Como saber se algo é resposta de Deus?

Como saber que algo que aparece como possível resposta de oração é vontade de Deus ou alguma artimanha do inimigo pra te atrapalhar e atrasar tua vida?

Quando temos algo que está bem guardado em nosso coração e não expomos para ninguém , fica mais fácil de discernir e ter testificação de que quando a resposta vem, foi uma resposta de Deus pois estava realmente no oculto e escondido. 

Outra maneira em que as coisas ficam claras é quando a vontade de Deus já está abertamente expressa em sua palavra. Por exemplo a Bíblia diz que não devemos nos prender a um julgo desigual de relacionamento com um incrédulo (2 Co 6.24) , acabamos ignorando e quebrando a cara.

 Há ainda questões que, apesar de não estarem escritas de forma clara, a Bíblia traz o princípio norteador que deve ser transportado para outras situações que não estão especificadas  

Sabemos porém que existem outras situações que são mais específicas ainda e não estão claras na escrituras e nem vão de encontro aos princípios norteadores contidos nela. Nesses casos vale a pena observarmos as seguintes situações:
1) Muitas vezes estamos tão desejosos de algo que acabamos articulando e usando o nosso jeitinho para que as coisas aconteçam como queremos. Transformamos pedras em pães, nos auto-enganamos, e usamos em vão o nome do Senhor enquanto foi nosso próprio braço que fez aquilo e não o Senhor. (Leia a história em Gn 16 – Sara e Agar) 

2) Outras vezes falamos tanto com um e com outro sobre aquilo que desejamos ou estamos orando que a situação já se tornou de domínio público na esfera terrena e espiritual. O inimigo fica atento para perceber onde estão nossas necessidades pra depois, na porta dessas necessidades, oferecer as bandejas enganosas para a satisfação. Dependendo de como nosso coração está sentindo falta, reduzimos nossa vigilância e acabamos indo com muita sede ao pote, deixando de avaliar se realmente aquilo veio do Senhor ou não.

3) A testificação interior é algo que o Senhor nos deu. 

“Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos.” Colessenses 3:15

Se algo vem dele, ele trará paz em nosso coração, antes de tomarmos aquela decisão ou de irmos naquela direção. Para isso é necessário o tempo de espera. 

Quando se trata da vida em casal, cabe dizer que muitas vezes um dos cônjuges está convencido de que algo é da vontade de Deus enquanto o outro não sente paz naquela decisão. O que pode acontecer nesse momento é que o homem use sua liderança de forma errada para induzir a esposa a fazer o que ele quer, ou a mulher usar o seu jeito especial para seduzir o coração do homem em uma determinada direção. Quando isso acontece um realmente abrirá mão de sua convicção diante de Deus para atender a vontade de seu cônjuge e isso levará ambos à ruína. Essa é a hora de parar e orar até que a paz venha ao coração de ambos.

4) Os sinais também são algo que a palavra nos autorizam a pedir. Se temos dúvida de algo podemos pedir a Deus, em oração silenciosa sinais que testifiquem de que aquela é a direção de Deus e aguardar pacientemente que Ele clareie. 

Estamos vivendo sob uma ditadura do urgente e das oportunidades porém os filhos de Deus devem saber que a vida deles não é assim. Deus fará sua vontade se cumprir em nossas vidas, ao seu tempo e de forma perfeita. Precisamos, como uma mulher grávida, exercitar a paciência e ver dia a dia e mês a mês aquele bebê sendo formado dentro de seu ventre até que a seu tempo, aquilo que é a vontade do Senhor venha à tona sem que ninguém a possa impedir. 

É muito bom viver descansado na vontade do Senhor sem alimentar ansiedades sobre nossa vida, e o que havemos de comer ou vestir ou o que for. Que possamos simplesmente nos voltar pra Ele e esperar pacientemente até que ele cumpra em nós onseu querer.  Que nosso coração aprenda a se alegrar no Senhor e na sua vontade. 

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O egoísmo e a família 

O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 1 Coríntios 13:4-7

Vivemos hoje em um mundo onde o hedonismo (prazer pessoal como bem supremo) e o narcisismo (amor idolátrico pela própria imagem), são estimulados em todos os níveis pra girar a máquina desse sistema maligno operante. As realizações, interesses, prazeres e desejos pessoais vêm antes das relações familiares, antes do desejo e vontade de Deus. Deus, o criador e pai que deveria se visto como o o restaurador da vida e o único capaz de nos salvar de nós mesmos, é colocado como o estraga prazeres da vida, que tudo proíbe. O casamento, maternidade, paternidade e a vida de família são vistos como impedimentos, pois exigem sacrifícios, e são como deixar de aproveitar a vida.

