Homens que amam sacrificialmente

Quando estava com quase sessenta anos, a esposa do Dr. Robertson McQuilken, Muriel, foi diagnosticada com a doença de Alzheimer. Ele era o presidente da Columbia Bible College e do Seminary, onde serviu por 22 anos. Por vários anos, ele tentou conciliar seus deveres na escola com o cuidado de sua esposa. Mas como sua condição piorou, ele não podia mais fazer as duas coisas. Muitos de seus amigos o encorajaram a colocá-la em uma instalação de cuidados, mas ele não suportava a ideia de ela estar em um lugar como aquele. Ele compartilhou seus pensamentos sobre deixar seu ministério próspero para cuidar dela (Christianity Today, “Viver por votos”, 1º de fevereiro de 2004):

Quando chegou a hora, a decisão foi firme. Não levou nenhum grande cálculo. Era uma questão de integridade. Se eu não tivesse prometido, 42 anos antes, “na doença e na saúde … até que a morte nos separe”? …

Este não era um dever sombrio do qual eu resignava estoicamente, no entanto. Foi justo. Afinal de contas, ela cuidou de mim por quase quatro décadas com maravilhosa devoção; Agora foi a minha vez. E que parceira ela era! Se eu cuidasse dela por 40 anos, eu ainda estaria em dívida …

Fui surpreendido pela resposta ao anúncio da minha demissão. Maridos e esposas renovam votos de casamento, pastores contam a história para suas congregações. Foi um mistério para mim, até que um oncologista ilustre, que vive constantemente com pessoas que estão morrendo, me disse: “Quase todas as mulheres estão ao lado de seus homens; pouquíssimos homens estão ao lado de suas mulheres. ”Talvez as pessoas sentissem essa tragédia contemporânea e, de alguma forma, fossem ajudadas por uma simples escolha que eu considerava a única opção.

É muito mais do que manter promessas e ser justo, no entanto, enquanto eu assisto sua descida valente no esquecimento, Muriel é a alegria da minha vida. Diariamente eu discuto novas manifestações do tipo de pessoa que ela é, a esposa que eu sempre amei. Eu também vejo novas manifestações do amor de Deus – o Deus que eu desejo amar mais plenamente.

O principal componente do amor conjugal é o compromisso com a sua esposa, enquanto viverem, não importa quão difícil isso possa ser.

Copyright, Steven J. Cole, 2016, All Rights Reserved.

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Você cuida de quem?

O reino de Deus se manifesta em amor. Esse amor se revela em adoração, em justiça, alegria e mutualidade. Não há reino dos céus nem evangelho sem mutualidade. Allélon pé o termo grego que aparece mais de 100 vezes no novo testamento associado à mutualidade ou seja, “uns aos outros”. É assim que o Espírito Santo consola e mantém toda a igreja funcionando como um corpo, servindo ao proposito da revelação do amor de Deus ao mundo. Você tem feito parte disso? Veja alguns versículos que falam dessa mutualidade intrínseca do reino de Deus.

  • João 13:14Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.
  • Romanos 12:5assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros,
  • I Coríntios 12:25para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros.
  • Romanos 12:10Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
  • Romanos 12:16Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos.
  • Romanos 13:8A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.
  • Romanos 14:13Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão.
  • Romanos 15:7Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus.
  • Romanos 15:14E certo estou, meus irmãos, sim, eu mesmo, a vosso respeito, de que estais possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para vos admoestardes uns aos outros.
  • Romanos 16:16Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todas as igrejas de Cristo vos saúdam.
  • I Coríntios 16:20Todos os irmãos vos saúdam. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo.
  • II Coríntios 13:12Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam.
  • Gálatas 5:15Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos.
  • Gálatas 5:26Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros.
  • Efésios 4:2com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
  • Efésios 4:32Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.
  • Efésios 5:21sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.
  • Colossenses 3:9Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos
  • Colossenses 3:13Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;
  • I Tessalonicenses 4:9No tocante ao amor fraternal, não há necessidade de que eu vos escreva, porquanto vós mesmos estais por Deus instruídos que deveis amar-vos uns aos outros;
  • I Tessalonicenses 4:18Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.
  • I Tessalonicenses 5:11Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo.
  • Tito 3:3Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros.
  • Hebreus 10:24Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.
  • Tiago 4:11Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz.
  • Tiago 5:9Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas.
  • Tiago 5:16Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.
  • I Pedro 1:22Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente,
  • I Pedro 4:10Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

A tigela de brócolis

#momentoParabólico

Uma garotinha foi convidada para almoçar na casa de uma coleguinha da escola. Chegando lá, entre os pratos tinha uma linda tigela de brócolis. A mãe da colega perguntou:

– Você gosta de brócolis?

