COMPREENDENDO O JEJUM

 por Luciano Subirá

O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por um período definido e propósito específico. Tem sido praticado pela humanidade em praticamente todas as épocas, nações, culturas e religiões. Pode ser com finalidade espiritual ou até mesmo medicinal, visto que o jejum traz tremendos benefícios físicos com a desintoxicação que produz no corpo. Mas nosso enfoque é o jejum bíblico. Muitos cristãos hoje desconhecem o que a Bíblia diz acerca do jejum. Ou receberam um ensino distorcido ou não receberam ensinamento algum sobre este assunto.

Creio que a Igreja de hoje vive dividida entre dois extremos: aqueles que não dão valor algum ao jejum e aqueles que se excedem em suas ênfases sobre ele. Penso que Deus queira despertar-nos para a compreensão e prática deste princípio que, sem dúvida, é uma arma poderosa para o cristão.

Não há regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, isto é algo pessoal. Mas a prática do jejum, além de ser recomendação bíblica, traz consigo alguns princípios que devem ser entendidos e seguidos.

A BÍBLIA ORDENA O JEJUM ?

Não. No Velho Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia de jejum instituído: o do Dia da Expiação (Lv 23.27), que também ficou conhecido como “o dia do jejum” (Jr 36.6) e ao qual Paulo se referiu como “o jejum” (At 27.9). Mas em todo o Velho e Novo Testamento não há uma única ordem acerca de jejuarmos. Contudo, apesar de não haver um imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções ao jejum. Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de faze-lo.

Muitos ensinadores falharam de maneira grave ao dizer que, por não haver nenhuma ordem específica para o jejum, então não devemos jejuar. Mas quando consideramos o ensino de Jesus sobre o jejum, não há como negar que o Mestre esperava que jejuássemos:

“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt 6.16-18).

Embora Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós esta prática. Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar. E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos mostrou que tal prática produz resultados!

Algumas pessoas dizem que se as epístolas não dizem nada sobre jejuar é porque não é importante, e desprezam o ensino de Jesus sobre o jejum. Isto é errado! Jesus não veio ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele veio instituir a Nova Aliança, e todos os seus ensinos apontavam para as práticas dos cidadãos do reino de Deus.

Quando estava para ser assunto ao céu, deu ordem aos seus apóstolos que ensinassem as pessoas a guardar TUDO o que Ele tinha ordenado (Mt 28.20), inclusive o modo correto de jejuar! O próprio Jesus praticou o jejum, e lemos em Atos que os líderes da Igreja também o faziam. Registros históricos dos pais da igreja também revelam que o jejum continuou sendo observado como prática dos crentes muito tempo depois dos apóstolos. O jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico.

Embora o próprio Senhor Jesus tenha jejuado por quarenta dias e quarenta noites no deserto, e muitas vezes ficava sem comer (quer por falta de tempo ministrando ao povo – Mc 6.31, quer por passar as noites só orando sem comer – Mc 6.46), devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o jejum dos judeus de seus dias (exceto o do dia da Expiação). Era costume dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc 18.12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam. Aliás chegaram a questionar Jesus acerca disto:

“Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem. Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão.” (Lc 5.33-35).

O Mestre mostrou não ser contra o jejum, e disse que depois que Ele fosse “tirado” do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar. Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre sua morte e ressurreição/reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o noivo), e sim aos dias a partir de sua morte. Contudo, Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes do que havia em seus dias não era o que Deus esperava. A motivação estava errada, as pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a faze-lo em secreto, sem alarde.

O jejum pode ser uma prática vazia se não for feito de maneira correta. Isto aconteceu nos dias do Velho Testamento, quando o povo começou a indagar:

“Por que jejuamos nós, e não atentas para isto? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?” (Is 58.3a).

E a resposta de Deus foi exatamente a de que estavam jejuando de maneira errada:

“Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e para rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto.” (Is 58.3b,4).

Por outro lado, o versículo está inferindo que se observado de forma correta, Deus atentaria para isto e a voz deles seria ouvida.

O PROPÓSITO DO JEJUM

Gosto de uma afirmação de Kenneth Hagin acerca do jejum: “O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus”. O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne. O jejum deixará nosso espírito atento pois mortifica a carne e aflige nossa alma. Jesus deixou-nos um ensino precioso acerca disto quando falava sobre o jejum:

“Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.” (Mc 2.22).

O odre era um recipiente feito com pele de animais, que era devidamente preparada mas, com o passar do tempo envelhecia e ressecava. O vinho, era o suco extraído da uva que fermentava naturalmente dentro do odre. Portanto, quando se fazia o vinho novo, era sábio colocá-lo num recipiente de pele (o odre) que não arrebentasse na hora em que o vinho começasse a fermentar, e o melhor recipiente era o odre novo.

Com essa ilustração Jesus estava ensinado-nos que o vinho novo que Ele traria (o Espírito Santo) deveria ser colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso corpo. A Bíblia está dizendo com isto que o jejum tem o poder de “renovar” nosso corpo. A Escritura ensina que a carne milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho, o Espírito, é dentro de um processo de mortificação da carne.

Creio que o propósito primário do jejum é mortificar a carne, o que nos fará mais suscetíveis ao Espírito Santo. Há outros benefícios que decorrerão disto, mas esta é a essência do jejum.

Alguns acham que o jejum é uma “varinha de condão” que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o enfoque errado. Quando jejuamos, não devemos crer NO JEJUM, e sim em Deus. A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na disputada batalha contra a carne, e por isso algumas coisas acontecem.

Por exemplo, a fé é do espírito e não da carne; portanto, ao jejuar estamos removendo o entulho da carne e liberando nossa fé para se expressar. Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum (Mt 17.21), ele não limitou o problema somente a isto mas falou sobre a falta de fé (Mt 17.19,20) como um fator decisivo no fracasso daquela tentativa de libertação.

