Jesus Suficiente – Estudo no Evangelho Segundo João

Estarei reunindo aqui os vídeos dos lives do facebook que são feitos geralmente às terças-feiras 19h horário da Bahia em um estudo bíblico sobre a Suficiência de Cristo tomando como base o Evangelho de João.

Parte 1 – INTRODUÇÃO (07/02/2017)
#JesusSuficiente
Para ir direto à mensagem adiante para 27´50″

Parte 2 – O VERBO (14/02/2017)
Seguimos em nosso Estudo #JesusSuficiente, explorando o relato do Evangelho segundo João. Na primeira semana falamos introdutoriamente sobre o Livro em si, sobre o autor e qual o foco exposto por ele a respeito da vida e obra de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Hoje começaremos de fato a leitura e estudo propriamente dito com o que se chama de Prólogo Joanino, que é a introdução do evangelho que compreende o capítulo 1 e os versos do 1 ao 34
Dividiremos am algumas partes e a de hoje será: O Verbo
Hoje Leremos e estudaremos João 1.1-4
Se quiser pular o louvor e ir direto à palavra, começa em 30’05” .

Parte 3 – JESUS A LUZ DO MUNDO (21/02/2017)
João 1:5-14 diz: “A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem. O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.”
Obs: Se quiser saltar o louvor e ir direto ao estudo, vá para 27’00”.
#JesusSuficiente

Parte 4 – E O VERBO SE FEZ CARNE (28/02/2017)
João 1:11-15: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.
João testemunha a respeito dele e exclama: Este é o de quem eu disse: o que vem depois de mim tem, contudo, a primazia, porquanto já existia antes de mim.”
Obs: Se quiser ir direto para a palavra adiante para 27 minutos.
#JesusSuficiente

Parte 5 – Graça + Verdade = Amor (Pt 1) (07/03/2017)
João 1:14-18 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. João testemunha a respeito dele e exclama: Este é o de quem eu disse: o que vem depois de mim tem, contudo, a primazia, porquanto já existia antes de mim. Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça.
Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.”
Questões abordadas:
– Se o pecado geraria a morte porque Adão e Eva ficaram vivos depois de comer o fruto?
– Porque a Lei de Deus é boa e santa?
– Como um Deus que é Santo se relaciona com pecadores?
– Uma nação para ensinar o caminho pra outras nações.
– o Monte fumegante e a Lei dada por intermédio de Moisés
Para ir direto para a palavra adiante para 24’20”
#JesusSuficiente

João 1:14-18 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. João testemunha a respeito dele e exclama: Este é o de quem eu disse: o que vem depois de mim tem, contudo, a primazia, porquanto já existia antes de mim. Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça.
Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.”
Questões abordadas:
– Verdade sem Graça = religiosidade, intolerância, legalismo, moralismo
– Graça sem verdade = conivência com o pecado, idolatria, graça barata
– Graça + Verdade = amor, cruz, evangelho, Jesus manifesto

JESUS SUFICIENTE

Evangelho de João 1:29
No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

ALELUIA!

Para ir direto para a palavra adiante até 25’30”

Parte 8 – Jesus e seus Seguidores  (04/-4/2017)
Texto Lido : João 1.35-51
Temas abordados:
– João continua apresentando Jesus como cordeiro de Deus (referência Gn.22.13)
– Os discípulos de João começaram a deixá-lo e a seguir a Jesus (ministério completo)
– Jesus foi acessível, gracioso e interessado por eles (Vinde e Vede João 1.39)
– Levar o Evangelho é levar a Boa Nova em palavra, obras e verdade. (v.40-41)
– O Senhor e quem transforma (Simao passa a ser Cefas Pedro v.42)
– Filipe e Natanael
– V. 51 as revelações de Jesus e o impacto sobre nossa vida.
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Caso de vida ou morte.

O que você diz pode salvar ou destruir uma vida; portanto, use bem as suas palavras e você será recompensado. (Provérbios 18:21 NTLH)

Eis aqui uma verdade impressionante de como nossas palavras tem poder! O que dizemos sobre nossas realidades, cônjuges, filhos, pais, situação financeira, emocional gera impacto real sobre os rumos da nossa vida.

Pensem no navio: grande como é, empurrado por ventos fortes, ele é guiado por um pequeno leme e vai aonde o piloto quer. É isto o que acontece com a língua: mesmo pequena, ela se gaba de grandes coisas. Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama! (Tiago 3:4, 5 NTLH)

Controlar a língua ou o que falamos nem sempre é fácil mas precisamos aprender o mais rápido como alcançar isso pelo poder do Espírito Santo em nós. A raiz do que falamos é o que pensamos e a maneira correta de corrigir nossa linguagem e palavras é deixar o Senhor mudar nosso coração, nossa mente. 

Ninhada de cobras venenosas! Como é que vocês podem dizer coisas boas se são maus? Pois a boca fala do que o coração está cheio. (Mateus 12:34 NT)

Não podemos ser apenas uma reação ao que nos ocorre. Pensamentos ruins, sem reflexão, incoerentes com a palavra e a vontade de Deus gerarão palavras de morte destruição e servirão como uma invocação de males sobre nossas vidas. Pensamentos transformados, embebidos do Espirito Santo, da palavra de Deus, alinhados ao caráter de Cristo produzirão vida pra você e todos que te rodeiam.

Refrear o que se diz é importantíssimo e faz parte do processo mas, sem uma dedicação a uma transformação na maneira de lidar com suas realidades dentro de você, em sua mente, mais cedo ou mais tarde você explodirá em palavras destrutivas. Humilhe-se diante do Senhor, em oração apresente diante dele toda a porcaria que se passa aí dentro de sua cabeça, peça a Ele que transforme sua mente e que te dê poder pra andar e falar pela fé, pelo amor, pela esperança , pelo Espírito.

Paz de Cristo!

Alex, 15 de novembro de 2012

O egoísmo e a família 

O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 1 Coríntios 13:4-7

Vivemos hoje em um mundo onde o hedonismo (prazer pessoal como bem supremo) e o narcisismo (amor idolátrico pela própria imagem), são estimulados em todos os níveis pra girar a máquina desse sistema maligno operante. As realizações, interesses, prazeres e desejos pessoais vêm antes das relações familiares, antes do desejo e vontade de Deus. Deus, o criador e pai que deveria se visto como o o restaurador da vida e o único capaz de nos salvar de nós mesmos, é colocado como o estraga prazeres da vida, que tudo proíbe. O casamento, maternidade, paternidade e a vida de família são vistos como impedimentos, pois exigem sacrifícios, e são como deixar de aproveitar a vida.

A vida em família é um instrumento poderoso de Deus para nós levar a vencer este egoísmo e crescer no amor. Como temos dito, ao instituir a família, Deus usou o modelo de sua própria imagem na trindade santa. Se queremos ver o exemplo magno desse amor e dessa cooperação perfeita precisamos olhar pra a trindade em toda a sagrada escritura, principalmente no que vemos refletido em Cristo Jesus pelos evangelhos que retratam sua relação com o Pai e o Espírito Santo. 

E qual é a característica do amor na Trindade? Na relação da Trindade uma Pessoa se doa totalmente à Outra. O Pai, o Filho e o Espírito Santo doam-se em plena comunhão entre si . Se olharmos a vida de Jesus poderíamos resumir em amor que doou a si mesmo. Assim Ele ama a Igreja, dando Sua vida por ela. Esse exemplo é citado por Paulo em Efésios 5:25
“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,…” trazendo o mesmo modelo de amor ao contexto familiar. 

Sempre estamos inclinados a nos vermos como as vítimas do egoísmo em vez de culpados. Como uma esposa infeliz dizendo: “Meu marido não mostra nenhum interesse no que eu faço. Tudo que importa a ele é o que ele faz naquele lugar – seja lá onde é – que ele trabalha!” Tal atitude pode descrever-nos mais do que nós queremos admitir. Como o povo de Deus, nós não somos ignorantes a respeito dos dispositivos de Satanás (2 Coríntios 2:11), de como o pecado é enganoso, nem de seu poder cegante. Por isso, por mais remoto e improvável que possa parecer, nós devemos ver a possibilidade de egoísmo nas nossas próprias vidas! Como o filho pródigo, cada um de nós deve cair em si para superar a si mesmo (Lucas 15:17). Como Paulo disse, “Examinai-vos a vós mesmos…” (2 Coríntios 13:5), teste seus motivos com honestidade absoluta pois ninguém pode lidar com um problema que não admita que tenha.