Educadamente a garotinha respondeu: “- Sim, amo brócolis!”

Logo em seguida quando a tigela do brócolis passava de mão em mão ela declinou de pegar um pedacinho que fosse. Ao ver isso a mãe da coleguinha disse: – Você não falou que amava brócolis? A garotinha respondeu docemente:

– Sim! Mas não o suficiente para comê-los!

Interessante, não é? Temos facilidade de usar a palavra amor e aplicar ela no abstrato porém, quando trazemos pra realidade não queremos nos aproximar pois sabemos que o amor nos convoca à abnegação.

E aí, você ama sua família? Você ama a Deus?

#JesusSuficiente

#PastoraisAprisco

1 João 3:18

Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.

#OficinadeFamíliaAprisco

Encurtando a distância

Como filhos de Deus aceitamos a palavra de Deus e a sua autoridade sobre nossas vidas. Isso não quer dizer que a velha criatura com seu espírito de rebelde não continue gritando dentro de nós querendo nos puxar ao inferno da rebelião onde o “si mesmo” é o centro.

João 17:17

Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.

João 5:39

Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.

Tiago 4:6

Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

Deus resiste ao soberbo e dá graça ao humilde. Ele nos amou, nos criou, sabe o que é melhor pra nós e nos deixou sua palavra e seus mandamentos arraigados no amor. Não são apenas dicas mas sim mandamentos a serem assumidos e obedecidos por seus filhos. Ele não os imporá por força ou violência porém naturalmente, como toda a vida está conectada nEle, existem frutos bons a serem colhidos da obediência à sua vontade e uma colheita ruim para os desobedientes.

1 João 2:3-4

Ora, sabemos que O temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.

João 14:21

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.

Zacarias 4:6

E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos de anjos.

Eis o conflito eminente!

Os caminhos desse mundo provém inteiramente da vontade carnal e desobediente de homens que, ao se rebelar contra todo e qualquer princípio de autoridade, vivem escravos de seus próprios desejos e vontades. Passo-a-passo vão legitimando a iniquidade e reconstruindo a torre de Babel.

Enquanto isso, o Senhor de toda a terra continua sendo quem é: perfeito em sua glória e caráter, amoroso e paciente para conduzir cada um ao arrependimento e à reconciliação até que o juízo venha e traga à tona o que é justo e reto diante do qual, se não fosse a misericórdia pelo sangue de Jesus, estaríamos todos condenados.

Deus se revela pela ordem das coisas criadas, pelos profetas e suas sagradas escrituras e finalmente em Jesus. Ao observarmos isso, vemos como o Senhor está totalmente contra o modo de que homens lidam de forma dominadora e repressora das mulheres bem como está contra também à iniciativa cultural de negar toda ordem e princípios de autoridade na família , na igreja e na sociedade.

Não é necessário ser um observador muito apurado para ver como esse mundo está de fato indo atrás de algo que considera valioso porém, que se opõe claramente à vontade de Deus expressa nas escrituras e encarnadas em Jesus. A aproximação e devoção pela cultura humana nos distanciará do conhecimento e entendimento da vontade de Deus até o ponto em que cinicamente defendamos nossa vontade como sendo a de Deus, sendo nós mesmos o nosso próprio deus.

Isaías 55:7-9

Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.

Que o Nosso Pai nos ajude, nos purifique e por sua graça encurte a distância entre Seus caminhos e os nossos , entre sus pensamentos e os nossos.

#oficinadefamíliaAprisco

#PastoraisAPRISCO

#JesusSuficiente

Se sentir só

Se sentir só não é, em boa parte das vezes , um problema espiritual. Fomos criados por Deus para comunhão e comunidade. Esse é um dos fundamentos sobre o qual Ele criou a família.

Gênesis 2:18

Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.

Deus revela que a nossa completude vem não só da relação com Ele mas também com a companhia de pessoas. Verticalidade e horizontalidade!

