O Pai Nosso – parte 1

 “Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!” Mateus 6:9-13

Oração é conexão com nosso criador, Deus e Pai. O orar está para a vida espiritual qual o respirar está para a vida física. Jesus andava ligado no Pai 24h por dia, orando no espírito em todo tempo e se afastando das interferências para momentos particulares de busca. Não consigo imaginar Jesus partindo para o seu dia antes de buscar a comunhão e a agenda do Pai pra ele. Os discípulos pediram a Jesus que os ensinasse a orar então Jesus, de maneira simples e clara, quebrando toda a articulação e complicação religiosa que produz os que se acham detentores do acesso, deixa um ensino para os seus discípulos: a oração do Pai Nosso. Muitos de nós certamente sabemos falar essa oração ou aprendemos em forma de reza por nossos pais, avós, ou numa igreja ou centro espírita. O que não sabemos é que Jesus deixou essa oração não para a mera repetição exaustiva, mantra ou uma seqüência encantada de palavras mágicas para mover Deus, mas sim como uma base de conteúdo e caráter riquíssimos para nossa vida de oração. Iremos meditar parte por parte nos próximos estudos. Vejamos hoje: “…Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;…” 

Textos relevantes: Lc 11.2-4, Jo 16.24, Tg 4.1-3

Percebeu ? 

– “…Pai nosso…” Pode parecer simples pra nós mas, começar uma oração chamando Deus de Pai foi certamente uma revelação que mudaria para sempre a maneira de pensar na forma de se aproximar de Deus. Pai, mostra a maneira carinhosa, amorosa e tranquila pela qual a oração deve caminhar, um sentimento de aproximação, intimidade e pertencimento de um filho que se achega para o pai na certeza de seu amor e cuidado. Nada de barganhas, de medo, culpa ou de auto-justificações. Sabemos que nem todos tivemos uma boa referência de pai terreno então carregamos algumas feridas mas, podemos ter a certeza de que nosso Deus é um Pai bom e perfeito que nos ama de forma incondicional e eterna, sem nenhuma das doenças da corrupção do amor. O “nosso”, mostra que não Deus é Pai somente meu. Então quando me achegar a Ele preciso pensar coletivamente não buscando apenas o meu interesse, a minha vontade mas aquilo que é de proveito comum. Não devemos nos achegar a ele e fazer pedidos egoístas, cheios de ódio, luxuria, vaidade e ostentação pois Ele é Pai nosso e nós somos irmãos uns dos outros. “Nosso”, é também um convite a orarmos juntos e uns pelos outros. 

– “…que estás nos céus,…” Ainda que nos aproximemos de forma carinhosa e íntima, não devemos perder o senso de respeito, temos, reverencia e reconhecimento desse Pai que é Deus perfeito em santidade, soberano e habita nos mais elevados céus em glória extrema. Aqui o Jesus homem apresenta o entendimento que esse Pai é espiritual, elevado e está acima de tudo e todos. (Is 66.1)

– “…santificado seja o teu nome…” Dentre as seis petições no decorrer dessa oração, essa é a primeira e não por acaso. Na verdade, todas as demais cinco dependem dessa. Jesus coloca para fora logo de cara o seu mais ardente desejo que é o de viver para a glória de Deus Pai. Já não importa morte ou vida, presente ou futuro, lutas, aflições, perseguição ou traições mas apenas que o Pai santifique o Seu nome através dele. Isso revela que se o nosso desejo mais intenso e real ao se aproximar do Pai não for reverenciar, honrar, valorizar, estimar a glória dEle acima de tudo, perdemos o sentido e a razão e começaremos a fazer uma oração é uma espécie de feitiçaria egoísta pra tentar convencer ao Pai que a nossa razão é mais que a dEle que bem que Ele poderia ser convencido a assinar embaixo de nossos planos egoístas e avessos à glória dEle. Só há vida de verdade, coisas que olhos não viram, ouvidos não ouviram e que jamais se imaginou no coração para os que o amam a ponto de se entregarem tal qual o sacrifício vivo para que a glória dele se manifeste. (1Co 2.9) . As outras petições dessa oração servem a esta primeira. Todo o universo, conspira, declara e se prostra em ato de santificação ao nome do nosso Deus e Pai.  

Provocações e Implicações

– Você já conseguiu romper as cadeias interiores que o amor na declaração “Pai nosso” anseia gerar? 

– O Pai é seu ou nosso? O que isso muda o que na maneira como vemos a Deus? E na maneira como vemos o nosso próximo? Já viram como perdemos tanto tempo debatendo sobre quem é ou não filho desse Pai, como se fossemos um teste de DNA?

– Quando você ora você vai ao Pai na disposição de que o nome dele seja santificado em sua vida? A glória de Deus é o seu alvo maior, ou você ainda está vivendo para glória de si mesmo, agarrando-se à glória deste mundo?

Alex Cosmo, Feira de Santana 25/08/2013

Veja uma live do face sobre isso:

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