Negar a si mesmo é uma das primeiras lições a ser aprendida pelo seguidor de Cristo (Mateus 16:24). Nada é mais fundamental para a obediência e justiça. Sem isso, nenhum homem pode verdadeiramente amar sua esposa como Cristo amou a igreja (Efésios 5:25). Como o amor de Cristo sacrificou a si mesmo para a igreja, assim deve ser o amor do marido para sua esposa. É um amor que dá sem egoísmo. Sem isso, as esposas não podem ser submissas a seus maridos, assim com ao Senhor (v 22). O mesmo espírito que leva à submissão ao Senhor deve levar à submissão entre o marido e a esposa. Ser o que o Senhor quer que eu seja significa ser o que devo ser com meu cônjuge. O egoísmo, então, é um pecado contra o homem e Deus e, muitas vezes, contra os filhos.

Criar os filhos na disciplina e admoestação do Senhor (Efésios 6:4) envolve negar a si. Por exemplo, criar os filhos para o céu leva tempo e energia. O egoísmo rouba esse tempo precioso de muitos filhos e pais. A verdade é que muitos pais mesmo depois de constituir família, vivem somente para si mesmos para manter seus desfrutes ou um status material, deixando de lado a responsabilidade de revelar Cristo através de suas vidas e exemplo diário. Fora isso, estamos ocupados demais, cansados demais, para falar e responder perguntas, para ler a Bíblia, para orar com eles, para levá-los aos cultos, desligar os dispositivos eletrônicos e assentarem-se em família no nome de Jesus. 

Depois de tantas ocupações “importantes” e a sensação de ter de compensar as ausências, os pais não querem criar nenhum desgaste com os filhos no pouco tempo que resta. Assim, enchem os filhos de gratificações ocupações e entretenimento, evitam qualquer conflito para a construção de caráter e acabam moldando os filhos a viverem o mesmo tipo de vida egoísta que estão vivendo, distantes da vida plena e real em Cristo. 

Ainda pior, acho eu, são aqueles filhos que sofrem porque os pais egoístas dividem e abandonam o lar em vez de negar a si. É quase inimaginável que algumas pessoas negociariam sua boa família pelo prazer próprio; por uma garrafa, por um amante, pelos “bons momentos” muitas vezes escondidos por trás do argumento: “preciso ser feliz”. No entanto, continua a acontecer, até em alguns que alegam ser cristãos. Dessa forma, e de outras até ainda mais sutis, o egoísmo é um grande destruidor de lares. 

Que Deus possa nos ajudar a removê-lo das nossas vidas. Que possamos olhar para Jesus e sermos iluminados.

Alex Cosmo, novembro de 2016

#OficinadaFamíliaAprisco

Martin Lutero – da Liberdade Cristã

“Para conhecermos a fundo o que seja um cristão e sabermos em que consiste a liberdade que Cristo para ele adquiriu e ofertou, de que São Paulo tanto escreve, quero frisar estas duas frases:

Um cristão é senhor livre sobre todas as coisas e não está sujeito a ninguém. 

Um cristão é servidor de todas as coisas e sujeito a todos.

Estas duas frases se encontram claramente em São Paulo I Coríntios 9.19: “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos…” e adiante em Romanos 13.8: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros.”

“Logo, a única obra e única prática dos cristãos deveriam consistir no seguinte: gravar em seu ser a palavra e Cristo, exercitar-se e fortalecer-se sem cessar nesta fé.”

“Os mandamentos nos indicam e ordenam toda classe de boas obras, mas com isso não estão já cumpridos: porque ensinam retamente, mas não auxiliam; instruem acerca do que é preciso fazer, mas não fornecem a força necessária para realizá-lo.(…) aprende o homem, então, a desprezar a sua capacidade e buscar em outra parte auxílio necessário para poder livrar-se da cobiça e cumprir assim o mandamento com ajuda alheia, porque com esforço próprio lhe é impossível.”

“Significa que pela fé a palavra de Deus fará a alma santa, justa, sincera, pacífica, livre e plena de bondade, será, enfim, um verdadeiro filho de Deus, como diz João 1.12: Mas a todos que o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.

Isto esclarece porque a fé é tão potente e porque não existem boas obras que possam igualar-se a ela. Nenhuma boa obra se atém à palavra divina como a fé, nem há boa obra alguma capaz de morar na alma, unicamente a palavra divina e a fé reinam na alma. Tal como é a palavra, assim se torna a alma à semelhança do ferro que unido ao fogo se torna vermelho incandescente, como o próprio fogo. Vemos assim que a fé é suficiente ao cristão, sem que precise obra alguma para ser justo. De onde se deduz que se não há necessidade de boa obra alguma, é porque também já está desligado de todo mandamento ou lei, e se está desligado disto, será por conseguinte livre.

Eis a liberdade cristã: na fé única que não nos converte em ociosos ou maldosos, antes, em homens que não necessitam obra alguma para obter a justificação e salvação.”

“Quem seria capaz de imaginar a grandeza e a honra de um cristão? Por seu reinado ou soberania, dispõe ele de todas as coisas; por seu sacerdócio, dispõe de Deus, pois Deus obra conforme ao rogo e desejo do cristão(…). Esta honra o cristão recebe só pela fé, jamais pelas obras. Do que foi dito, percebe-se claramente que o cristão é livre de todas as coisas e soberano delas, sem que necessite, portanto, de boa obra alguma para ser justo e salvo. É a fé que dá de tudo em abundância. E se o homem fosse tão insensato de pensar em se tornar justo, livre, salvo ou cristão em virtude das boas obras, perderia sua fé e com ela tudo o mais, tal qual o cão, que trazendo um pedaço de carne na boca, vendo-se refletido na água quis apanhar a carne refletida também. Perdeu, assim, a sua carne e mais a imagem refletida na água.”

“É pois necessário pregar a Cristo de tal forma que da pregação brote em ti e em mim a fé e se mantenha conosco. Uma fé que só nasce e permanece, quando se nos prega a razão porque Cristo veio ao mundo, de que maneira poderemos nos valer dele e de seus benefícios, o que ele nos trouxe e deu. Pregar-se-á, deste modo, quando se interpreta devidamente a liberdade cristã, que recebemos de Cristo; quando se nos diz de que modo somos reis, e sacerdotes, e donos, e senhores de todas as coisas; que Deus se compraz em tudo quanto fazemos e nos atende, como venho afirmando.”

“Ainda que o homem já esteja interiormente(…) bastante justificado e de posse de tudo quanto necessita(…) continua, contudo, na vida corporal e há de governar seu próprio corpo e conviver com seus semelhantes. Aí é que começam as obras.”

“Por conseguinte, o homem obriga seu corpo a não andar ocioso, mas, ao contrário, haverá de realizar muitas obras para submetê-lo. Porém, não são as obras o meio apropriado para aparecer como crente e justo diante de Deus, mas que executarão com puro e livre amor, desinteressadamente, só para agradar a Deus, buscando e olhando, unica e exclusivamente, o que agrada a Deus, à medida que se deseja cumprir sua vontade, o melhor possível.”

“Estas duas sentenças são, por conseguinte, certas:

‘As obras boas e piedosas jamais tornam o homem bom e justo, mas o homem bom e justo realiza obras boas e piedosas.’ ”

“Porque o cristão está desligado de todos os mandamentos e em uso de sua liberdade, tudo quanto faça, o fará voluntária e desinteressadamente, sem buscar nunca seu próprio proveito e sua própria salvação, mas unicamente para agradar a Deus. Pois já estará farto e santificado pela sua fé e graça divina.”

“(…) porque o homem não vive somente com e para seu próprio corpo, mas sim também com os demais homens. Esta é a razão pela qual o homem não pode prescindir das obras no trato com seus semelhantes; antes bem, há de falar e tratar com eles, ainda que ditas obras em nada contribuam para sua própria justificação e salvação. Logo, ao realizar tais obras, terá sua mira posta só em servir e ser útil aos demais, sem pensar em outra coisa que nas necessidades daqueles a cujo serviço deseja colocar-se. Este modo de obrar para os demais é a verdadeira vida do cristão, e a fé atuará com amor e satisfação, como ensina São Paulo aos Gálatas 5.6. (…) Filipenses 2.1ss (…) descreve o apóstolo simples e claramente a vida cristã, uma vida na qual todas as obras atendam ao bem do próximo, já que cada qual possui, com sua fé, tudo quanto para si mesmo precisa e ainda lhe sobram obras e vida suficientes para servir ao próximo com amor desinteressado.”