O jejum ajuda a liberar a fé! O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e a autoridade de seu nome. O jejum em si não me faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada.

Mas apesar do propósito central do jejum ser a mortificação da carne, vemos vários exemplos bíblicos de outros motivos para tal prática:

a) No Velho Testamento encontramos diferentes propósitos para o jejum:

  • Consagração – O voto do nazireado envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos (Nm 6.3,4);
  • Arrependimento de pecados – Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de seus pecados (1 Sm 7.6, Ne 9.11);
  • Luto – Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner. (2 Sm 1.12 e 3.35);
  • Aflições – Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (2 Sm 12.16-23); Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (2 Cr 20.3);
  • Buscando Proteção – Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e benção de Deus sobre sua viagem (Ed 8.21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção no seu encontro com o rei (Et 4.16);
  • Em situações de enfermidade – Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Sl 35.13);
  • Intercessão – Daniel orando por Jerusalém e seu povo (Dn 9.3, 10.2,3)

b) Nos Evangelhos

  • Preparação para a Batalha Espiritual – Jesus mencionou que determinadas castas só sairão por meio de oração e jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt 17.21);
  • Estar com o Senhor – Ana não saía do templo, orando e jejuando freqüentemente (Lc 2.37);
  • Preparar-se para o Ministério – Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lc 4.1,2);

c) Em Atos dos Apóstolos vemos a Igreja praticando o jejum em diversas situações, tais como:

  • Ministrar ao Senhor – Os líderes da igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar ao Senhor (At 13.2);
  • Enviar ministérios – Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (At.13:3);
  • Estabelecer presbíteros – Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At 14.23).

d) Nas Epístolas só encontramos menções de Paulo de ter jejuado (2 Co 6.3-5; 11.23-27).

DIFERENTES FORMAS DE JEJUM

Há diferentes formas de jejuar. As que encontramos na Bíblia são:

a) Jejum PARCIAL. Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo). Lemos sobre esta forma de jejum no livro de Daniel:

“Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que se passaram as três semanas.” (Dn 10.2,3).

O profeta Daniel diz exatamente o quê ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável. Provavelmente se restringiu à uma dieta de frutas e legumes, não sabemos ao certo. O fato é que se absteve de alimentos, porém não totalmente. E embora tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar, dedicou-se à ela por três semanas.

Em outras situações Daniel parece ter feito um jejum normal (Dn 9.3), o que mostra que praticava mais de uma forma de jejum. Ao fim deste período, um anjo do Senhor veio a ele e lhe trouxe uma revelação tremenda. Declarou-lhe que desde o primeiro dia de oração o profeta já fora ouvido (v.12), mas que uma batalha estava sendo travada no reino espiritual (v.13) o que ocorreria ainda no regresso daquele anjo (v.20). Aqui aprendemos também sobre o poder que o jejum tem nos momentos de guerra espiritual.

b) Jejum NORMAL. É a abstinência de alimentos mas com ingestão de água. Foi a forma que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto. Cresci ouvindo sobre a necessidade de se jejuar bebendo água; meu pai dizia que no relato do evangelho não há menção de Cristo ter ficado sem beber ou ter tido sede (e ele estava num deserto!):

“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome.” (Mt 4.2).

Denominamos esta forma de jejum como normal, pois entendemos ser esta a prática mais propícia nos jejuns regulares (como o de um dia).

c) Jejum TOTAL. É abstinência de tudo, inclusive de água. Na Bíblia encontramos poucas menções de ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo três dias.

A água não é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo. Há dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum, um no Velho outro no Novo Testamento:

1) Ester, num momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela: “Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci.” (Et 4.16).

2) Paulo, na sua conversão também usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação que recebera: “Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu.” (At 9.9).

Não há qualquer outra menção de um jejum total maior do que estes (a não ser o de Moisés e Elias numa condição diferente que explicaremos adiante). A medicina adverte contra um período de mais de três dias sem água, como sendo nocivo. Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não contra o seu corpo.

A DURAÇÃO DO JEJUM

Quanto tempo deve durar um jejum? A Bíblia não determina regras deste gênero, portanto cada um é livre para escolher quando, como e quanto jejua. Vemos vários exemplos de jejuns de duração diferente nas Escrituras:

  • 1 dia – O jejum do Dia da Expiação
  • 3 dias – O jejum de Ester (Et 4.16) e o de Paulo (At 9.9);
  • 7 dias – Jejum por luto pela morte de Saul (I Sm.31.13);
  • 14 dias – Jejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio (At 27.33);
  • 21 dias – O jejum de Daniel em favor de Jerusalém (Dn 10.3);
  • 40 dias – O jejum do Senhor Jesus no deserto (Lc 4.1,2);

OBS: A Bíblia fala de Moisés (Ex 34.28) e Elias (1 Re 19.8) jejuando períodos de quarenta dias. Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob o sobrenatural de Deus. Moisés nem sequer bebeu água nestes 40 dias, o que humanamente é impossível. Mas ele foi envolvido pela glória divina. O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na força do alimento que o anjo lhe trouxe. Isto é um jejum diferente que começou com um belo “depósito”, uma comida celestial. Jesus, porém, fez um jejum normal com esta duração.

Muitas pessoas erram ao fazer votos ligados à duração do jejum… Não aconselho ninguém fazer um voto de quanto tempo vai jejuar, pois isso te deixará “preso” no caso de algo fugir ao seu controle. Siga o conselho bíblico:

“Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras”. (Ec 5.4,5).

É importante que haja uma intenção e um alvo quanto à duração do jejum no coração, mas não transforme isto em voto. Já intentei jejuns prolongados e no meio do caminho fui forçado a interromper. Mas também já comecei jejuns sem a intenção de prolongá-lo e, no entanto, isto acabou acontecendo mesmo sem ter feito os planos para isto.

