todos os sentidos; goze de todas as facetas do prazer e da beleza que o mundo lhes revela pelos vários meios de contacto fornecidos pela natureza. Mas, de todos os sentidos, estou certa de que a visão deve ser o mais delicioso”.

Fonte: http://www.lerparaver.com (Site sobre deficiência visual)

Texto: Seleções Reader’s Digest – Junho/2002

Não gosto de crianças!

 Ilustração : Tiro. por Alex
 Já vi algumas pessoas dizerem exatamente como esse relato dessa pessoa que colhi da internet:

“- Não gosto de crianças! Isso mesmo, não gosto! Não se sintam com raiva de mim ou outro sentimento ruim, por que eu não vou maltratar ou xingar ou cometer qualquer outra maldade com crianças. Longe de mim, eu sou uma pessoa boa. Mas eu realmente não gosto de crianças, não tenho muita paciência. Não gosto dos mi mi mi delas, do choro, não gosto. E não, eu não quero ter filhos. Nunca quis ter.”

Talvez por gostarmos de crianças, posições assim sempre nos causaram muito espanto mas ultimamente, temos visto aumentar a quantidade de pessoas que ecoam esse mesmo posicionamento. 

Isso nos leva a uma série de questões tipo: – Seria isso “bom, correto e normal”? – Seria isso uma posição a ser admitida como coerente com a vida humana? – Deve-se combater um sentimento assim dentro de nós ou simplesmente “nos aceitar” assim? -Devem os campos do prazer individual, dos gostos e preferências pessoais  se tornarem os mais influentes no modo como construímos a vida e tomamos decisões? 

Uma declaração assim pode esconder raízes mais profundas e expor um modelo de vida que se pretende viver. A quantidade de homens e mulheres que apesar de gerar não assumiram de fato a dedicação sacrificial de vida para casarem-se e/ou criar seus filhos é enorme.  A convivência com uma criança desperta em homens e ainda mais nas mulheres traços profundos da ordem criacional no que diz respeito a paternidade e maternidade. Crianças despertam os instintos de proteção e cuidado. O choro delas nos atravessa de um lado a outro como prioridade a atender. Crianças apelam para nossa maturidade emocional, para nossa paciência e tolerância. Crianças nos arrancam, querendo nós ou não de uma vida centrada em nós mesmos exigindo dedicação. Crianças exigem mais de nós do que podem nos oferecer no complicado jogo dos interesses desse mundo caído. Ou seja, confronta demais o modelo do viver só para si. Jesus disse: – Deixem vir a mim as criancinhas e não as impeçam…

Salvos por Cristo hoje tentamos seguí-lo. Falhamos muito mas Ele sempre nos levanta. Consideramos sua a pessoa , seu caráter e sua palavra como elementos pelos quais procuramos, com ajuda do seu Espírito que habita em nós, viver e balisar nossa vida, julgar nossos pensamentos, emoções e atitudes avaliando se estamos num caminho certo ou não. Essa reflexão surgiu de uma leitura do evangelho: 

“Levantou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior. Mas Jesus, sabendo o que se lhes passava no coração, tomou uma criança, colocou-a junto a si e lhes disse: Quem receber esta criança em meu nome a mim me recebe; e quem receber a mim recebe aquele que me enviou; porque aquele que entre vós for o menor de todos, esse é que é grande.” Lucas 9:46-48

Jesus disse que quem receber uma criança em nome dele a ele recebe. Para quem não entende, quando Jesus diz “em meu nome” significa: como eu faço, nos meus moldes, conforme o meu caráter e minha vontade. Somos extremamente egoístas e orgulhosos em nossa natureza pecaminosa. Esse é o elemento básico que provoca nossa intolerância com uma criança, com o mais fraco, com o que consideramos menor que nós. Nosso desejo de ser grande, de ser maior ou melhor, nossa busca desenfreada pela prioridade  de nossos interesses e de nossa vontade são uma forma corrompida do amor para o qual Deus nos criou. Significa que precisamos nos arrepender e sermos transformados pela renovação do nosso entendimento sobre as coisas conforme a imagem do seu filho Jesus . 