“O cristão é livre, sim, mas deverá tornar-se de bom grado servo, a fim de ajudar a seu próximo, tratando-o e obrando com ele, como Deus tem feito com ele mesmo por meio de Cristo. E o cristão fará tudo sem esperar recompensa, mas unicamente para agradar a Deus(…). Serei para com meu próximo um cristão, à maneira como Cristo foi comigo, não empreendendo mais que aquilo que meu próximo necesssite, lhe seja proveitoso, salvador; que já possuo todas as coisas em Cristo, pela minha fé.”

Eu te aconselho que, se desejas fazer em legado em benefício da igreja, ou queres orar e jejuar, não o faças pensando em teu próprio proveito, antes, ao contrário, faze-o desinteressadamente, para que os demais o desfrutem e se beneficiem com ele; se assim fizeres, será um verdadeiro cristão. Para que queres reter teus bens e boas obras, que te sobram para cuidar e dominar teu corpo, se já tens bastante com tua fé, na qual Deus te outorgou já todas as coisas? Saberás que os bens de Deus haverão de passar de uns para outros, pertencer a todos, ou seja, cada qual cuidará des eu próximo como de si mesmo.”

“Deduz-se, de tudo isso, que o cristão não vive em si mesmo, mas em Cristo e o próximo. Em Cristo, pela fé, e no próximo, pelo amor. Pela fé o cristão se eleva até Deus e de Deus se curva pelo amor; mas sempre permanece em Deus e no amor divino(…) Eis aí a liberdade verdadeira, espiritual e cristã, que livra o coração de todo o pecado, mandamento e lei. É a liberdade que supera a toda outra liberdade, tal como os céus superam a terra.”

Extratos do livro:

Da Liberdade Cristã

Editora Sinodal

O que foi a Reforma Protestante?


Segue um resumo do que conversamos na escola bíblica do Aprisco Sede e da Agrovila em 30/10/2016. 

Ao compreendermos a história da Igreja Protestante e da Reforma, é importante primeiramente entender que uma das alegações feitas pela Igreja Católica Romana é a da sucessão apostólica. Isto simplesmente significa que eles alegam uma autoridade única sobre todas as igrejas e denominações, fazendo um retrocesso através dos séculos na linha de sucessão dos papas da Igreja Católica, chegando até o Apóstolo Pedro. Na visão que têm os católicos, isto dá a Igreja Católica Romana a singular autoridade que suplanta todas as denominações de igrejas. De acordo com a Enciclopédia Católica, esta sucessão apostólica é somente “encontrada na Igreja Católica” e nenhuma “igreja separada tem qualquer validade de alegar para si este direito.”

É por causa desta sucessão apostólica que a Igreja Católica Romana alega ter a singular autoridade para interpretar as Escrituras e estabelecer doutrinas, assim como ter um supremo líder no papa, que é infalível (livre de erro) quando falando ex cathedra , ou seja, no exercício de sua posição como pastor e mestre de todos os cristãos. Por este motivo, de acordo como a visão católica romana, os ensinamentos e tradições da Igreja Católica Romana, por virem do papa, são igualmente infalíveis e dotadas de autoridade, assim como as próprias Escrituras. Esta é uma das maiores diferenças entre os católicos romanos e os protestantes, e foi uma das razões fundamentais para a Reforma Protestante.

Logicamente os católicos romanos não são os únicos que tentam alegar para si a singular autoridade através da sucessão apostólica, rastreando as raízes de sua igreja até os dias dos primeiros apóstolos. Por exemplo, a Igreja Ortodoxa Oriental também alega sucessão apostólica, sendo esta muito parecida com a visão católica romana. A divisão entre a Igreja Ortodoxa Oriental e o Catolicismo Romano não ocorreu até o “Grande Cisma” em 1054 d.C. (a Igreja Católica Romana ocidental e a Igreja Ortodoxa oriental se separam). Há também algumas denominações protestantes ou grupos que tentarão estabelecer um “Rastreamento de Sangue” que possa ser feito retroativamente através dos séculos até a igreja do primeiro século e aos próprios apóstolos. Apesar destes protestantes não afirmarem a sucessão apostólica para estabelecer a autoridade de um “papa” como um líder infalível, eles, mesmo assim, vêem tal ligação com a igreja primitiva, em pelo menos um pequeno grau, como estabelecendo a autoridade de suas doutrinas e práticas.

O problema com qualquer uma destas tentativas de traçar uma linha de sucessão até os apóstolos no passado, sendo a Igreja Católica Romana, a Ortodoxa Oriental ou Protestante, é que são todas uma tentativa de deduzir ou apoiar a autoridade do que eles crêem e ensinam (de fontes erradas), com alguma conexão real ou percebida com os apóstolos, ao invés de vindas diretamente da Palavra de Deus. É importante para os cristãos compreender que a sucessão apostólica direta não é necessária para que uma igreja ou denominação tenha autoridade. Deus deu e preservou a suprema autoridade para todos os assuntos de fé e prática na Sua Santa Palavra, a Bíblia. Por esta razão, a autoridade de uma determinada denominação de igreja hoje não vem através de um laço qualquer com a igreja do primeiro século ou apóstolos, mas vem somente e diretamente da escrita Palavra de Deus. Os ensinamentos de uma igreja ou denominação têm autoridade e se impõem nos cristãos somente se representam o verdadeiro significado e claro ensinamento das Escrituras. Isto é um ponto importante a chegar quando se trata de compreender a conexão entre Protestantismo e a Igreja Católica Romana, e a razão por que a Reforma Protestante ocorreu. 

Ao se compreender a história do Cristianismo e as alegações de sucessão apostólica, tão bem quanto a alegação da Igreja Católica Romana em ser a única Igreja verdadeira com singular autoridade, é importante que cheguemos a alguns pontos-chave: Primeiro, devemos compreender que mesmo nos dias dos apóstolos e na igreja do primeiro século, falsos mestres e falsos ensinamentos se constituíam em problema significante. Sabemos disto porque encontramos avisos contra heresias e falsos mestres em todos os escritos posteriores do Novo Testamento. O próprio Jesus alertou que estes falsos mestres seriam como “lobos em pele de cordeiro” (Mateus 7:15), e que haveria “joio e trigo” convivendo até o dia do julgamento, quando Ele separaria os salvos dos perdidos, os verdadeiros crentes “renascidos” daqueles que não O receberam verdadeiramente (Mateus 13:24-30). Isto é importante na compreensão da história da igreja, pois desde quase o começo falsos mestres e falsos ensinamentos invadiram a igreja, desviando as pessoas do caminho correto. Mas apesar disto, sempre houve também os verdadeiros crentes “renascidos”, que através de todas as gerações, mesmo nos períodos mais negros da idade das trevas, se agarraram firmemente às doutrinas bíblicas de salvação apenas pela graça, através somente da fé, somente em Jesus Cristo.

A segunda coisa que devemos saber para podermos compreender corretamente a história da igreja é que a palavra “católico” simplesmente significa “universal”. Isto se faz importante porque os escritos cristãos primitivos do primeiro e segundo séculos, quando o termo “católico” é usado, referem-se à “igreja universal” ou “corpo de Cristo” que é feito dos crentes “renascidos” de cada tribo, língua e nação (Apocalipse 5:9; 7:9). Entretanto, como muitas palavras através dos tempos, a palavra “católico” começou a assumir novo significado, ou veio a ser usada em um novo sentido. Através dos tempos, o conceito de uma igreja “universal” ou “católica” começou a tornar-se o conceito de que todas as igrejas eram consideradas como formando, juntas, uma igreja, não apenas espiritualmente, mas também visivelmente, estendendo-se através do mundo. Este mal entendimento da natureza da igreja visível (que sempre teve “joio e trigo” e a igreja invisível (o corpo de Cristo que é feito apenas de crentes renascidos), levaria ao conceito de uma visível Igreja Católica Santa, fora da qual não há salvação. É por causa deste mal entendimento da natureza da igreja universal que a Igreja Católica Romana se desenvolveu.