O JEJUM PROLONGADO

Há algo especial num jejum prolongado, mas deve ser feito sob a direção de Deus (as Escrituras mostram que Jesus foi guiado pelo Espírito ao seu jejum no deserto – Lc 4.1). Conheço irmãos que tem jejuado por trinta e até quarenta dias, embora eu, pessoalmente, não tenha feito um jejum tão longo; o maior tempo que jejuei (apenas bebendo água) foram 21 dias. Mas cada um desses irmãos confirma ter recebido de Deus uma direção para tal.

Vale ressaltar também que certos cuidados devem ser tomados. Não podemos brincar com o nosso corpo. Uma dieta para desintoxicação do organismo antes do jejum é recomendada, e também na quebra do jejum prolongado (mais de 3 dias). Procure orientação e acompanhamento médico se o Senhor lhe dirigir a um jejum deste gênero. Há muita instrução na forma de literatura que também pode ser adquirida.

PODEMOS FALAR QUE ESTAMOS JEJUANDO ?

Algumas pessoas são extremistas quanto a discrição do jejum, enquanto outras, à semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si. Em Mateus 6.16-18, Jesus condena o exibicionismo dos fariseus querendo parecer contristados aos homens para atestar sua espiritualidade. Ele não proibiu de se comentar sobre o jejum, senão a própria Bíblia estaria violando isto ao contar o jejum que Jesus fez… Como souberam que Cristo (que estava sozinho no deserto) fez um jejum de quarenta dias? Certamente porque Ele contou! Não saiu alardeando perante todo mundo, mas discretamente repartiu sua experiência com os seus discípulos.

Eu, particularmente, comecei a jejuar estimulado pelo relato das experiências de outros irmãos. Depois é que comecei (aos poucos) a entender o ensino bíblico sobre o jejum. E louvo a Deus pelas pessoas que me estimularam! Sabe, precisamos tomar cuidado com determinadas pessoas que não tem o que acrescentar à nossa edificação e somente atacam e criticam.

Lembro-me que o primeiro jejum que fiz na minha adolescência: cortei só o almoço mas tomei um refrigerante para não “sofrer” muito; fiz isto para orar por um amigo que queria ver batizado no Espírito Santo. Aquele rapaz já havia recebido tanta oração, mas nada havia acontecido ainda. Portanto, jejuei e orei em seu favor. Hoje sei que não foi grande coisa mas, na época, foi o meu melhor. Pois bem, alguém ficou sabendo e me ridicularizou, disse que jejum de verdade era ficar o dia todo sem comer nada e bebendo no máximo um pouco de água; esta pessoa disse que eu estava perdendo meu tempo e que só fizera um “regimezinho”, pois o verdadeiro jejum não admitia nem bala açucarada na boca, quanto mais um refrigerante!… mas naquele dia meu amigo foi cheio do Espírito Santo e preferi acreditar que o jejum funcionava.

Depois ouvi outros irmãos comentarem sobre jejuar mais de um dia e “fui atrás” , e assim, aos poucos, fui aprendendo (a jejuar e sobre o jejum) aquilo que não aprendi na igreja ou na literatura cristã. Penso que de forma sábia e cuidadosa podemos estimular outros à prática do jejum, basta partilharmos nossas experiências e incentiva-los.

CONCLUINDO

Haverá períodos em que o Espírito Santo vai nos atrair mais para o jejum, e épocas em que quase não sentiremos a necessidade de faze-lo. Já passei anos sem receber nenhum impulso especial para jejuns de mais de três dias e, mesmos estes, foram poucos.

E houve épocas em que, seguidamente sentia a necessidade de faze-lo. Porém, penso que o jejum normal de um dia de duração é algo que os cristãos deveriam praticar mais, mesmo sem sentir nenhuma “urgência” espiritual para isto.

Quando meu filho Israel estava para nascer, o Senhor trouxe um profundo peso de oração e intercessão ao meu coração. Sabia que devia jejuar; era uma “urgência” dentro de mim. Não ouvi uma voz sobrenatural, não tive nenhuma visão ou sonho a respeito, simplesmente sabia que tinha de jejuar até romper algo, e o fiz por seis dias. Ao final soube que havia alcançado uma vitória.

Na ocasião do parto, minha esposa teve uma complicação e quase perdemos nosso primeiro filho; contudo, a batalha já havia sido ganha e o poder de Deus prevaleceu. Devemos ser sensíveis e seguir os impulsos do Espírito de Deus nesta área.

Isto vale não só para começar a jejuar mas até para quebrar o jejum. Já fiz jejuns que queria prolongar mais e senti que não deveria faze-lo, pois a motivação já não era mais a mesma…

Encerro desafiando-o a praticar mais o jejum, e certamente você descobrirá que o poder desta arma que o Senhor nos deu é difícil de se medir com palavras. A experiência fortalecerá aquilo que temos dito. Que o Senhor seja contigo e te guie nesta prática!

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Autor: Luciano P. Subirá. É o responsável pelo Orvalho.Com – um ministério de u bíblico ao Corpo de Cristo. Também é pastor da Comunidade Alcance em Curitiba/PR. Casado com Kelly, é pai de dois filhos: Israel e Lissa.

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Para pastores que se sentem desanimados

Estou publicando isso aqui no blog no dia 31/12/2018. Sei que muitos pastores assim como eu, entram em um processo de introspecção e reflexão nesse período. Há a necessidade de planejar o trabalho para o ano seguinte e a necessidade de olhar o que se passou num ano que talvez não tenha sido tão bom.

Também uma certa movimentação na membresia entre o final de um ano e o início de outro. Irmãos que saem, outros que chegam, alguns sem nem dar uma mínima importância à congregação ou ao pastor, simplesmente começam a visitar outras igrejas e somem. da isso tudo é muito complicado para pastores que não vem as ovelhas apenas como cifras. Nem todos têm, como eu, a possibilidade de tirar uns dias de descanso ou quando tem, muitos estão limitados financeiramente para prover algo para sua família.