Claro, não podemos esquecer  que existem situações de impedimento do exercício biológico genitor: homens e mulheres estéreis, ou os que foram chamados ao celibato dedicando-se  a  uma causa divina específica, prisioneiros de guerra e vítimas de  castração etc.  Ainda assim nenhum desses casos, deve ser justificativa para que o sentimentos de paternidade ou maternidade e de cuidado afetivo com as crianças não sejam cultivados e estimulados. Seja adotando uma criança, ou exercendo esse amor com crianças que estão no contexto de convivência, sigamos o exemplo do próprio Jesus e o seu amor adotivo. 

Estamos navegando  em meio a ondas ideológicas, filosóficas e religiosas  que provocam e influenciam a vida em sociedade, sem ter necessariamente o compromisso com o bem comum e a vida. Estamos carregados de muitas dessas influências sem percebermos ou sob a capa cultural. “- Não gosto de crianças!” – afirmação que parece simples mas que merece ser questionada sobre sua origem.   Quando palavras assim se multiplicam, podem ser o sinal de sentimentos e comportamentos nocivos, que ao ser reverberados em no meio de um povo, podem se tornar uma prática comum e até uma cultura tradicional como aconteceu em outras comunidades humanas que chegaram a ponto de abertamente exterminar as crianças, os velhos, as mulheres, os deficientes, os de uma etnia, religião etc. Sentimentos assim devem ser vencidos dentro de nós pelo amor que excede e ajusta o gostar. 

Em uma leitura recente que fizemos juntos de um blog , vimos que pesquisas afirmam que:

A negligência é um dos tipos abuso mais comum cometidos para com as crianças. 

Nesses casos os pais são os autores principais e muitas vezes não se dão conta do que fazem, e de que abrem portas pra outros tipos de abuso. A principal consequências desse tipo de abuso é o bloqueio do desenvolvimento cerebral cognitivo da criança. Uma criança, no decorrer de sua infância, precisa de pelo menos um relacionamento estável com um adulto que possa dar a ela a devida atenção, carinho  e dedicação para que tenha resposta às suas questões ou alguém que as encaminhe. 

Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. Provérbios 22:6

Interessante nessa passagem bíblica: no caminho e não o caminho. Uma criança, desde o momento que é concebida no ventre materno, mexerá completamente com a vida e as prioridades de todos,  exigirá dedicação integral de uma mãe, de um pai e a atenção prioritária de quem estiver em volta. É exatamente disso  de que fugimos e temos tanta rejeição: de qualquer coisa que retire nosso prazer, preferências e vontades individuais da escala máxima de prioridade de nossa  vida. 

“- Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus… -Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela.” Lucas 1.26-38

Cuidados com a privacidade

Dica para os que são #casados mas que também serve aos solteiros.

Caso queiramos evitar problemas e tentações desnecessárias, devemos ser vigilantes a respeito do tempo ocioso e com as situações de privacidade, exclusividade e intimidade seja na vida real com caronas, reuniões, atendimentos, visitas, voyeurismo ou na vida virtual nos telefonemas, chats, whatsapp e redes em geral. Sejam cuidadosos na exposição do corpo mas também na exposição da alma. 

O foro íntimo, privativo e exclusivo de comunhão e deve ser reservado, devotado e desenvolvido com seu cônjuge. Abrir suas intimidades, entrar na vida íntima de outra pessoa, gerar ambiência de privacidade pode ser uma armadilha fatal. 

Você ama seu cônjuge mas tem flertado com situações desse tipo, se expondo desnecessariamente e assumindo um risco de colocar seu casamento e família em jogo. Conselho:  Fuja disso! 

Observe também se não tem deixado seu cônjuge sozinho e isolado deixando lacunas e necessidades, isso pode deixá-lo(a) vulnerável aos ataques. “A alma farta despreza o mel…” Ore e estejam juntos, desenvolvam intimidade e confiança no desnudar da alma e do corpo, pois assim crescerão em comunhão e estarão mais protegidos para encarar os desafios do dia-a-dia. 

#ApriscoCasais

  
2 Samuel 11:1-7

O PECADO DE DAVI E A TRISTEZA PELO PECADO
Um ano depois, na época em que os reis tinham o hábito de sair à guerra, Davi enviou Joabe, seus oficiais e todo o Israel com a missão de eliminar de uma vez por todas os amonitas. Eles cercaram Rabá, mas, dessa vez, Davi permaneceu em Jerusalém.