Antes da conversão de Constantino ao Cristianismo em 315 d.C., os cristãos haviam sido perseguidos pelo governo romano. Com sua conversão, o Cristianismo tornou-se uma religião permitida do Império Romano (e mais tarde tornou-se a religião oficial), e desta forma a Igreja “visível” juntou-se com o poder do governo Romano. Este casamento de Igreja e Estado levou à formação da Igreja Católica Romana, e através dos tempos fez com que a Igreja Católica Romana refinasse sua doutrina e desenvolvesse sua estrutura da forma que melhor servisse aos propósitos do governo romano. Durante este tempo, opor-se à Igreja Católica Romana era o mesmo que se opor ao governo romano, o que acarretava severas penas. Por este motivo, se alguém discordasse com alguma doutrina da Igreja Católica Romana, seria uma séria ofensa que freqüentemente levaria à excomunhão, e às vezes até a morte.

Apesar de tudo, neste momento da história havia verdadeiros cristãos “renascidos” que se levantariam e se oporiam à secularização da Igreja Católica Romana e à distorção da fé que seguiam. Através desta combinação entre Igreja e Estado, através dos tempos, a Igreja Católica Romana efetivamente silenciou aqueles que se opuseram a qualquer uma de suas doutrinas e práticas, e verdadeiramente quase se tornou uma igreja universal através do Império Romano. Havia sempre “bolsões” de resistência a algumas das práticas e ensinamentos não-bíblicos da Igreja Católica Romana, apesar de serem relativamente pequenos e isolados. Antes da Reforma Protestante, no século XVI, homens como John Wycliffe, na Inglaterra, John Huss, na então Tchecoslováquia e John of Wessel na Alemanha, todos já haviam dado suas vidas por sua oposição a alguns dos ensinamentos não-bíblicos da Igreja Católica Romana.

A oposição à Igreja Católica Romana e a seus falsos ensinamentos piorou no século XVI, quando um monge católico Romano chamado Martin Luther (Martinho Lutero) pregou suas 95 Teses contra os ensinamentos da Igreja Católica Romana na porta da igreja do castelo de Wittenbert, Alemanha. A intenção de Martinho Lutero era reformar a Igreja Católica Romana, e fazendo assim estava desafiando a autoridade do papa. Com a recusa da Igreja Católica Romana em dar ouvidos à chamada de Lutero para a reforma e retorno às doutrinas e práticas bíblicas, iniciou-se a Reforma Protestante, da qual quatro divisões ou tradições principais de Protestantismo surgiriam: Luteranismo, Reformados, Anabatistas e Anglicanos. Durante este tempo Deus levantou homens piedosos em diferentes países para, uma vez mais restaurar igrejas por todo o mundo a suas origens bíblicas e a suas doutrinas e práticas bíblicas.

Junto à Reforma Protestante se assentam quatro perguntas ou doutrinas básicas, que segundo criam estes reformadores, constituíam erro por parte da Igreja Católica Romana. Estas quatro questões ou doutrinas são: Como uma pessoa é salva? Onde reside a autoridade religiosa? O que é a igreja? Qual a essência do viver cristão? Respondendo a estas perguntas, os reformadores protestantes, como Martinho Lutero, Ulrich Zwingli, John Calvin (João Calvino) e John Knox estabeleceram o que seria conhecido como as “Cinco Solas” (sola é a palavra latina para única) da Reforma. Estes cinco pontos da doutrina formam o coração da Reforma Protestante, e era por estas cinco doutrinas bíblicas essenciais que os reformadores protestantes afirmariam sua opinião contra a Igreja Católica Romana, resistindo às exigências a eles feitas para que voltassem atrás em seus ensinamentos, mesmo até ao ponto de morrer. Estas cinco doutrinas essenciais da Reforma Protestante são:

1- Sola Scriptura, somente a Escritura: afirma a doutrina bíblica de que somente a Bíblia é a única autoridade para todos os assuntos de fé e prática. As Escrituras e somente as Escrituras são o padrão pelo qual todos os ensinamentos e doutrinas da igreja devem ser medidos. Como Martinho Lutero tão eloqüentemente afirmou quando a ele foi pedido para que voltasse atrás em seus ensinamentos: “Portanto, a menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou pelo mais claro raciocínio; a menos que eu seja persuadido por meio das passagens que citei; a menos que assim submetam minha consciência pela Palavra de Deus, não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; Deus queira ajudar-me. Amém.”

2- Sola Gratia, somente a graça (salvação somente pela graça): afirma a doutrina bíblica de que a salvação é pela graça de Deus apenas, e que nós somos resgatados de Sua ira apenas por Sua graça. A graça de Deus em Cristo não é meramente necessária, mas é a única causa eficiente da salvação. Esta graça é a obra sobrenatural do Espírito Santo que nos traz a Cristo por nos soltar da servidão do pecado e nos levantar da morte espiritual para a vida espiritual.

3- Sola Fide, somente a fé (salvação somente pela fé): afirma a doutrina bíblica de que a justificação é pela graça somente, através da fé somente, por causa somente de Cristo. É pela fé em Cristo que Sua justiça é imputada a nós como a única satisfação possível da perfeita justiça de Deus.

4- Solus Christus – somente Cristo: afirma a doutrina bíblica de que a salvação é encontrada somente em Cristo e que unicamente Sua vida sem pecado e expiação substitutiva são suficientes para nossa justificação e reconciliação com Deus o Pai. O evangelho não foi pregado se a obra substitutiva de Cristo não é declarada, e a fé em Cristo e Sua obra não é proposta. 

5- Soli Deo Gloria, glória somente a Deus: afirma a doutrina bíblica de que a salvação é de Deus, e foi alcançada por Deus apenas para Sua glória. Isto demonstra que como cristãos devemos glorificar sempre a Ele, e devemos viver toda a nossa vida perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e somente para sua glória.

Estas cinco importantes e fundamentais doutrinas são a razão da Reforma Protestante. Estão no coração do erro doutrinário da Igreja Católica Romana, e por que a Reforma Protestante se fazia necessária para fazer com que as igrejas através do mundo voltassem às doutrinas e ensinamentos bíblicos corretos. São tão importantes hoje em avaliar a igreja e seus ensinos quanto eram no passado. De muitas formas, grande parte da cristandade protestante precisa ser desafiada a retornar a essas doutrinas fundamentais de fé, da mesma forma que os reformadores desafiaram a Igreja Católica Romana no século XVI.

Fonte: GotQuestions

Como medita o cristão?

Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Salmos 1:1-2

Esse artigo é um recorte de alguns outros que achei interessante sobre esse tema. Fiz somente a compilação, os autores estão cotados ao fim de cada trecho. 

A palavra “meditação” é a uma palavra muito legal nesses dias. Todo mundo gosta de meditação. Muitos web sites sobre produtividade dizem que quando você se sente exausto é realmente útil tirar uma “pausa para meditação”. Recentemente no Programa da Oprah Winfrey (é, pois é, eu estava assistindo a Oprah) um cara chamado Dr. Oz (nenhuma relação com o mágico) disse que a meditação pode prolongar significantemente a sua via. Meditação não é apenas para os monges tibetanos vestidos de mantos de pano de saco que irritam suas axilas. Não, todo mundo ama meditação.
A verdade é: a Bíblia também fala muito de meditação. Salmo 1.2 diz que o homem que teme ao Senhor “tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite”. O que me leva à pergunta: o que exatamente é meditação? De acordo com a nossa cultura, meditação é o relaxamento da mente ao ponto em que pouco ou nenhum pensamento ocorre. No entanto, de acordo com a Escritura, meditação é o crescente foco da mente com a ocorrência de pensamento muito profundo. O objetivo da meditação secular é esvaziar a mente, o objetivo da meditação divina é encher a mente com a verdade de Deus. Colocando numa definição sucinta, a meditação divina é a prática de encher a mente com a palavra de Deus com o propósito de aplicar a Palavra de Deus.
Então como meditamos na Palavra de Deus? Como isso se dá na prática? Aqui estão algumas sugestões.