Diante disse quero lembrar umas coisas que possam te aliviar o peso nesse momento. São lembretes de coisas que você pastor não pode fazer. São elas:

1) Ler mentes. Todo mundo sabe disso, mas muitos membros da igreja responsabilizam os pastores por expectativas não declaradas.

2) Estar em todos os lugares. Nenhum ser humano pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, mas alguns membros ainda ficam com raiva quando os pastores têm que dizer “não”.

3) Mudar os corações. Só Deus pode fazer isso.

4) Saber tudo. A maioria dos pastores estuda muito, mas ninguém consegue responder a todas as perguntas que alguém faz.

5) Agradar a todos. Mesmo Jesus não pôde fazer isso.

6) Viver sem pecado. Ninguém pode. Incluindo você. E eu. Somos todos pecadores.

7) Crescer igrejas. Se a igreja cresce, é porque Deus faz isso.

8) Multiplique a grana. Isso é muito ruim também, já que algumas igrejas não pagam bem aos seus pastores.

9) Escapar dos erros. Todos nós vamos atrapalhar em algum momento, muitas vezes de forma não intencional e até inconsciente.

10) Evitar o favoritismo. Os pastores ministram a todos, mas ter melhores (e melhores) amigos é natural.

11) Revelar tudo. Não importa o quanto você queira conhecer os detalhes, os pastores podem não estar em posição de lhe dizer.

12) Ignorar o pecado. Os pastores devem resolver esse problema, mesmo quando não o torna mais agradável ao rebanho.

Espero sinceramente que te ajude nesse momento. Que o Espírito Santo te renove as forças e lembre: Jesus ressuscitou e subiu aos céus onde nos espera. Não tome todo peso, tudo vai passar. Há os que somam e os que somem. Seja grato por tudo ao Senhor é saiba que não está só nessa luta!

Alex Cosmo

Sete resoluções para andar no amor em 2019

O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.

1 Coríntios 13:4-6

Deus quer que andemos em amor. Amor a Ele sobre todas as coisas e amor ao nosso próximo como a nós mesmos. Entretanto, Satanás procura destruir o nosso amor uns pelos outros, e ele rotineiramente procura fazer isso corrompendo a nossa confiança uns nos outros, então devemos redobrar a nossa determinação de proteger vigilantemente o nosso amor, guardando a nossa confiança. Aqui estão as sete resoluções:

1. Resolva se lembrar que o mundo jaz no maligno. Porque estamos viajando através de um reino traiçoeiro sob o poder do maligno (1 João 5:19), devemos ter uma saudável suspeita de nossas percepções. Nosso pecado interior, perspectivas limitadas e experiências passadas nos tornam vulneráveis ao engano, facilmente interpretando mal os motivos ou intenções dos outros.

2. Resolva olhar para o melhor nos outros. Às vezes o pior acontece mas, muito mais frequentemente, pensamos pior dos outros do que deveríamos, inflando uma ofensa através da especulação. Antes, devemos assumir os melhores motivos em outros até que se prove o contrário.

3. Resolva buscar reconciliação rapidamente. Jesus nos diz para irmos rapidamente a alguém que foi ofendido por nós e nos reconciliar com ele (Mateus 5: 23–24). A maioria dos problemas que desgastam a confiança entre os cristãos seria resolvida se ambas as partes humildemente conversassem o mais rápido possível após uma ofensa. Esse hábito nos salvará horas de ressentimento infrutífero em raiva especulativa e pecaminosa.

4. Resolva não fofocar. Ofensas e ressentimentos são contagiosos (Provérbios 26:20). Não passe fofoca para os outros dificultando a reconstrução da confiança.

5. Resolva perdoar ofensas. Quando uma ofensa realmente ocorreu, a Bíblia é muito clara: devemos suportar um ao outro e perdoar uns aos outros como o Senhor nos perdoou (Colossenses 3:13). Nós vivemos o evangelho quando deixamos o amor cobrir uma multidão de pecados (1 Pedro 4: 8).

6. Resolva matar a erva do ressentimento (Efésios 4:31). Se permitirmos que o ressentimento cresça, ele sufocará o amor até a morte. Quando reconhecemos que ela criou raízes, devemos matá-la através da confissão e fazer tudo o que pudermos para buscar a paz da reconciliação (Romanos 12:18).

7. Resolva lembrar o evangelho. A cruz de Jesus nos lembra de quanto a graça nos foi mostrada, resolve todos os relatos de justiça e nos libera para servir nossos inimigos em amor (Romanos 12: 19-20). Se o grande rei perdoou nossa dívida de 10.000 talentos, podemos perdoar ao nosso companheiro de trabalho uma dívida de 100 denários (Mateus 18: 23–35).

Deus abençoe.

Fonte: desiringGod.com

Traduzido e adaptado por Alex Cosmo

Eduque seus filhos em casa

Investimento barato na educação de seus filhos:

1. Fale com seus filhos, mesmo quando ainda são bebezinhos. Observe que eles se concentram nos movimentos dos lábios. Este é o momento que descobrem que os sons que fazemos com a boca são intencionais.

2. Leia, leia e leia para eles assim que começarem a entender palavras e expressões mais claramente. Explique palavras ou expressões se possível.

3. Na fase causal, em que querem saber a causa dos fenômenos que os cercam (fase dos porquês), explique. Não deixe estímulos visuais, sonoros ou simbólicos passarem despercebidos. Explique o sentido das coisas. Chamamos isso de “mediação de significado”.

4. Reduza a exposição à mídia, controle rigorosamente o tempo de TV. Tablets e celulares são viciantes, tome cuidado com esse falso conforto da distração eletrônica. O bom é o uso mediado ou acompanhado por um adulto. O tédio é bom, estimula a criatividade e o improviso nas brincadeiras.