Muitos estão fazendo um esforço terrível para se completar em Deus ou em outras coisas, enquanto neglicenciam esse fundamento de comunhão humana. Casar, formar uma família e ter filhos (se podes), fazer as pazes com as pessoas e ter amigos (deves), dar-se em favor de outros é vital.

Claro que isso não quer dizer que todo mundo foi feito pra casar. Há exceções! (1 Coríntios 7.7-9). Também não quer dizer que casar e constituir família irá suprir todas as suas necessidades. Precisaremos de amigos, precisaremos de Deus.

Família é sem sombra de dúvida um plano de Deus para suprir a necessidade humana por companhia e uma baita forma de nos aperfeiçoar em amor.

#OficinadaFamíliaAprisco

#JesusSuficiente

Esse tempo e a família

Que tempos estamos vivendo heim!?

“Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” 1 João 5:19

Nossa sociedade pós-moderna também tem sido chamada de sociedade pós-verdade ou seja, já não há para ela uma verdade absoluta, princípios originais ou valores que devam ser mantidos ou sustentados como fundamento. O que eu sinto ou o que me faz bem é a verdade pra mim. Os valores morais legítimos tem sido constantemente atacados e desprezados em um processo orquestrado de dissolução de tudo, onde somente o me posicionar e crer em Jesus como suficiente e único caminho, já é visto na sociedade atual como intolerância ou em menores termos tacanhice intelectual.

As redes sociais dão voz a todo tipo de pensamento e muito do que alcança popularidade nelas, é completamente alheio a a Cristo e seu ensino. Os meios de comunicação através dos programas de TV, novelas, músicas e filmes, tem ditado “novos valores” pautados na permissividade e promiscuidade. Pessoas famosas, que conseguem facilmente estabelecer modismos e ser formadores de opinião dos mais fracos, tem agido como arautos de uma filosofia que beira o caos.

Nas escolas, alguns professores já não sabem o que fazer. São vítimas nas mãos dos alunos que estão imersos em violência, drogas, a fornicação, resultando em uma rebeldia e falta de limites nunca antes visto. Outros professores se tornaram instrumentos de doutrinação e se tornaram sacerdotes dessa religião estatal, ideológica e política que rejeita Deus. Essas influências rondam nossos filhos buscando a quem possam tragar.

E nos lares? Imperam as brigas, desmandos, adultérios, divórcios e abortos. Dentro de nossas casas, na “segurança” de nosso lar, as crianças têm tido acesso a uma quantidade inimaginável de cenas de violência e erotismo, linguagem suja. Estão sendo abusadas e estupradas em suas mentes bem ao nosso lado ao toque de um tablet ou smartphone. A atenção e energia que deviam ser aplicadas ao conhecimento do Senhor e ao amor familiar vai sendo dissipada e roubada, pelas diversas distrações.

O que fazer diante disso?

A família é projeto de Deus e há um plano de Deus para a família. A Família sempre ocupou um lugar fundamental dentro do Projeto Eterno de Deus e Ele está empenhado em restaurar e santificar cada família desse mundo.

“Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor.” Efésios 5:17

Precisamos compreender qual é a vontade do Senhor, seu propósito e trabalhar juntos, esposas, maridos, filhos e filhas para que sejamos sal e luz nesse mundo de trevas.

Eis o desafio: Os que antes conseguiam sentir segurança numa prática religiosa nominal exteriorizada e farisaica, verão essas estruturas sendo chacoalhadas até que peçam a morte por medo de se afogarem nessa sociedade líquida. Os que se deixaram levar por filosofias e vãs sutilezas do hedonismo e relativismo secular serão arrastados pela correnteza e certamente sugados pelos seus redemoinhos. Somente os que conhecerem e permanecerem Cristo olhando firmemente para ele, autor e consumador da nossa fé, serão por Ele capacitados a andar por sobre as águas.

“Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele, nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças.” Colessenses 2:6-7

Que sejamos influenciadores e não influenciados pelo sistema atual. Ao invés de esperarmos um mundo melhor para nossas famílias precisamos que o Senhor nos faça famílias melhores para esse mundo, um referencia de como Jesus é suficiente orar atravessarmos qualquer tempo, inclusive tempos difíceis como esse.