Medite em oração
Quando lemos a Bíblia, não estamos apenas lendo um livro – estamos lendo a sagrada Palavra de Deus. A Bíblia é a própria Palavras de Deus, dada a nós para que possamos conhecê-lo, amá-lo e obedecê-lo, o que significa que nós não podemos simplesmente entender a Bíblia sem o poder esclarecedor do Espírito de Deus. Nós precisamos abrir nossos olhos para entender e aplicar as gloriosas verdades que lemos nas Escrituras. Sem o Espírito de Deus, nossos momentos devocionais serão secos, indiferentes e infrutíferos. Antes de ler a Palavra de Deus, ore para que Deus te dê entendimento.
Medite Silenciosamente
É difícil pensar profundamente e com concentração numa passagem das Escrituras se você está cercado de distrações. Eu compreendo que esse não é o caso para todo mundo, mas, para a maioria de nós, a meditação efetiva na Palavra de Deus ocorre em lugares quietos. Se você está tentando ter seu momento devocional no meio da Starbucks, você está menosprezando a si mesmo. Eu descobri que os meus momentos de meditação bíblica mais eficientes vêm no silêncio do início da manhã, antes que meu dia comece. Salmo 131.2 diz: “Certamente que me tenho portado e sossegado como uma criança desmamada de sua mãe; a minha alma está como uma criança desmamada”. A meditação eficiente geralmente ocorre na quietude.

Medite em voz alta
Só porque você está em um lugar quieto não significa que você precisa ficar quieto. Deus fala conosco quando lemos a Escritura e é frequentemente apropriado responder em voz alta aos sussurros de Deus. Veja, por exemplo, 1 Tessalonicenses 5. 16-18 que diz “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. Quando leio esse versículo, quero responder em voz alta com regozijo, oração e ação de graças. A escritura não é um livro de textos secos, ela é a Palavra viva de Deus. Nós devemos interagir com as Escrituras, respondendo às suas ordenanças, regozijando em suas promessas e nos alegrando em suas revelações.

Stephen Altrogge 30/01/2013


Somos filhos da modernidade. Aprendemos a pensar, analisar, dissecar e, acima de tudo, questionar tudo. A filosofia propôs: “Penso, logo existo”, e nós acreditamos.

Acreditamos que a verdade só pode estar naquilo que a razão abarca.

Mas, em tempos passados havia outras possibilidades de perceber realidades. Podemos conhecer realidades através de outros sentidos. A percepção humana não se restringe ao racional. Através da Meditação exercita-se o espírito para que se apreendam verdades que, embora não contradigam o racional, não dependam dele.

O que é Meditação Bíblica.

Meditação é uma prática devocional de “ficar” com um texto das Escrituras até que ele seja absorvido por todo o ser; é uma disciplina pela qual o coração intui dimensões mentalmente imperceptíveis da revelação de Deus.

Através da meditação bíblica, o Espírito Santo descortina mistérios eternos. 

Pode-se dizer que meditação é o processo digestivo que alimenta a alma do pão do céu.

Jeremias 15.16: Quando as tuas palavras foram encontradas, eu as comi; elas são a minha alegria e o meu júbilo, pois pertenço a ti,Senhor Deus dos Exércitos.

Aliás, essa metáfora de “comer a palavra” está amplamente relatada na Bíblia hebraica:

Ezequiel 3. 1-3: E ele me disse: “Filho do homem, coma este rolo; depois vá falar à nação de Israel”. Eu abri a boca, e ele me deu o rolo para eu comer. E acrescentou: “Filho do homem, coma este rolo que estou lhe dando e encha o seu estômago com ele”. Então eu o comi, e em minha boca era doce como mel.

Através da meditação bíblica é possível ultrapassar a análise cartesiana do texto para que ele alimente a alma.

João 6. 63 O Espírito dá vida; a carne não produz nada que se aproveite. As palavras que eu lhes disse são espírito e vida.

Quanto maior a disciplina de ponderar nas Palavras de Deus, maior a capacidade de receber o que ele tem para dizer. Suas palavras são espírito e vida. Obviamente, precisamos exercitar o espírito para se alcançar o significado espiritual das palavras.

Deus ajuda quando admito que minha capacidade humana é insuficiente para cumprir sua vontade e optar por caminhos excelentes, .

 Meditação Bíblica é uma disciplina que ajuda o coração a preparar-se para ouvir o inaudível, perceber o imperceptível e alcançar o imarcescível.

1Coríntios 2.9-12: “Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam”, mas Deus o revelou a nós por meio do Espírito.O Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as coisas mais profundas de Deus. Pois, quem conhece os pensamentos do homem, a não ser o espírito do homem que nele está? Da mesma forma, ninguém conhece os pensamentos de Deus, a não ser o Espírito de Deus. Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente”.

A meditação bíblica é uma admissão que Deus é maior do qualquer especulação.

Ora, se Deus fosse explicável pela mente humana, ele seria menor do que os próprios homens. Ele transcende qualquer abordagem e através da meditação bíblica eu abro mão de toda tentativa de explaná-lo.

Paulo, depois de haver escrito um tratado teológico denso e complicado que foi sua carta aos Romanos, parou e simplesmente dobrou-se diante da grandeza de Deus:

Romanos 11.33-36: “Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos! Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense? Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém”.

A meditação bíblica é uma disciplina que ajuda a se perceber as “entrelinhas” do texto.

Quando lemos um texto, não percebemos tudo o que está escrito nele. Por esse motivo, uma carta que chega de alguém que muito amamos é lida e relida várias vezes. Por que um namorado lê tanto uma mesma carta? Porque deseja entender o espírito, o semblante e as emoções com que sua amada escreveu.

Salmos 119.97: “Como eu amo a tua lei! Medito nela o dia inteiro”.

Salmos 19.7-14: “A lei do Senhor é perfeita, e revigora a alma. Os testemunhos do Senhor são dignos de confiança, e tornam sábios os inexperientes. Os preceitos do Senhor são justos, e dão alegria ao coração. Os mandamentos do Senhor são límpidos, e trazem luz aos olhos. O temor do Senhor é puro, e dura para sempre. As ordenanças do Senhor são verdadeiras, são todas elas justas. São mais desejáveis do que o ouro, do que muito ouro puro; são mais doces do que o mel,do que as gotas do favo. Por elas o teu servo é advertido; há grande recompensa em obedecer-lhes. Quem pode discernir os próprios erros? Absolve-me dos que desconheço! Também guarda o teu servo dos pecados intencionais; que eles não me dominem! Então serei íntegro, inocente de grande transgressão. Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração”.

Soli Deo Gloria

5/07/20114 – Ricardo Gondim

Dicas Práticas 

Uma leitura da Bíblia não se deve fazer corrido, ou de qualquer maneira, veja algumas dicas:

1. Separe um tempo próprio

2. Encontre um lugar onde possa estar a sós (Ao menos que outras pessoas junto leiam, mas para se meditar, a leitura é mais proveitosa a sós, depois podendo se reunir e lerem junto novamente)

3. Para quebrar um pouco o cansaço mental, cante um louvor (coloque algo e cante junto)

4. Peça a Deus que sonde seu coração

5. Ore, peça a Deus que lhe dê entendimento da palavra

Veja alguns métodos de se estudar e uma leitura proveitosa da Bíblia:

● Ler detalhadamente e cuidadosamente (6 vezes mais ou menos) o texto, ou versículo e estar atento a pontuação.

Faça perguntas ao texto ou versículo:

• O que o texto ensina a respeito de Deus, ou de Jesus, ou do Espírito Santo?

Lembrando que isso facilita, pois o que o texto tem a passar, se fala sobre o Deus Pai Criador, O Filho Salvador, ou O Espírito O Consolador que habita em nós.

• Existe no texto algum pecado revelado, que eu deva revelar, confessar ou evitar? (Estou pecando, ou sendo tentado se o texto cita algum pecado?)

• Existe alguma promessa que eu deva reivindicar? (Existe algo que Deus prometa para aqueles que o servem?)

• Existe algum mandamento que eu deva obedecer? (É algo que eu preciso obedecer?)

• Existe algum exemplo que eu deva seguir? (é uma situação semelhante com a minha, ou o exemplo da pessoa no texto)

• Existe algo que foge do meu entendimento que eu deva estudar mais tarde? (algo que não entendi agora, mas estudarei com mais calma esse assunto, ou perguntarei alguém que sabe me explicar)

• Existe neste texto alguma coisa pela qual eu deva orar? (é algo que está acontecendo, ou acontece até hoje, para que eu ore nesse sentido?)

• Como posso aplicar em minha vida? (O que aprendo com esse texto, para aplicar em minha vida)

• O que devo fazer para atingir estes objetivos? (o que impende de eu aplicar em minha vida, ou até mesmo será a falta de disciplinar meu tempo, para estudar a Bíblia mais vezes?)

Depois disso, agradeça a Deus por aquilo, que Ele lhe mostrou em sua palavra.
Assuma um compromisso com o que aprendeu, ou seja, colocar em prática.