5. Introduza noções de proporcionalidade (Qual tem mais? Qual tem menos?), comportamento somatório e comparativo (brinque de agrupar objetos por cores, formas, textura etc).

6. Quebra-cabeças são ótimos para trabalhar capacidade analítica (identificar ou compreender o ‘todo’ pelas ‘partes’), além de estimular a atenção focada, e evitar o desfoque típico de uma cultura carregada de estímulos difusos.

7. Para o desenvolvimento moral e comportamental, mantenha-se firme na arte do “não”. Não tenha dó, seja firme. A frustração e o choro decorrente dele é fundamental para o desenvolvimento moral e afetivo. Privar crianças do desconforto e de certa frustração é criar seres com baixa resistência em idade adulta.

8. Crie um ambiente educacionalmente estimulante. Espalhe livros pela casa. Cultive boa apreciação estética, escute boa música: vá de música clássica, jazz, blues, rock, samba de raiz e bossa. Não se preocupe com a música pop, ele a conhecerá na escola e nos ambientes fora de casa. Mas, se você não oferecer boa música em casa, lá fora ninguém oferecerá.

9. Quanto mais estudo sobre homeschooling, mais me convenço de que a prática, se bem feita, tem impactos educacionais incríveis. Mesmo que seu filho esteja matriculado em alguma escola, alguns dos princípios da educação doméstica podem ser ótimos complementos à educação escolar.

10. Se você sabe alguma língua estrangeira, fale com seu filho também nesta língua. Ensine algumas palavras. Mostre no mapa onde aquele idioma é falado. Faça isso de maneira natural, espontânea e divertida. Eles curtem!

11. Use o GoogleMaps para ensinar geografia, noções de orientação espacial, dimensionalidade geográfica, a diferença entre rua, bairro, cidade, estado, região, continente etc. Comece localizando lugares familiares (nossa casa, a casa da vovó, a escola etc.)

12. Se você seguir alguns desses princípios. Você não terá que se preocupar em pagar uma escola tão cara. Mesmo que seu filho esteja em uma escola pública, ele terá um aproveitamento cognitivo excelente. Sem mencionar, que dependendo do desempenho dele, há amplas chances de ganhar bolsas, muitas escolas privadas fazem isso.

Fonte: Igor Miguel

Você está criando um filho materialista?

Até boa parte dos anos 60, os pais eram os únicos provedores. Às mães cabiam cuidar da casa e educar os filhos. As mulheres que se casaram e tiveram filhos após a revolução sexual, ocorrida em 68, passaram a dividir com os maridos a responsabilidade pelo sustento e a criação dos filhos.

Se pais e mães trabalham fora, como ficam os filhos?

As instituições educacionais para crianças de 0 a 6 anos surgiram no Brasil em 1870. Elas seguiam os padrões europeus. Crianças de 0 a 2 anos ficavam nas creches ou asilos da primeira infância. As escolas primárias ou salas de asilo para a segunda infância eram destinadas às crianças de 3 a 6 anos. Anos mais tarde, as escolas primárias ganharam outro nome, escolas maternais.

As creches foram instituídas como medida para evitar o abandono de crianças pobres. Nas escolas maternais, meninas eram educadas para serem mães ou professoras. A boneca era um brinquedo educativo, pois, com ela as meninas podiam “treinar” os cuidados com uma criança.

Felizmente o papel das creches e pré-escolas mudou. Com brincadeiras lúdicas, as crianças aprendem noções de matemática, português e a importância de viver em grupos.

Instituições educacionais infantis funcionam em período integral, das 7 da manhã às 7 da noite. Meninos e meninas que ficam o dia todo na escola, têm mais contato com professores, demais funcionários e colegas. Os pais passam a ser estranhos. As conversas limitam-se ao “bom dia”, “tchau”, “oi”, “vamos para casa”. Não há quem não sinta culpa por ter pouco tempo com os filhos. Porém, casa, comida, saúde, água, luz, telefone custam caro. É um círculo vicioso, os pais trabalham para dar um bom padrão de vida aos filhos, mas, não acompanham a rotina deles.

Esta culpa dá origem a um comportamento perigoso. Para suprir a ausência, os pais dão presentes aos filhos. Tais recursos também são usados no intuito de reforçar o amor e demonstrar apreço. Funciona assim, a criança tira boas notas? Tem bom comportamento? Cria confusões? Está triste porque o colega de escola não convidou para a festa? Não importa qual o motivo, os pais investem em brinquedos coloridos e tecnológicos no intuito de recompensar ou punir. Mal sabem que as cores e os sons, além de não preencherem lacunas, fazem estragos ainda maiores.

O materialismo, percepção que leva o indivíduo a sentir prazer no consumo e acúmulo de objetos, começa na infância. Ao perceber que seu bom desempenho escolar, comportamento exemplar e tristeza são compensados com presentes, a criança associa conforto e prazer aos bens materiais. A dedicação e o bom comportamento viram oportunidades para obter vantagens. A tristeza também ganha outro significado. Ela entende que presentes são excelentes remédios para tristeza.

Pais gastam fortunas para agradar os filhos

Pesquisa conduzida pela Green’s, marca inglesa de bolos, revela que os britânicos gastam anualmente duas mil libras com presentes para seus filhos. A quantia equivale a R$ 5,6 mil reais.

A discussão sobre o materialismo infantil não é de hoje. A educadora e médica italiana Maria Montessori, já na década de 40 apontava os malefícios deste comportamento influenciado pelos adultos. Montessori afirmava que “a maior recompensa que a criança tem é o próprio êxito”. O assunto rendeu várias pesquisas. As universidades de Missouri e de Illinois, ambas nos Estados Unidos entrevistaram 700 adultos. A pergunta foi “qual tipo de recompensa e punição você recebeu na infância?”, a maioria respondeu que recebiam presentes como recompensas, provas de amor e como castigo.