#JesusSuficiente

#OficinadaFamíliaAprisco

O Pai Nosso – Parte 6

As tentações 

Mt 6:9-13 Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”

Quando falamos de tentação e pecado, as questões que surgem são: Por que Deus nos deu a possibilidade de sermos tentados e de pecar? Onde começa a tentação e o pecado? Como Deus nós ajuda contra as tentações? Responder essas questões será nosso alvo no estudo de hoje sobre as tentações. 

Jesus deu uma importância muito maior que nós as tentações. Geralmente nós achamos que somos fortes e subestimamos a real influência das tentações do pecado sobre nossa vida. O único pedido de Jesus na oração modelo a respeito do futuro, não é sobre o que vai comer ou vestir mas sim esse, relacionado a possibilidade de pecar. Jesus sabia que “o salário do pecado é a morte”. 

A morte que o pecado gera não é inicialmente física como pensavam Adão e Eva mas sim, a separação de Deus, a incapacidade de ação e reação, perda da sensibilidade para a vida. Morto é aquele que apesar de experimentar tudo, em nada se satisfaz, consome tudo mas de nada se completa. A vida perde a graça, e nada é suficientemente prazeroso e satisfatório. O pecado anestesia os sentidos. O pecado rouba a alegria de viver. O pecado mata. Cometemos pecados? Sim, mas não devemos nos render ao pecado. Rendição somente a Cristo. Seja perdoado, levante siga.


Textos relevantes:
Gn 3.1-24, 4.7, Jz 14, Mt 4.1-11, 5.29-30; 1Co 10.13, 2Co 10.12, 1Ts 3.5, Tiago 1.12-15,

Percebeu ?
– e não nós deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal –
A tentação começa no pensamento, na maior parte dos casos. Em nossa mente, construímos os cenários, assumimos, delegamos os papéis e depois dramatizamos,,colocando em ação os pensamentos. Enchemos nossa mente com literatura, cinema e novelas cheias de impureza; brincamos com a dinamite das emoções, como se fosse um brinquedo inocente. Como Sansão (Jz 14), nos colocamos em situações perigosas e nos deleitamos nelas. Andamos em más companhias. No trabalho, na escola, na prática esportiva ou nos momentos de diversão, às vezes, ouvimos uma tentadora voz dizer: “Me empresta teu corpo e tua alma”!. 

A expressão “não nos deixe cair em tentação” não é uma permissão para entrar no terreno da tentação e ali ficar isento mas sim, um pedido pra não entrar naquele terreno pois é como um ralo que atrai a todos que passam por ele. A tentação envolve:1) Nossa cobiça, desejos, carências e soberba 2) O sistema mundano 3) a influência de espíritos malignos.

A tentação é uma instigação para o mal, a favor do ego e contra o amor. É também uma sedução e se mostra como teste e provação para a vida do Cristão. Falo isso porque se não há temor de Deus também já não há tentação mas apenas de uma escolha pesando fatores puramente pessoais. Deus não tenta ninguém mas ele permite que sejamos tentados e isso é uma espécie de provação.
Para vencermos as tentações o primeiro passo é saber que pela nossa força não temos como conseguir. Somente pela vida de Cristo em nós, no poder do Espírito Santo iremos triunfar e manifestar a glória de Deus diante de um mundo corrompido. Jesus disse: vigiai e orai para que não entreis em tentação. Vigilancia é ficar atento e desviar-se do mal. Oração é a vida de conexão com o Pai na qual nos fortalecemos em espírito já que a carne é fraca.

Para vencermos, precisamos crer na Palavra e em seu galardão pois a tentação é transformar pedras em pães para satisfazer nossa alma em desatino faminto, indo de encontro à mansidão e domínio próprio que o “pão nosso de cada dia” representa para a satisfação de nossas necessidades. Outra coisa importante para vencer as tentações é ficar quieto. A tentação exige ação e movimento debate e interação. Como Sansão e Dalila (Jz 14), quanto mais você conversa com ela mais forte ela fica. Se quer vencer encha sua mente da palavra e do Espírito Santo, louvando, sendo agradecido a Deus. Confesse a palavra em vez de querer argumentar. Quanto mais você se calar e aquietar ela secará.
Provocações e Implicações
1 – Quais são as áreas mais vulneráveis de sua vida, onde você corre maior risco de tentação?
2 – Há quem questione por que Deus nos deu liberdade de escolhas e a abertura de sermos tentados mas, existiria liberdade e amor sem a possibilidade de escolher outro caminho? Ou seriamos apenas marionetes sem vida?