Peça ao Espírito Santo que o capacite.

Se quisermos que Deus fale conosco é através de Sua palavra, se queremos crescer espiritualmente é meditar em Sua palavra. Que o Senhor possa capacitar a cada um, e se dedique em aprender e refletir pelo menos uns 15 minutos por dia. Pois a Bíblia muito mais que ler é crescer em fé e fortalecimento, pois com a leitura nossa fé aumenta, pois começamos ver o mover de Deus, o que Ele tem feito. Que o Espírito Santo possa mover em seus corações.

Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. (Mateus 22:29

Oton G. Cesar 

Biblioteca Virtual

Compartilharemos nesse post os links de boas referências de pesquisa nos assuntos de conhecimento cristão bíblico e afins. 

Não significa que assumamos como conteúdo filtrado e plenamente equilibrado biblicamente ou ajustado a nossa visão de mundo já que cada uma das referências já vem com os juízos de valor de quem os disponibiliza porém, com o filtro do leitor, muito pode ser aproveitado.

Sempre estaremos atualizando então, volte sempre e indique aos amigos.  

Biblioteca Mackenzie – conteúdo de base presbiteriana, diversificado com muitos artigos e trabalhos aproximados a realidade brasileira. 

Biblioteca Ecclesia – conteúdo católico, diversificado e antigo da história da igreja e outras áreas afins. 

Solascriptura – conteúdo de base batista, com bastante informação. 

9 razões possíveis para sua secura espiritual

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Nesses tempo de seca o que fazer? Falo da seca espiritual.

Precisa de um pouco de refresco em sua temporada de seca espiritual?

Se você é um cristão já por algum tempo, você sabe que paixão espiritual , visão e afetos tem seus fluxos e refluxos. Às vezes podemos estar fortes e vibrantes; outras vezes, nossos corações se sentem pesados como chumbo e nos encontramos pedindo a Deus para nos visitar mais uma vez e trazer algum renovo (Salmo 85: 4-7). Essas estações são geralmente referidas como tempos de “seca espiritual” ou “secura espiritual”, e podemos encontrar vasta expressão íntima desses tempos em muitos Salmos. Davi chorou muitas vezes a Deus em tempos onde a sua alma parecia como poeira, e ele ansiava por ser refrescado pela presença do Senhor (Salmo 13, Salmo 63). Outros salmistas expressaram seu desejo de ter suas almas ressequidas sendo reabastecidas e regadas pelo Senhor (Salmo 42).

Seca espiritual, embora seja uma visitante persistente e indesejada, não é algo com que temos de viver constantemente. Existem meios bíblicos pelos quais podemos, pela graça, nos colocar no caminho do refresco e renovo; que podemos ser restaurados para, mais uma vez sentir a alegria da nossa salvação. Mas isso só pode acontecer se formos capazes de discernir por que pode estamos passando por aridez espiritual, para que possamos tomar as medidas adequadas. Com isso em mente, eu gostaria de sugerir algumas razões pelas quais podemos estar vivenciando uma época de seca espiritual e fornecer os respectivos remédios:

Luxúria
O aviso de Pedro não poderia ser mais explícito: “Abster-se das concupiscências carnais que fazem guerra contra a alma” (I Pedro 2:11). Pensamentos impuros e fantasias recém-cultivadas só vão destruindo nosso senso das coisas espirituais; isso é o que Pedro quer dizer quando ele nos diz que a luxúria “guerreia contra a alma.” Abrigar luxúria contamina nossa consciência, alimenta a nossa carne pecaminosa, e faz secar a nossa vitalidade espiritual. Se estivermos enfrentando os estragos da seca espiritual, pode ser porque estamos entretendo nossas mentes com a luxúria e alimentando nossos desejos pecaminosos com filmes sugestivos, revistas, sites da internet, ou simplesmente visitando o shopping local. O único remédio que funciona aqui é sincera confissão e arrependimento (Provérbios 28:13; I João 1: 9). Se queremos encontrar as nossas almas, uma vez mais encantadas com a alegria da nossa salvação, devemos confessar esses pecados e nos convertermos deles (Salmos 51: 1-12), decidindo não fazer qualquer provisão para a carne (Romanos 13:14) .

Orgulho
Jesus, no confronto ao desejo dos fariseus por auto-exaltação, fornece uma visão valiosa sobre a forma como o orgulho se relaciona com a fé. Os fariseus eram incapazes de ver a verdade e beleza de Cristo porque eram apaixonados por sua própria glória e gostavam muito de receber elogios de homens. Jesus lhes pergunta: “Como você podem acreditar quando recebem glória uns dos outros e não procurais a glória que vem do Deus único” (João 5:44)? A fé salvadora foi prejudicada por seu orgulho. E, embora esta passagem fale especificamente de orgulho obstruindo a fé salvadora, eu acho que nós podemos aplicar este princípio de forma segura para nossa vida de cristãos: orgulho mata a fé em Jesus. Se estamos alimentando o amor-próprio, buscando louvor e valorização de nossos amigos, nossa congregação, nossos professores, nosso supervisor, ou aqueles que lêem os nossos blogs, vamos descobrir muito rapidamente que “Deus resiste aos soberbos” (Tiago 4: 6 ). Nossas almas vão murchar se tentamos preenchê-las com a glória que vem do homem. Por outro lado, virando-nos de nós mesmos e nossa reputação para exaltar a Cristo a todo o custo trará renovação espiritual, já que, “[Deus] dá graça aos humildes.”

Amor por Dinheiro
Há também um correlação direta entre nosso apego a coisas materiais e nossa capacidade de ver a glória de Deus. Jesus conecta o nosso olhar físico com a nossa visão espiritual em Mateus 6: 19-23. Nos versículos 19-21, Cristo nos ensina a ajuntar tesouros duradouros no céu, ao invés das riquezas temporárias aqui na terra. Se nós fazemos isso ou não terá um impacto significativo em nossas afeições, pois “onde estiver o [nosso] tesouro, aí [nosso] coração igualmente estará.” Jesus continua: “O olho é a lâmpada do corpo. Então, se os teus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz, mas se seus olhos forem maus, todo o teu corpo será tenebroso “(vv. 22-23). Em outras palavras, se estamos fixos no brilho das riquezas terrenas, o brilho da Glória de Deus pode não brilhar em nossos corações, e nós só sofreremos sede espiritual, sem nunca saciar. A solução aqui é começar a retirar os nossos olhos das riquezas terrenas. Isso é muitas vezes fortalecido por meio da oração e por doação dos dízimos e ofertas regular, sacrificial e consistentemente em nossas igrejas locais, a ministérios fiéis, aos pobres e aos necessitados. Isaías 58: 10-11 está incentivando a este respeito:

Se você doa-se para a matar a fome e satisfazer o desejo dos aflitos, então a tua luz nascerá nas trevas, ea tua escuridão será como o meio-dia. E o Senhor te guiará continuamente e satisfará o seu desejo em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial cujas águas nunca falham.

A falta de leitura da Bíblia, meditação, jejum e oração
Quando negligenciamos a leitura da Bíblia, meditação e oração, estamos nos privando do alimento essencial para as nossas almas. É impossível prosperar espiritualmente sem alimentar nossas mentes e corações com a Palavra de Deus. Salmo 1 nos lembra os benefícios da meditação:

Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, ou fica no caminho dos pecadores, nem se senta na Sear dos escarnecedores, mas o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite . Ele é como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folhagem não murcha, em al que ele faz, ele prospera (vv. 1-3)

Por outro lado, a nossa folha vai murchar, se não estamos plantando-nos perto dos córregos da Palavra de Deus que dão vida. Este lembrete é especialmente importante para aqueles de nós que tendem para o serviço e que desejam ficar ocupados e produtivos. Embora seja bom sermos ocupados e sempre abundantes na obra do Senhor (I Coríntios 15:58), o nosso trabalho pode tornar-se vazio, sem coração, e atrofiado de poder se não estamos alimentando-nos com o alimento espiritual que vem de da palavra de Deus. Precisamos lutar para reservar um tempo regular para ler, meditar e orar sobre as Escrituras. É também benéfico memorizar as Escrituras, para que possamos receber renovo da verdade bíblica a qualquer momento durante o dia. Se nos recusarmos a beber da fonte da Palavra de Deus em uma base regular, só devemos esperar terra seca e folhas murchas.