As crianças materialistas são mais imediatistas, ansiosas e irritadiças. Exigem ser recompensadas imediatamente. Quando isso não acontece ficam à beira de um ataque de nervos. Choram, berram, esperneiam até conseguirem o que desejam. Encher os filhos de presentes é duplamente perigoso. Além de associar bens materiais e bem-estar, crianças aprendem que vale tudo para conquistar seus direitos, até mesmo chantagens emocionais.

Criança não pode receber presentes ou serem punidas?

É importante salientar que não é errado presentear as crianças. Dar um brinquedo no aniversário, Dia das Crianças ou Natal é permitido. A punição é válida para ensinar quais são as condutas corretas. Neste caso, a melhor coisa é fazer os pequenos se colocarem no lugar de quem foi prejudicado pela má ação. Este exercício desperta empatia, sentimento que diferencia altruístas e egoístas.

Segundo Gabriela Yamaguchi, membro do Instituto Akatu, ONG que estimula o consumo consciente, o caminho é ensinar a valorizar o que se tem. Yamaguchi frisa que a melhor forma de recompensar o bom comportamento é com afeto. Abraços, palavras carinhosas devem ser os estímulos para as crianças continuarem a ter bom comportamento e dedicação aos estudos.

Mesada: estímulo ao materialismo?

Antes de pensar em dar mesada, os pais precisam conversar com seus filhos sobre dinheiro. Celina Macedo, doutora em Linguística e pós-doutorada em Psicologia Cognitiva pela Université Libre de Bruxelas, explica que a família deve transmitir os primeiros conhecimentos sobre finanças. As crianças precisam ver o esforço que os pais fazem para manter a casa em ordem. Isso dispara a percepção de que dinheiro não nasce em árvores. Elas também aprenderão que o dinheiro precisa ser bem administrado para render.

A melhor maneira para introduzir o assunto é falar sobre as despesas mensais. Explique que se conseguirem economizar sobra dinheiro para ir ao cinema, comprar uma televisão mais moderna e viajar. O segredo é mostrar que poupar traz benefícios para a família toda.

A mesada deve fazer parte da educação financeira.

A melhor idade para começar é a partir dos 7 anos. Explique ao seu filho que você recebe um salário e que ele precisa durar o mês inteiro. A criança precisa entender que a mesada é para custear despesas durante 30 dias. Só para reforçar, não use a mesada para recompensar bom rendimento escolar.

– Dicas sobre educação financeira infantil

Existem dois comportamentos atrelados à infância marcada por dificuldades financeiras. Gastar descontroladamente para compensar as privações ou não gastar nada no intuito de não passar por novas dificuldades financeiras.

Pensando nisso, os jornalistas Marília Cardoso e Luciano Gissi escreveram o livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância a velhice”. Os autores colheram depoimentos vitoriosos e fracassados sobre a missão. Marília relata que muitos pais, na tentativa de afastar os filhos do materialismo, associam o dinheiro a coisas ruins. De acordo com ela, há quem diga que Deus prefere os pobres.

Para ajudar nesta difícil questão que é a educação financeira infantil, os autores elaboraram algumas dicas:

• Faça a criança ter contato com dinheiro. Explique que as cédulas e moedas precisam ser bem conservadas, pois, a reposição custa muito caro.

• Mostre que todas as cédulas e moedas têm valor, mesmo uma nota de R$2 ou uma moeda de R$0,05.

• Peça que avós, tios, madrinha e padrinho que deem presentes apenas no aniversário, Dia das Crianças e Natal. Solicite também que não deem dinheiro.

• Convide seu filho a ajudar na elaboração da lista de compras do supermercado.

• Peça que ela vá ao supermercado. Esta atividade é uma oportunidade para explicar o conceito de caro e barato.

• Ensinar que a vida é feita de escolhas. Quando a criança quer dois brinquedos, peça que ela escolha.

• Explique as diferenças entre querer e precisar. Necessidades básicas, comidas, roupas, educação e  saúde pertencem ao grupo precisar. Presentes fora de hora, estão na categoria querer, ou seja, podem esperar.

Cofrinhos

Falamos como é importante mostrar os benefícios da economia. Crianças só aprendem mediante exemplos. Dê quatro cofrinhos ao seu filho. Cada um é voltado para objetivos distintos. Coloque adesivos com as palavras curto, médio, longo prazo e doação. Cinema é objetivo de curto prazo. Brinquedo, médio prazo. Viagem, longo prazo. O cofrinho destinado a doação é para juntar dinheiro e doar às instituições de caridade. Sugira um orfanato e explique que muitas crianças não tiveram a mesma sorte que ele.

Talvez, os pais não gastem uma fortuna para compensar a ausência. Muitas vezes, as pessoas têm filhos sem estarem psicologicamente preparadas. Elas se desesperam quando perdem o controle da situação. Pais que não identificam o choro do bebê veem na chupeta a resposta para os anseios da criança. Quando o filho cresce dão presentes, preferencialmente caros.

Se não pode ficar muito tempo com seu filho, invista na qualidade. Diga a felicidade que sentiu ao saber que ele estava a caminho. Conte sobre a emoção do nascimento. A criança precisa saber que é amada pelos pais. Crie brincadeiras, conte histórias, faça um banquete com os pratos favoritos dela.

Convidar seu filho a fazer uma limpeza no armário também estreita os laços. A atividade fará a criança ver o que ela realmente usa. Incentive a criança a doar roupas, sapatos e brinquedos não são mais utilizados, desde que estejam em bom estado, é claro! Outra ideia legal é fazer um brechó para a criança arrecadar dinheiro e depositar no cofrinho. Quanto mais cedo as crianças aprenderem o significado do “é dando que se recebe”, frase da Oração da Paz atribuída a São Francisco de Assis, mais conscientes elas serão sobre o papel dos bens materiais.