A vida em família é um instrumento poderoso de Deus para nós levar a vencer este egoísmo e crescer no amor. Como temos dito, ao instituir a família, Deus usou o modelo de sua própria imagem na trindade santa. Se queremos ver o exemplo magno desse amor e dessa cooperação perfeita precisamos olhar pra a trindade em toda a sagrada escritura, principalmente no que vemos refletido em Cristo Jesus pelos evangelhos que retratam sua relação com o Pai e o Espírito Santo. 

E qual é a característica do amor na Trindade? Na relação da Trindade uma Pessoa se doa totalmente à Outra. O Pai, o Filho e o Espírito Santo doam-se em plena comunhão entre si . Se olharmos a vida de Jesus poderíamos resumir em amor que doou a si mesmo. Assim Ele ama a Igreja, dando Sua vida por ela. Esse exemplo é citado por Paulo em Efésios 5:25
“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,…” trazendo o mesmo modelo de amor ao contexto familiar. 

Sempre estamos inclinados a nos vermos como as vítimas do egoísmo em vez de culpados. Como uma esposa infeliz dizendo: “Meu marido não mostra nenhum interesse no que eu faço. Tudo que importa a ele é o que ele faz naquele lugar – seja lá onde é – que ele trabalha!” Tal atitude pode descrever-nos mais do que nós queremos admitir. Como o povo de Deus, nós não somos ignorantes a respeito dos dispositivos de Satanás (2 Coríntios 2:11), de como o pecado é enganoso, nem de seu poder cegante. Por isso, por mais remoto e improvável que possa parecer, nós devemos ver a possibilidade de egoísmo nas nossas próprias vidas! Como o filho pródigo, cada um de nós deve cair em si para superar a si mesmo (Lucas 15:17). Como Paulo disse, “Examinai-vos a vós mesmos…” (2 Coríntios 13:5), teste seus motivos com honestidade absoluta pois ninguém pode lidar com um problema que não admita que tenha.

Negar a si mesmo é uma das primeiras lições a ser aprendida pelo seguidor de Cristo (Mateus 16:24). Nada é mais fundamental para a obediência e justiça. Sem isso, nenhum homem pode verdadeiramente amar sua esposa como Cristo amou a igreja (Efésios 5:25). Como o amor de Cristo sacrificou a si mesmo para a igreja, assim deve ser o amor do marido para sua esposa. É um amor que dá sem egoísmo. Sem isso, as esposas não podem ser submissas a seus maridos, assim com ao Senhor (v 22). O mesmo espírito que leva à submissão ao Senhor deve levar à submissão entre o marido e a esposa. Ser o que o Senhor quer que eu seja significa ser o que devo ser com meu cônjuge. O egoísmo, então, é um pecado contra o homem e Deus e, muitas vezes, contra os filhos.

Criar os filhos na disciplina e admoestação do Senhor (Efésios 6:4) envolve negar a si. Por exemplo, criar os filhos para o céu leva tempo e energia. O egoísmo rouba esse tempo precioso de muitos filhos e pais. A verdade é que muitos pais mesmo depois de constituir família, vivem somente para si mesmos para manter seus desfrutes ou um status material, deixando de lado a responsabilidade de revelar Cristo através de suas vidas e exemplo diário. Fora isso, estamos ocupados demais, cansados demais, para falar e responder perguntas, para ler a Bíblia, para orar com eles, para levá-los aos cultos, desligar os dispositivos eletrônicos e assentarem-se em família no nome de Jesus. 

Depois de tantas ocupações “importantes” e a sensação de ter de compensar as ausências, os pais não querem criar nenhum desgaste com os filhos no pouco tempo que resta. Assim, enchem os filhos de gratificações ocupações e entretenimento, evitam qualquer conflito para a construção de caráter e acabam moldando os filhos a viverem o mesmo tipo de vida egoísta que estão vivendo, distantes da vida plena e real em Cristo. 

Ainda pior, acho eu, são aqueles filhos que sofrem porque os pais egoístas dividem e abandonam o lar em vez de negar a si. É quase inimaginável que algumas pessoas negociariam sua boa família pelo prazer próprio; por uma garrafa, por um amante, pelos “bons momentos” muitas vezes escondidos por trás do argumento: “preciso ser feliz”. No entanto, continua a acontecer, até em alguns que alegam ser cristãos. Dessa forma, e de outras até ainda mais sutis, o egoísmo é um grande destruidor de lares. 