Veja um vídeo sobre esse assunto clicando aqui.

O Pai Nosso – Parte 5

O PERDÃO

“Mt 6:9-13 Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”

O perdão é o tema de nosso estudo hoje. Não é por acaso que essa quinta petição é tão destacada na oração do Pai Nosso, merecendo inclusive um desdobramento logo após a oração em Mateus 6:14-15: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” Nenhum relacionamento sobrevive sem o perdão e a própria alma do homem adoece quando não perdoa pois é como se estivéssemos prendendo aquela pessoa em uma cela dentro de nós. O perdão é a graciosa chave da continuidade e é através dele que temos a possibilidade de viver relacionamentos livres, por amor somente . Toda essa ênfase de Jesus nesse assunto é pela real dificuldade que temos em perdoar e em pedir perdão. Sempre quando estamos ofendidos pensamos ser impossível ao outro que pague o provocou mas, é justamente daí que vem toda a graça do perdão, perdoar o imperdoável. Em Jesus, o Senhor nosso Deus e Pai nos reconciliou com ele deixando pra nós como filhos dele esse ministério do perdão e da reconciliação.

Textos relevantes: Jr 31.34; Mq 7.18,19; Mt 26.28; 18.21-35; Lc 1.76,77; Hb 8.12; 10.15-17; 1Jo 1.7-10; 2.1,2; Rm 12:19

Percebeu ? 

– perdoa nossas dívidas – Um excelente passo inicial no caminho de perdoar é a consciência de que nós também erramos, erramos feio, e erramos muito. Um coração orgulhoso e cheio de justiça própria sempre se sentirá no direito de não perdoar o outro. No entanto, isso revelará uma profunda distância do caráter do Pai celeste que é perdoador. No texto, os erros são tratados como dívidas pra deixar claro que há um ônus, um preço ou pena a ser paga pela ofensa cometida. E esse preço não é pela tabela de quem ofendeu mas sim de quem foi ofendido. As mesmas falhas que vemos nos outros podem ser encontradas em nós mesmos. Perdoar é liberar, deixar ir alguém que por direito poderíamos reter pela ofensa que nos fez. Perdão é rendição.

– assim como – Não se trata de que o perdão que concedemos nos garanta o direito do perdão divino como numa barganha mas sim, de haver em nós a mesma disposição de perdoar que o Senhor tem por nós. Quando chegamos ao entendimento do quanto o Senhor nos perdoou de dívida, passamos a liberar as dívidas infinitamente menores das ofensas contra nós. Mas se superestimamos as ofensas dos outros é porque não estamos conscientes de nosso estado de pecado. Por isso há uma vinculação do perdão divino, ao nosso perdão ao próximo. Ressalto que não é com relação ao perdão inicial da justificação pelo sangue e cruz de Cristo somente, mas ao perdão diário que permite a continuidade no relacionamento com o Senhor. Perdão é condição. 

– nós temos perdoado aos nossos devedores- Deus perdoa o arrependido e, uma das principais caraterísticas do arrependido é um espírito perdoador. Não há uma opção de não perdoar para os que já foram alcançados pela graça de Deus. É simplesmente um derramar de amor e perdão que não devemos conter nem reter. Perdão é decisão. 

– Existem algumas etapas no processo do perdão a saber:

1) Ore – perdão se constrói em oração e na presença desse Pai maravilhoso e misericordioso;

 2) Confrontação – se alguém pecou contra você, fale diretamente com a pessoa sobre o assunto; 

3) Arrependimento – mudança de mente pela consciência do erro cometido;

4) Confissão – não apenas dizer mas se dispor a cumprir a pena do erro cometido; 

5) Perdão – liberação da dívida impagável.

– Você perdoa ou acumula? Ou ainda diz que perdoa e submete a pessoa a pagar por toda a vida a ofensa que te fez?

– Nesse exato momento há alguém que você precise perdoar? Há alguém que você sabe que ofendeu e precisa pedir perdão? Que tal ser livre ainda hoje? Receba força em nome de Jesus e vá se reconciliar.