Recapitulando comportamentos que contribuem ao materialismo infantil:

• Dar presentes para recompensar boas notas e bom comportamento.

• Dar presentes como prova de amor.

• Impedir o acesso a bens materiais para castigar.

E, se você não quer criar filhos materialistas, invista em algumas coisas simples:

1 Ficar mais tempo com os filhos.

2 Dar bons exemplos.

3 Presentes apenas em datas comemorativas.

4 Tente substituir vídeo games, tablets e celulares por passeios em parques.

5 Brincadeiras que promovem interação.

6 Controle o que a criança vê na televisão.

7 Cuidado com as mensagens de texto.

8 Dia sem televisão, computador e games.

Limitar a exposição à TV? Controlar mensagens de texto?

Adultos sentem-se infelizes ao ler posts em redes sociais. O efeito das propagandas na TV e na internet nas crianças é o mesmo. Ao ver garotos e garotas propaganda felizes com seus brinquedos, roupas e sapatos de grife, quem não tem acesso a tudo isso fica triste. Outro motivo para não deixar as crianças tão expostas à televisão é incentivar a interação com outras crianças, evitar o consumo de refrigerantes, salgadinhos e a obesidade.

Se o seu filho tem celular e usa aplicativos de texto, cuidado com as mensagens. Colegas podem usar este meio para se vangloriar dos presentes. Quando visualizar mensagens com este teor e notar que a criança está estranha, converse com ela. Você precisa mostrar que bens materiais não são as coisas mais importantes do mundo.

A pesquisadora holandesa Suzanna J. Opree ressalta que “o materialismo infantil diminui a satisfação com a vida na fase adulta”. Os presentes que a criança ganha hoje por tirar boas notas e se comportar bem aumentam o vazio.

Estudo realizado na Austrália para o Queen Elizabeth Medical Centre constatou que crianças materialistas são mais propensas à depressão. A pediatra Helen Street liderou uma pesquisa com 402 crianças australianas, entre 9 e 12 anos. Elas revelaram que bom relacionamento com família e amigos, além de sentir-se bem com elas mesmas são elementos importantes para a felicidade. Entretanto, aproximadamente 12% afirmaram que ter muito dinheiro é fundamental. Street e sua equipe identificaram 16 crianças com sintomas depressivos. As crianças com risco de ter depressão na fase adulta eram 112.

Dinheiro compra joias, roupas e sapatos de grife, carros e imóveis. Caráter, amizade e amor não estão à venda. O que realmente importa é conquistado. Usar bens materiais para preencher um coração vazio é perda de tempo. A princípio, o luxo, a badalação e o poder movimentam a vida, mas, ao colocar a cabeça no travesseiro a solidão retorna.

Falta pouco para o Natal. Infelizmente, a celebração virou sinônimo de consumismo e comilança. Senhores pais, por favor, sigam essa lista:

• Não compre presentes, esteja presente.

• Enviar presentes? Respeito, afeto, carinho, zelo.

• Embrulhar presentes? Não, embrulhe alguém em um abraço.

• Montar árvore de Natal? Sim, mas, monte corações partidos.

• Fazer toneladas de comida? Não, faça um pouco a mais e doe.

• Pode ver as decorações de Natal espalhadas pela cidade. Mas, seja a luz para seu filho

Para resumir tudo isso: amor não se compra!

Fonte: eusemfronteiras.com.br

Homens que amam sacrificialmente

Quando estava com quase sessenta anos, a esposa do Dr. Robertson McQuilken, Muriel, foi diagnosticada com a doença de Alzheimer. Ele era o presidente da Columbia Bible College e do Seminary, onde serviu por 22 anos. Por vários anos, ele tentou conciliar seus deveres na escola com o cuidado de sua esposa. Mas como sua condição piorou, ele não podia mais fazer as duas coisas. Muitos de seus amigos o encorajaram a colocá-la em uma instalação de cuidados, mas ele não suportava a ideia de ela estar em um lugar como aquele. Ele compartilhou seus pensamentos sobre deixar seu ministério próspero para cuidar dela (Christianity Today, “Viver por votos”, 1º de fevereiro de 2004):

Quando chegou a hora, a decisão foi firme. Não levou nenhum grande cálculo. Era uma questão de integridade. Se eu não tivesse prometido, 42 anos antes, “na doença e na saúde … até que a morte nos separe”? …

Este não era um dever sombrio do qual eu resignava estoicamente, no entanto. Foi justo. Afinal de contas, ela cuidou de mim por quase quatro décadas com maravilhosa devoção; Agora foi a minha vez. E que parceira ela era! Se eu cuidasse dela por 40 anos, eu ainda estaria em dívida …

Fui surpreendido pela resposta ao anúncio da minha demissão. Maridos e esposas renovam votos de casamento, pastores contam a história para suas congregações. Foi um mistério para mim, até que um oncologista ilustre, que vive constantemente com pessoas que estão morrendo, me disse: “Quase todas as mulheres estão ao lado de seus homens; pouquíssimos homens estão ao lado de suas mulheres. ”Talvez as pessoas sentissem essa tragédia contemporânea e, de alguma forma, fossem ajudadas por uma simples escolha que eu considerava a única opção.

É muito mais do que manter promessas e ser justo, no entanto, enquanto eu assisto sua descida valente no esquecimento, Muriel é a alegria da minha vida. Diariamente eu discuto novas manifestações do tipo de pessoa que ela é, a esposa que eu sempre amei. Eu também vejo novas manifestações do amor de Deus – o Deus que eu desejo amar mais plenamente.

O principal componente do amor conjugal é o compromisso com a sua esposa, enquanto viverem, não importa quão difícil isso possa ser.