Que Deus possa nos ajudar a removê-lo das nossas vidas. Que possamos olhar para Jesus e sermos iluminados.

Alex Cosmo, novembro de 2016

#OficinadaFamíliaAprisco

Não gosto de crianças!

 Ilustração : Tiro. por Alex
 Já vi algumas pessoas dizerem exatamente como esse relato dessa pessoa que colhi da internet:

“- Não gosto de crianças! Isso mesmo, não gosto! Não se sintam com raiva de mim ou outro sentimento ruim, por que eu não vou maltratar ou xingar ou cometer qualquer outra maldade com crianças. Longe de mim, eu sou uma pessoa boa. Mas eu realmente não gosto de crianças, não tenho muita paciência. Não gosto dos mi mi mi delas, do choro, não gosto. E não, eu não quero ter filhos. Nunca quis ter.”

Talvez por gostarmos de crianças, posições assim sempre nos causaram muito espanto mas ultimamente, temos visto aumentar a quantidade de pessoas que ecoam esse mesmo posicionamento. 

Isso nos leva a uma série de questões tipo: – Seria isso “bom, correto e normal”? – Seria isso uma posição a ser admitida como coerente com a vida humana? – Deve-se combater um sentimento assim dentro de nós ou simplesmente “nos aceitar” assim? -Devem os campos do prazer individual, dos gostos e preferências pessoais  se tornarem os mais influentes no modo como construímos a vida e tomamos decisões? 

Uma declaração assim pode esconder raízes mais profundas e expor um modelo de vida que se pretende viver. A quantidade de homens e mulheres que apesar de gerar não assumiram de fato a dedicação sacrificial de vida para casarem-se e/ou criar seus filhos é enorme.  A convivência com uma criança desperta em homens e ainda mais nas mulheres traços profundos da ordem criacional no que diz respeito a paternidade e maternidade. Crianças despertam os instintos de proteção e cuidado. O choro delas nos atravessa de um lado a outro como prioridade a atender. Crianças apelam para nossa maturidade emocional, para nossa paciência e tolerância. Crianças nos arrancam, querendo nós ou não de uma vida centrada em nós mesmos exigindo dedicação. Crianças exigem mais de nós do que podem nos oferecer no complicado jogo dos interesses desse mundo caído. Ou seja, confronta demais o modelo do viver só para si. Jesus disse: – Deixem vir a mim as criancinhas e não as impeçam…

Salvos por Cristo hoje tentamos seguí-lo. Falhamos muito mas Ele sempre nos levanta. Consideramos sua a pessoa , seu caráter e sua palavra como elementos pelos quais procuramos, com ajuda do seu Espírito que habita em nós, viver e balisar nossa vida, julgar nossos pensamentos, emoções e atitudes avaliando se estamos num caminho certo ou não. Essa reflexão surgiu de uma leitura do evangelho: 

“Levantou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior. Mas Jesus, sabendo o que se lhes passava no coração, tomou uma criança, colocou-a junto a si e lhes disse: Quem receber esta criança em meu nome a mim me recebe; e quem receber a mim recebe aquele que me enviou; porque aquele que entre vós for o menor de todos, esse é que é grande.” Lucas 9:46-48

Jesus disse que quem receber uma criança em nome dele a ele recebe. Para quem não entende, quando Jesus diz “em meu nome” significa: como eu faço, nos meus moldes, conforme o meu caráter e minha vontade. Somos extremamente egoístas e orgulhosos em nossa natureza pecaminosa. Esse é o elemento básico que provoca nossa intolerância com uma criança, com o mais fraco, com o que consideramos menor que nós. Nosso desejo de ser grande, de ser maior ou melhor, nossa busca desenfreada pela prioridade  de nossos interesses e de nossa vontade são uma forma corrompida do amor para o qual Deus nos criou. Significa que precisamos nos arrepender e sermos transformados pela renovação do nosso entendimento sobre as coisas conforme a imagem do seu filho Jesus . 

Claro, não podemos esquecer  que existem situações de impedimento do exercício biológico genitor: homens e mulheres estéreis, ou os que foram chamados ao celibato dedicando-se  a  uma causa divina específica, prisioneiros de guerra e vítimas de  castração etc.  Ainda assim nenhum desses casos, deve ser justificativa para que o sentimentos de paternidade ou maternidade e de cuidado afetivo com as crianças não sejam cultivados e estimulados. Seja adotando uma criança, ou exercendo esse amor com crianças que estão no contexto de convivência, sigamos o exemplo do próprio Jesus e o seu amor adotivo. 