Muito tempo dentro de casa ou isolado
É fácil ver por que pecados flagrantes como a luxúria, orgulho e amor ao dinheiro pode impedir a paixão espiritual e o fervor. Não é tão fácil de discernir os efeitos sutis outros hábitos de vida têm sobre o nosso zelo e vitalidade. Por exemplo: O simples isolamento pode gerar uma ambiência extremamente produtiva para os pecados e consequentemente a secura espiritual. Devemos evitar ficar enfurnados na internet, nas redes sociais, no escritório ou no trabalho até tarde, e procurar conviver com o nosso próximo. Uma área que eu acho recebe pouca atenção é o papel da criação na manutenção da nossa saúde espiritual. Mas, se os céus declaram a glória de Deus (Salmos 19: 1), e se somos renovados por ver a glória de Deus, só faz sentido se saímos lá fora, a fim de ver essa glória! Às vezes eu posso literalmente sentir a minha fé revivida se eu passar alguns minutos olhando para a grandeza de um céu claro, cheio de expressões insondáveis ​​de poder e criatividade. Eu posso encontrar refrigério em uma caminhada simples ou a pé, observar que há muito mais além do que vejo na minha cabana. E eu não acho que isso é simplesmente porque amo o ar livre, mas porque vendo essa glória serviu muitas vezes para restaurar a minha alma cansada.

Sair e observar também o tanto de gente sofrida e que precisa da nossa ação como cristãos pode nos dar um choque de realidade é um despertamento. Alex

A falta de exercício
Tem um pouco a ver com o último ponto, mas pertence à sua própria categoria, porque a pessoa não precisa necessariamente estar ao ar livre, a fim de fazer exercício físico. Não estou colocando ao extremo dos que cultuam seus próprios corpos como se fosse a razão final da vida e que aplicam todo o tempo disponível em malhar o corpo, e nem direcionar somente para alguns que possam estar acima do peso e negligenciando completamente a saúde física. Estou sugerindo que a prática regular e moderada de exercícios físicos são benéficas para todas as pessoas.
Deixe-me citar Don Whitney sobre esse assunto:
“Nossos corpos não são meramente recipientes descartáveis ​​para nossas almas eternas. Deus poderia ter nos feito sem corpo, vivendo para sempre em uma condição como as almas do Céu vivem enquanto espera por corpos ressuscitados … Mas Ele nos criou para sermos completo como uma unidade de corpo e alma. . . . Uma das formas que o corpo pode ter um efeito positivo sobre a alma é através da atividade física de lazer. Porque a maioria das práticas espirituais [disciplinas: leitura, escrita, estudo, meditação, etc.] são, por definição, espirituais e não muito físicas, somado ainda se o nosso trabalho diário é principalmente mental e sedentário, então há pouca diversidade no tipo de estímulos que experimentamos. E a monotonia de que pode diminuir o impacto de nossas práticas espirituais. A variedade que a atividade física de lazer proporciona para as células do cérebro e as fibras musculares de um corpo pode ajudar a refrescar a alma que nele habita.

Muitos vão achar a sua vitalidade espiritual renovada, bastando ir em uma caminhada de trinta minutos ou correndo, ou indo nadar, ou montando sua bicicleta, ou fazendo trilhas perto de sua casa. Eu fico muitas vezes espantado com a forma como um pouco de exercício me beneficia mentalmente e espiritualmente. Talvez você está buscando ao Senhor, mortificando o pecado, sendo regular na leitura da Bíblia e oração, e ainda encontrar a sua alma seca e poeirenta, talvez você precise ir em uma caminhada ou corrida.

Negligência de Responsabilidades
Quando escolhemos preguiça ao invés de diligência, muitas vezes isso pode levar à secura espiritual, até mesmo à depressão. Esse processo é cíclico e geralmente se perpetua: preguiça criará aridez espiritual; quando estamos espiritualmente secos e deprimidos, geralmente não estamos poderosamente motivados para prosseguir realizando as atividades com diligência. Mas é precisamente neste ponto que temos de quebrar o ciclo. Fomos feitos para trabalhar em enquanto nós não subvertermos esse aspecto fundamental da nossa personalidade, vamos encontrar-nos espiritualmente secos e frustrados. Preguiça nunca satisfaz. Essa é uma razão pela qual a Escritura está repleta de comandos para prosseguir com diligência e fidelidade. Se nós nos encontramos em um deserto espiritual, devemos considerar se estamos ou não sendo fiéis em assumir nossas responsabilidades em casa, no trabalho ou na igreja.

Introspecção mórbida
Ironicamente, quando nos encontramos espiritualmente secos, o melhor é não ruminar sobre nossa condição por muito tempo, isso pode levar a uma preocupação doentia com nós mesmos e para mórbida introspecção. Esta é uma outra situação que pode perpetuar-se: quanto mais experimentamos seca espiritual, mais somos tentados a examinar a nós mesmos e olhar para dentro; quanto mais olhamos para dentro, mais nós podemos experimentar frustração espiritual. Dr. Martyn Lloyd Jones é perspicaz aqui:

“Penso que cruzamos a linha do auto-exame para à introspecção mórbida, quando, em certo sentido, não fazemos nada além de examinar a nós mesmos, e quando esse tal auto-exame se torna o fim principal e causa da nossa vida. Claro que fomos destinados e devemos nos examinar periodicamente , mas se estamos sempre fazendo isso, sempre, por assim dizer, colocando a nossa alma em uma placa e dissecando-a, se tornará introspecção mórbida. Se estamos sempre falando com as pessoas sobre nós mesmos e nossos problemas e dificuldades, e toda vez chegamos com aquela cara de: estou em grande dificuldade; isso provavelmente revela que estamos o tempo todo centrado em nós mesmos, numa introspecção profunda que, por sua vez leva à condição conhecida como morbidade “.. (Depressão espiritual, 17)

Quando estamos focados em nós mesmos, por mais que tenhamos uma boa razão, isso pode levar a mais aridez espiritual, porque estamos nos afastando de uma fonte infinita de renovação espiritual para dentro de um ser humano finito e pecaminoso. Devemos ter cuidado para não deixar que o nosso auto-exame se torne em um olhar fixo em nossos corações em nós mesmos.

Esquecendo o Evangelho e Viver em legalismo
Quando os cristãos da Galácia começou a desviar do evangelho, a resposta de Paulo para lembrá-los de como eles começaram com a presença do Espírito Santo:

Gálatas Oh tolos! Quem vos fascinou a vós? Foi diante de seus olhos que Jesus Cristo foi retratado como crucificado. Deixe-me perguntar-lhes apenas isto: vocês receberam o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Você são tão tolos? Tendo começado pelo Espírito, seriam agora aperfeiçoados pela carne? Vocês sofreram tantas coisas em vão, se é que foi em vão? Será que aquele que dá o Espírito, e que opera milagres entre vós faz por obras da lei, ou pela pregação da fé, assim como Abraão “creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça” (3: 1-6) .

Os gálatas experimentaram a liberdade e a alegria do Espírito Santo, não por guardar os mandamentos, a fim de ganhar a salvação, mas por ouvir e crer a-a mensagem mensagem do evangelho. Estamos todos em perigo de desvio como estes Gálatas; depois de termos recebido o Espírito Santo pela fé, nós tentamos nos aperfeiçoar pela carne e em nossa própria força; tentando ganhar algum favor de Deus. É por isso que eu acredito que Jerry Bridges está certo quando ele nos lembra de “pregar o evangelho a nós mesmos todos os dias.” A verdade do Evangelho sobre os benefícios da vida substitutiva de Cristo e da morte em nosso favor, são recebidos pela fé e derramados regularmente em nossas mentes e corações, nos protegendo do amortecimento do legalismo e subsequente aridez espiritual.

Alguns pensamentos de Encerramento
Nenhuma dessas sugestões irão nos proteger totalmente da seca espiritual. Sabe por que? Porque nós somos pecadores e porque vivemos em um mundo caído com corpos caídos, temos de enfrentar a realidade de que a secura espiritual virá novamente. É por isso que o salmista diz que a Palavra de Deus restaura a sua alma (Salmo 19: 7); que precisar de restauração implica que a sua alma não estava mais em um estado feliz, satisfeito mas sim que precisava de um refrigério. Sabendo disso e buscar o conhecimento de potenciais causas da seca espiritual pode ajudar-nos a enfrentar temporadas de pouca ou nenhuma chuva.