Copyright, Steven J. Cole, 2016, All Rights Reserved.

Você cuida de quem?

O reino de Deus se manifesta em amor. Esse amor se revela em adoração, em justiça, alegria e mutualidade. Não há reino dos céus nem evangelho sem mutualidade. Allélon pé o termo grego que aparece mais de 100 vezes no novo testamento associado à mutualidade ou seja, “uns aos outros”. É assim que o Espírito Santo consola e mantém toda a igreja funcionando como um corpo, servindo ao proposito da revelação do amor de Deus ao mundo. Você tem feito parte disso? Veja alguns versículos que falam dessa mutualidade intrínseca do reino de Deus.

  • João 13:14Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.
  • Romanos 12:5assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros,
  • I Coríntios 12:25para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros.
  • Romanos 12:10Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
  • Romanos 12:16Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos.
  • Romanos 13:8A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.
  • Romanos 14:13Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão.
  • Romanos 15:7Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus.
  • Romanos 15:14E certo estou, meus irmãos, sim, eu mesmo, a vosso respeito, de que estais possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para vos admoestardes uns aos outros.
  • Romanos 16:16Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todas as igrejas de Cristo vos saúdam.
  • I Coríntios 16:20Todos os irmãos vos saúdam. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo.
  • II Coríntios 13:12Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam.
  • Gálatas 5:15Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos.
  • Gálatas 5:26Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros.
  • Efésios 4:2com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
  • Efésios 4:32Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.
  • Efésios 5:21sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.
  • Colossenses 3:9Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos
  • Colossenses 3:13Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;
  • I Tessalonicenses 4:9No tocante ao amor fraternal, não há necessidade de que eu vos escreva, porquanto vós mesmos estais por Deus instruídos que deveis amar-vos uns aos outros;
  • I Tessalonicenses 4:18Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.
  • I Tessalonicenses 5:11Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo.
  • Tito 3:3Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros.
  • Hebreus 10:24Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.
  • Tiago 4:11Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz.
  • Tiago 5:9Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas.
  • Tiago 5:16Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.
  • I Pedro 1:22Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente,
  • I Pedro 4:10Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

A tigela de brócolis

#momentoParabólico

Uma garotinha foi convidada para almoçar na casa de uma coleguinha da escola. Chegando lá, entre os pratos tinha uma linda tigela de brócolis. A mãe da colega perguntou:

– Você gosta de brócolis?

Educadamente a garotinha respondeu: “- Sim, amo brócolis!”

Logo em seguida quando a tigela do brócolis passava de mão em mão ela declinou de pegar um pedacinho que fosse. Ao ver isso a mãe da coleguinha disse: – Você não falou que amava brócolis? A garotinha respondeu docemente:

– Sim! Mas não o suficiente para comê-los!

Interessante, não é? Temos facilidade de usar a palavra amor e aplicar ela no abstrato porém, quando trazemos pra realidade não queremos nos aproximar pois sabemos que o amor nos convoca à abnegação.

E aí, você ama sua família? Você ama a Deus?

#JesusSuficiente

#PastoraisAprisco

1 João 3:18

Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.

#OficinadeFamíliaAprisco

Encurtando a distância

Como filhos de Deus aceitamos a palavra de Deus e a sua autoridade sobre nossas vidas. Isso não quer dizer que a velha criatura com seu espírito de rebelde não continue gritando dentro de nós querendo nos puxar ao inferno da rebelião onde o “si mesmo” é o centro.

João 17:17

Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.

João 5:39

Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.

Tiago 4:6

Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

Deus resiste ao soberbo e dá graça ao humilde. Ele nos amou, nos criou, sabe o que é melhor pra nós e nos deixou sua palavra e seus mandamentos arraigados no amor. Não são apenas dicas mas sim mandamentos a serem assumidos e obedecidos por seus filhos. Ele não os imporá por força ou violência porém naturalmente, como toda a vida está conectada nEle, existem frutos bons a serem colhidos da obediência à sua vontade e uma colheita ruim para os desobedientes.

1 João 2:3-4

Ora, sabemos que O temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.

João 14:21

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.

Zacarias 4:6

E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos de anjos.

Eis o conflito eminente!

Os caminhos desse mundo provém inteiramente da vontade carnal e desobediente de homens que, ao se rebelar contra todo e qualquer princípio de autoridade, vivem escravos de seus próprios desejos e vontades. Passo-a-passo vão legitimando a iniquidade e reconstruindo a torre de Babel.

Enquanto isso, o Senhor de toda a terra continua sendo quem é: perfeito em sua glória e caráter, amoroso e paciente para conduzir cada um ao arrependimento e à reconciliação até que o juízo venha e traga à tona o que é justo e reto diante do qual, se não fosse a misericórdia pelo sangue de Jesus, estaríamos todos condenados.

Deus se revela pela ordem das coisas criadas, pelos profetas e suas sagradas escrituras e finalmente em Jesus. Ao observarmos isso, vemos como o Senhor está totalmente contra o modo de que homens lidam de forma dominadora e repressora das mulheres bem como está contra também à iniciativa cultural de negar toda ordem e princípios de autoridade na família , na igreja e na sociedade.

Não é necessário ser um observador muito apurado para ver como esse mundo está de fato indo atrás de algo que considera valioso porém, que se opõe claramente à vontade de Deus expressa nas escrituras e encarnadas em Jesus. A aproximação e devoção pela cultura humana nos distanciará do conhecimento e entendimento da vontade de Deus até o ponto em que cinicamente defendamos nossa vontade como sendo a de Deus, sendo nós mesmos o nosso próprio deus.

Isaías 55:7-9

Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.

Que o Nosso Pai nos ajude, nos purifique e por sua graça encurte a distância entre Seus caminhos e os nossos , entre sus pensamentos e os nossos.

#oficinadefamíliaAprisco

#PastoraisAPRISCO

#JesusSuficiente