O menino e o barquinho

Boy With a Toy Boat – Simon Glucklich (1863-1943)

Um menino tinha feito, com muito esforço e capricho, um barquinho a motor. Satisfeito, brincava com ele a beira do rio, quando, de repente, o barquinho impelido pela correnteza, lhe escapou das mãos. Triste, o garoto voltou para casa, sem esperanças de tornar a ver o barco, que tanto trabalho lhe custara. Qual não foi seu espanto ao ver o barquinho, certo dia, na vitrina de uma das lojas da cidade. Entrou e insistiu que o barco era seu, mas o negociante disse que só lho daria mediante o pagamento do preço estipulado. 0 menino voltou ao lar e narrou o incidente ao pai, que lhe forneceu o dinheiro necessário para a compra do barquinho. Rápido, dirigiu-se à loja, onde comprou o barco que, de direito, já lhe pertencia. Ao sair, segurando bem firme em seus braços o precioso objeto, exclamou: “Agora és duas vezes meu: meu porque te fiz, e meu porque te comprei.” Assim também nos pertencemos a Deus: por direito de criação e direito de redenção. Quando as correntezas do pecado nos afastaram das mãos divinas, e nos achávamos debaixo do domínio de Satanás, Cristo nos comprou pelo preço do seu sangue.

#Parábolas

TOMANDO A BACIA E A TOALHA PARA SERVIR

Quando Jesus se colocou como exemplo e desafiou os conceitos de serviço dos seus discípulos, estava propondo uma nova forma de encarar o ato de servir, bem como uma nova maneira de se relacionar entre irmãos. Estava definindo como perceber a realidade do serviço e qual a extensão desse serviço ao outro. Propunha:
(1) Apenas servir, sem olhar a quem. Era a quebra de determinados paradigmas existentes entre os seus discípulos – Não deveria estar escolhendo a quem servir mas deveria colocar o outro como alvo do meu servir. Isso é o bastante.

(2) Servir pela benção do servir, não por esperar algo em troca. É o ato de atender à necessidade do outro pela alegria de vê-lo feliz e realizado, – não porque receberei algo em troca, como se fosse um ato de barganha. Eu faço, então recebo. Fiz, por isso você me deve algo.

(3) Não se tem e nem se pode escolher serviço. Apenas servimos em obediência ao Mestre. No Reino de Deus não cabe ao servo escolher onde servir e como servir. Deve apenas estar à serviço do seu Mestre para servir onde Ele determinar.

(4) Não há mérito algum no que se faz quando serve. Se busca glórias, está no lugar errado. Se deseja elogios, a motivação está errada. Servir como ato de obediência ao Seu Mestre e como ato de adoração Àquele que designou o motivo e a motivação do servir.

(5) Servir como estilo de vida. Não é algo esporádico na vida, mas como o padrão da existência cristã. Servir como modelo, como exemplo. Ser capaz de ultrapassar conceitos e preconceitos no ato de viver servindo.

Que sejamos, a partir dos diáconos de nossa Igreja, modelos de serviço para um mundo caótico que anseia por ver pessoas sendo referenciais de vida. Que sejamos servos qualificados pelo Mestre Jesus. Que sejamos padrão para esta geração e a próxima. Que sejamos servos, vasos nas mãos do Oleiro, onde Ele possa nos moldar e utilizar para a Glória do Deus Pai.

Do seu amigo e Pastor

Gerson de Assis Perruci

Editorial pulicado no boletim da Igreja Batista das Alterosas – Domingo 08 de Novembro de 2015.

Mordomia do Meio Ambiente

Não é para responder, é apenas para se repensar ou quem sabe recomeçar, refazer…

 

Estou certo de que mesmo diante de toda a admiração de Deus por seu trabalho na criação: “viu que era bom…”  e seu amor incontido pela humanidade ao ponto de dar seu filho para resgatar a comunhão com os homens (João 3.16), uma das causas que atrairá um juízo divino sobre os homens é ignorar a necessidade do arrependimento pela falta de cuidado e respeito à ordem das coisas criadas.

Quando não há no coração do homem o reconhecimento de que Deus criou tudo perfeitamente belo e em ordem, e que não somos donos de absolutamente nada mas apenas mordomos e administradores do que é dEle, caímos no abismo de um pensamento totalmente egoísta e auto-centrado e auto-destrutivo sobre o sentido da nossa existência e do nosso papel diante dos demais seres humanos e da criação ou do meio em que vivemos.

Isaías 45:18
Porque assim diz o SENHOR, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada: Eu sou o SENHOR, e não há outro.
Gênesis 1:1,2,26-28
Em primeiro lugar, Deus criou o céu e a terra — tudo que se vê e tudo que não se vê. A terra era como uma massa sem forma, um vazio sem fim, uma escuridão quase palpável. O Espírito de Deus pairava sobre o abismo das águas.

Deus disse: “Façamos os seres humanos à nossa imagem, de forma que reflitam a nossa natureza
Para que sejam responsáveis pelos peixes no mar,
pelos pássaros no ar, pelo gado E, claro, por toda a terra, por todo animal que se move na terra”.
Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
E, então, os abençoou:
“Cresçam! Reproduzam-se! Encham a terra! Assumam o comando! Sejam responsáveis pelos peixes no mar e pelos pássaros no ar, por todo ser vivo que se move sobre a terra”.

É o que temos feito? 

Ouça a belíssima canção do Gladir Cabral e reflita.