Isto não representa uma lista exaustiva. Há mais fatores, tenho certeza, que implicam em nossa situação espiritual. Estas são as causas que considerei ser primárias e mais importantes. No entanto, a palavra mais encorajadora que eu poderia dar é provavelmente esta: está vindo um dia em que não haverá mais seca, apenas abundância. Iremos um dia desfrutar da presença real de Cristo e nos encontrarmos plenos em seus prazeres e no seu descanso para sempre (Salmo 16:11) alegria e satisfação para todos para a toda a eternidade. O que nos mantém em movimento através do deserto é saber com certeza que um oásis encontra-se sobre a colina próxima. Vamos nos manter em movimento.

Este artigo foi publicado originalmente na revista derekjamesbrown.com , traduzido e adaptado por mim, Alex Cosmo.

Meditando nas Escrituras em Grupo

  

3 Passos Para meditar nas Escrituras em grupo

Em pequenos grupos ou como chamamos no Aprisco, Grupos de Conexão (GC’S), podemos incentivar uns aos outros em uma série de estudos espiritual na Bíblia, a confissão, a oração, a comunhão e assim por diante. Mas como podemos em nossos GC’s ou até na vida particular, aprender como meditar na Palavra de Deus?

A leitura devocional das Escrituras, ou meditação bíblica, muitas vezes tem sido descrita como um meio caminho entre a leitura e a oração: as nossas mentes estão engajados na Palavra de Deus, mas nossas palavras vêm diretamente do nosso coração e são expressos ao nosso Pai em oração. Temos sempre repetido também o conceit de meditação como encontrar o meio ou o centro da vontade de Deus e então nós aplicar a que nossa mente e coração se ajustem e se euilibrem nisso. 
Durante séculos a meditação bíblica tem sido praticada tanto individual como comunitariamente e podemos restaurar esta prática em nossos dias de hoje. Os pais da igreja falaram de “descer com a mente para o coração”, uma frase útil para descrever a meditação bíblica. Meditação envolve a mente, orientando-o na Palavra de Deus. No meio de um milhar de preocupações e pensamentos, ele direciona nossas mentes a quietude na Palavra de Deus na sua presença. Como uma força centrípeta, meditação sobre a Escritura lentamente nos puxa para dentro, em direção ao centro da comunhão com Deus.
O melhor lugar para começar a meditação na Escritura seja individualmente ou em um grupo é com o Livro dos Salmos. É importante lembrar que os salmos foram escritos para uso congregacional; eles foram escritos para serem lidos em voz alta, cantada em voz alta, e orou em voz alta com os outros. Como *Eugene Peterson anotou uma vez, assim como um fazendeiro utiliza ferramentas para cultivar a terra e produzir culturas, que possamos usar as nossas orações para agitar os nossos corações e tornar-nos mais semelhantes a Cristo. Se nossas orações são ferramentas, em outras palavras, os Salmos são a nossa caixa de ferramentas. Deus nos deu 150, canções e orações apaixonadas ricos para a nossa vida devocional. Ao contrário de qualquer outro gênero das Escrituras, os salmos nos permitirá nos expressar, compreender os nossos corações, encontrar perspectiva para as nossas circunstâncias, e orar a Palavra de Deus de volta para ele.

Em nossa oração em grupo, podemos orar os salmos ao nosso Pai em uma poderosa forma-juntos, podemos descer com as nossas mentes em nossos corações.

Aqui estão três recomendações para tirar o máximo proveito destas orações.

Primeira Leitura: conteúdo e significado

Reúna seu grupo e introduza o tema da meditação bíblica. Antes de iniciar o seu tempo de leitura e oração, pedindo ao Senhor que abençoe o seu tempo de reflexão.

Nesta primeira leitura, leia o salmo em voz alta. Desde que foi escrito para ser lido (ou cantado) em voz alta, há provavelmente um ritmo natural e fluir para ele. A primeira vez através de, começar uma sensação para o conteúdo do salmo, e fazer uma pausa por um momento sempre que você ver a palavra Selah. 

Após a primeira leitura, levar cerca de cinco minutos para fazer perguntas básicas sobre o conteúdo eo significado do salmo:

  1.  O que era contexto original do salmo? 
  2. Foi o salmista escreve principalmente uma oração privada ou uma música congregacional? 
  3. Como você colocar a mensagem do salmo em suas próprias palavras?

Segunda Leitura: Aplicação e Meditação

Lembrar um outro que o objetivo da leitura devocional é aumentar a comunhão com Deus, e não apenas a compreensão do salmo. Com uma compreensão básica de conteúdo e significado do salmo, agora ler o salmo em voz alta novamente, desta vez mais lentamente e com pausas mais longas. Se estiver em grupo, enquanto uma pessoa lê o salmo, o resto do grupo pode acompanhar em suas Bíblias ou simplesmente fechar os olhos e ouvir. O objetivo é absorver pessoalmente a oração do salmista, tanto quanto possível. Quando você chegar a um Selah, fazer uma pausa por alguns momentos e refletir em silêncio sobre a estrofe anterior.

Após esta segunda leitura, levar de 20 a 30 minutos para discutir os movimentos do salmo de uma forma mais pessoal perguntado: 

  1. Como você reage com gritos do salmista de ajuda? 
  2. Onde você se vê de forma semelhante em necessidade de Deus? 
  3. Que aspectos da sua vida está dirigindo você a procurar prazer no Pai?

Oração final: descendo para o coração
Após o seu tempo de discussão e reflexão, é hora da oração em conjunto. Um ótimo exercício para a nossa vida de oração é aprender a reformular e depois orar o salmo em voz alta. Se revezam fazendo isso, colocando a parte mais significativa ou aplicáveis ​​do salmo em suas próprias palavras e orando-lo ao nosso Pai. Use a linguagem do salmo e adicionar seus próprios pedidos, louvor e oração para os outros. (Este exercício vai ser um pouco estranho pela primeira vez ou duas, mas não desanime.)

Há de fato uma nova camada de coisas de Deus a serem desfrutadas  nesse padrão histórico de meditação: 

  1. Leitura Lenta 
  2. Meditação das Escrituras 
  3. Discussão ou reflexão em nível de coração e aplicação
  4. Profunda oração pessoal que nos aproxima de Deus e uns aos outros. 

Nosso mundo está em grande necessidade da Palavra, oração e comunhão de Deus, e podemos desfrutar de cada uma na meditação bíblica juntos.
Fonte: TGC – The Gospel Coalition

Adaptado por Alex Cosmo

Mutualidade

Como devemos agir entre nós? Veja umas dicas! 
a. Jo 15.12 – Amando uns aos outros 

b. Ef 4.2 – Suportando-vos uns aos outros 

c. Gl 5.13 – Servindo uns aos outros 

d. Cl 3.16 – Ensinando uns aos outros 

e. 2 Co 1.4 – Confortando uns aos outros 

f. Tg 5.13 – Orando uns pelos outros 

g. Rm 15.15 – Exortando uns aos outros 

h. 1 Pe 4.10 – Completando-nos mutuamente 

i. 1 Jo 1.3 – Mantendo comunhão uns com os outros 

j. Gl 6.1,2; 2 Co 2.7,11 – Restaurando uns aos outros 

k. Ef 5.1; 1 Pe 5.5 – Sujeitando-vos uns aos outros

l. Ef 4.29; 1 Ts 5.11 – Edificando-vos uns aos outros 

m. Ef 4.32 – Perdoando-vos uns aos outros 

n. Ef 5.19 – Falando entre vós 

o. Rm 12.10 – Preferindo-vos uns aos outros 

p. Fp 2.2,4 – Considerando-vos uns aos outros 

q. Rm 15.7 – Acolhendo-vos uns aos outros 

r. Rm 15.26; 2 Co 9.3,7,13 – Doando-vos uns aos outros 

s. Rm 16.16; 2 Co 13.12 – Saudando-vos uns aos outros 

t. 2 Co 1.7; 1 Co 12.25 – Sofrendo uns com os outros 

u. Tg 4.11 – Não falando mal uns dos outros 

v. Tg 5.9 – Não vos queixando uns dos outros 

w. 1 Pe 4.9; Rm 12.13 – Sendo mutuamente hospitaleiros 

x. 1 Ts 5.13 – Vivendo em paz com os outros 

y. Ef 4.12; 2 Co 13.11 – Aperfeiçoando-vos uns aos outros