Estamos navegando  em meio a ondas ideológicas, filosóficas e religiosas  que provocam e influenciam a vida em sociedade, sem ter necessariamente o compromisso com o bem comum e a vida. Estamos carregados de muitas dessas influências sem percebermos ou sob a capa cultural. “- Não gosto de crianças!” – afirmação que parece simples mas que merece ser questionada sobre sua origem.   Quando palavras assim se multiplicam, podem ser o sinal de sentimentos e comportamentos nocivos, que ao ser reverberados em no meio de um povo, podem se tornar uma prática comum e até uma cultura tradicional como aconteceu em outras comunidades humanas que chegaram a ponto de abertamente exterminar as crianças, os velhos, as mulheres, os deficientes, os de uma etnia, religião etc. Sentimentos assim devem ser vencidos dentro de nós pelo amor que excede e ajusta o gostar. 

Em uma leitura recente que fizemos juntos de um blog , vimos que pesquisas afirmam que:

A negligência é um dos tipos abuso mais comum cometidos para com as crianças. 

Nesses casos os pais são os autores principais e muitas vezes não se dão conta do que fazem, e de que abrem portas pra outros tipos de abuso. A principal consequências desse tipo de abuso é o bloqueio do desenvolvimento cerebral cognitivo da criança. Uma criança, no decorrer de sua infância, precisa de pelo menos um relacionamento estável com um adulto que possa dar a ela a devida atenção, carinho  e dedicação para que tenha resposta às suas questões ou alguém que as encaminhe. 

Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. Provérbios 22:6

Interessante nessa passagem bíblica: no caminho e não o caminho. Uma criança, desde o momento que é concebida no ventre materno, mexerá completamente com a vida e as prioridades de todos,  exigirá dedicação integral de uma mãe, de um pai e a atenção prioritária de quem estiver em volta. É exatamente disso  de que fugimos e temos tanta rejeição: de qualquer coisa que retire nosso prazer, preferências e vontades individuais da escala máxima de prioridade de nossa  vida. 

“- Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus… -Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela.” Lucas 1.26-38

Cuidados com a privacidade

Dica para os que são #casados mas que também serve aos solteiros.

Caso queiramos evitar problemas e tentações desnecessárias, devemos ser vigilantes a respeito do tempo ocioso e com as situações de privacidade, exclusividade e intimidade seja na vida real com caronas, reuniões, atendimentos, visitas, voyeurismo ou na vida virtual nos telefonemas, chats, whatsapp e redes em geral. Sejam cuidadosos na exposição do corpo mas também na exposição da alma. 

O foro íntimo, privativo e exclusivo de comunhão e deve ser reservado, devotado e desenvolvido com seu cônjuge. Abrir suas intimidades, entrar na vida íntima de outra pessoa, gerar ambiência de privacidade pode ser uma armadilha fatal. 

Você ama seu cônjuge mas tem flertado com situações desse tipo, se expondo desnecessariamente e assumindo um risco de colocar seu casamento e família em jogo. Conselho:  Fuja disso! 

Observe também se não tem deixado seu cônjuge sozinho e isolado deixando lacunas e necessidades, isso pode deixá-lo(a) vulnerável aos ataques. “A alma farta despreza o mel…” Ore e estejam juntos, desenvolvam intimidade e confiança no desnudar da alma e do corpo, pois assim crescerão em comunhão e estarão mais protegidos para encarar os desafios do dia-a-dia. 

#ApriscoCasais

  
2 Samuel 11:1-7

O PECADO DE DAVI E A TRISTEZA PELO PECADO
Um ano depois, na época em que os reis tinham o hábito de sair à guerra, Davi enviou Joabe, seus oficiais e todo o Israel com a missão de eliminar de uma vez por todas os amonitas. Eles cercaram Rabá, mas, dessa vez, Davi permaneceu em Jerusalém.

Certo dia, Davi levantou-se do seu descanso da tarde e foi passear no terraço do palácio. De onde estava, ele viu uma mulher tomando banho, e ela era muito bonita. Davi procurou saber quem era. Alguém disse: “É Bate-Seba, filha de Eliã, mulher do hitita Urias”. Davi ordenou que a trouxessem. Quando a mulher chegou, ele se deitou com ela. Isso aconteceu na época da purificação, depois da menstruação dela. Ela voltou para casa e, algum tempo depois, descobriu que estava grávida.

Bate-Seba mandou o seguinte recado a Davi: “Estou grávida”.