Assista aqui uma devocional desse estudo.

O Pai nosso – Parte 4

Série: O Pai Nosso – Parte 4 – O pão NOSSO

“Mateus 6:9-13 Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”

No primeiro trecho da oração, vimos nos estudos anteriores como a prioridade de Jesus foram as coisas do alto e a manifestação da glória do Pai pois orou: teu nome, teu reino e tua vontade. Ao buscar em primeiro lugar o reino de Deus compreendemos o quanto somos dependentes de seu amor e graça logo, Jesus na segunda parte da oração, nos instrui a apresentar também todas as nossas necessidades diante do Senhor: o pão, o perdão e o livramento.. Há quem pense que não deve incomodar Deus com essas coisas triviais mas é um erro tanto o extremo de não apresentar nossas demandas ao Senhor, como o de fazer que a oração esteja centrada somente em nossas necessidades. O que temos para hoje? “…o pão NOSSO de cada dia dá-nos hoje;…”

Textos relevantes: Êxodo 16, Juízes 7, Mateus 4.4; 6.19-33; Lucas 11.1-13; João 6.31-35; Romanos 8.18-22

Percebeu ? 

– Em sua oração modelo, Jesus reconhece a importância da batalha pelo sustento e a dependência total do Pai para tudo. Ele sabe das contas que temos a pagar e de como essa é uma preocupação gritante que deve ser logo apresentada ao Pai.

– o pão – Com 6.000 anos de idade, o pão existe desde que a humanidade existe. Simples, básico, acessível e presente diariamente na mesa e na vida de todos os povos. Consideramos indispensável e por mais que comamos parece que nunca enjoamos: que maravilha é o pão. É o ícone do alimento que sacia a fome por completo e da provisão para as necessidades. Na bíblia foi usado por Jesus para referir a si mesmo como “pão do céu” e “pão da vida”. Todos temos fome não só de natureza material. O pão pedido por Jesus nos remete ao alimento físico, emocional, espiritual, à saúde, ao lar, à mesa com a família, a uma estrutura de paz e um bom governo. O pão é o suprimento divino para todas essas necessidades. O pão representa também o compromisso do Pai com a necessidade básica (1Tm 6.7-8) e não os luxos e futilidade da vida. Sejamos felizes com o básico e com o que temos e não infelizes e insatisfeitos pelo que não temos.

– nosso . O Pai não é só meu, é nosso. O pão também não é só meu, é nosso! Jesus apresenta a visão de comunidade, de coletividade pensando não somente em si mas em todos nós. Se entendêssemos que aquilo que Deus nos dá é para dividir com o nosso próximo, com certeza não haveria tanta necessidade sobre a terra. Somos mais felizes quando partilhamos que quando estocamos e acumulamos. Jesus alimentou multidões sem reclamar da pouca quantidade de pão que havia. Ele dava graças, partia o pão, saciava a todos e ainda sobrava para ajudar outros no caminho. (Mt 15.32-38)

– de cada dia dá-nos hoje – É nesse momento que apresentamos as necessidades urgentes e importantes do dia de hoje. Pois o amanhã cuidará de si mesmo e basta a cada dia, seu mal. Êxodo 16 nos dá uma visão detalhada sobre o que Jesus quis dizer com “de cada dia dá-nos hoje”. O maná era enviado cada dia na porção que saciava a cada um dos israelitas. Isso define um relacionamento de dependência diária sem acúmulo ou estoque. As nossas orações e meditação de ontem foram pra ontem. Hoje é um novo dia e Ele nos convida à mesa de novo. Uma outra coisa que aprendemos é que o maná caía diariamente cada um pegava sua porção e tinha de preparar o pão. O fato de Deus nos dar, não quer dizer que não temos de trabalhar, nem tampouco nos isenta da responsabilidade de alimentar os famintos.

Provocações e Implicações

– Você tem fome de quê? 

– Quem te deu o teu pão hoje? Quem colocou a tua mesa? Quem define o que te ocorre? Será que quando murmuramos não estamos agindo como crianças que não gostam do cardápio do dia e indo de encontro a soberania do nosso Pai?

“Por trás do pão está a farinha; da farinha, o moinho; do moinho, o trigo, a chuva, O sol e a vontade do Pai.” M.D.Babcock