Certo dia, Davi levantou-se do seu descanso da tarde e foi passear no terraço do palácio. De onde estava, ele viu uma mulher tomando banho, e ela era muito bonita. Davi procurou saber quem era. Alguém disse: “É Bate-Seba, filha de Eliã, mulher do hitita Urias”. Davi ordenou que a trouxessem. Quando a mulher chegou, ele se deitou com ela. Isso aconteceu na época da purificação, depois da menstruação dela. Ela voltou para casa e, algum tempo depois, descobriu que estava grávida.

Bate-Seba mandou o seguinte recado a Davi: “Estou grávida”.

A geração mais triste de todas 

Por Liliane Prata

Augusto Cury, o famoso psiquiatra que tem livros publicados em mais de 70 países e dá palestras para multidões no Brasil e lá fora, lançou recentemente uma versão para crianças e adolescentes do seu best-seller Ansiedade – Como Enfrentar o Mal do Século. O autor conversou com a gente sobre os desafios de se criar os filhos hoje e não poupou críticas à maneira como a família e a escola têm educado os pequenos. Confira!


Excesso de estímulos

“Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, sejam presentes a todo momento, seja acesso ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV. Eles estão perdendo as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de transtornos psíquicos. Eles necessitam gerenciar os pensamentos para prevenir a ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não agir pela reação, no esquema ‘bateu, levou’, e a desenvolver altruísmo e generosidade.”

Geração triste

“Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar nossas crianças a fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de suicídio tem aumentado. A família precisa se lembrar de que o consumo não faz ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a se aventurar, a ter contato com a natureza, se encantar com astronomia, com os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como as redes sociais.”

Dor compartilhada

“É fundamental que as crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar de suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo integral. Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de transmitir sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso sentar e conversar: ‘Filho, eu também fracassei, também passei por dores, também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei’. Quando os pais cruzam seu mundo com os dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos em sua mente, que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e adolescentes a trabalhar dores perdas e frustrações.”

Intimidade

“Pais que não cruzam seu mundo com o dos filhos e só atuam como manuais de regras estão aptos a lidar com máquinas. É preciso criar uma intimidade real com os pequenos, uma empatia verdadeira. A família não pode só criticar comportamentos, apontar falhas. A emoção deve ser transmitida na relação. Os pais devem ser os melhores brinquedos dos seus filhos. A nutrição emocional é importante mesmo que não se tenha tempo, o tempo precisa ser qualitativo. Quinze minutos na semana podem valer por um ano. Pais têm que ser mestres da vida dos filhos. As escolas também precisam mudar. São muito cartesianas, ensinam raciocínio e pensamento lógico, mas se esquecem das habilidades sócio-emocionais.”

Mais brincadeira, menos informação
 

“Criança tem que ter infância. Precisa brincar, e não ficar com uma agenda pré-estabelecida o tempo todo, com aulas variadas. É importante que criem brincadeiras, desenvolvendo a criatividade. Hoje, uma criança de sete anos tem mais informação do que um imperador romano. São informações desacompanhadas de conhecimento. Os pais podem e devem impor limites ao tempo que os filhos passam em frente às telas. Sugiro duas horas por dia. Se você não colocar limite, eles vão desenvolver uma emoção viciante, precisando de cada vez mais para sentir cada vez menos: vão deixar de refletir, se interiorizar, brincar e contemplar o belo.”

Parabéns!

“Em vez de apontar falhas, os pais devem promover os acertos. Todos os dias, filhos e alunos têm pequenos acertos e atitudes inteligentes. Pais que só criticam e educadores que só constrangem provocam timidez, insegurança, dificuldade em empreender. Os educadores precisam ser carismáticos, promover os seus educandos. Assim, o filho e o aluno vão ter o prazer de receber o elogio. Isso não tem ocorrido. O ser humano tem apontado comportamentos errados e não promovido características saudáveis.”

Conselho final para os pais

“Vejo pais que reclamam de tudo e de todos, não sabem ouvir não, não sabem trabalhar as perdas. São adultos, mas com idade emocional não desenvolvida. Para atuar como verdadeiros mestres, pai e mãe precisam estar equilibrados emocionalmente. Devem desligar o celular no fim de semana e ser pais. Muitos são viciados em smartphones, não conseguem se desconectar. Como vão ensinar os seus filhos e fazer pausas e contemplar a vida? Se os adultos têm o que eu chamo de síndrome do pensamento acelerado, que é viver sem conseguir aquietar e mente, como vão ajudar seus filhos a diminuírem a ansiedade?”

 

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Escrito por Liliane Prata – Via MdeMulher