Quanto mais vale um homem…?

Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem. Mateus 12:12

Muito atual essa consideração de Jesus. 
Uma das tendências da sociedade Pós-moderna é a gradativa supervalorização dos animais inclusive equiparando ao valor do homem. As manifestações partem desde críticas mais aceitáveis como comércio ilegal de aves e outras espécies e o maltrato a esses animais, chegando aos extremos da ética vegana. Pela Bíblia vemos o homem com infinito valor além dos animais e de tudo mais criado pois ele é o único ser que carrega a “imago dei”, criado à imagem de Deus. Nesse texto especificamente, vemos o interesse econômico do que o animal pode proporcionar de provisão. 

Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Mateus 6:26

As constantes decepções inerentes às relações humanas tem feito muitos afirmar: “- Quanto mais conheço as pessoas, mais eu amo aos animais…” e coisas assim. A relação com os animais quando extrapola os limites homem x animal, é geralmente fundada em sentimento de ganância, egocentrismo e autosatisfação. Um animal nos desperta em muitos sentimentos bons e eu amo animais, mas posso ver claramente que em boa parte dos casos,  quando há muita devoção e entrega na relação com um animal isso está acontecendo em detrimento de relações ajustadas com outros seres humanos. Ter animais domésticos é bom mas não leva o humano aos confrontos necessários ao desenvolvimento do caráter de amor que Deus quer de nós.  Isso só é possível na relação correspondente humano x humano. 

Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. 1 João 4:20
Estaria Jesus afirmando que os animais não tem valor nenhum, tampouco as plantas nem o restante da criação? Claro que não! Lidar com a criação com respeito e moderação é um dos pontos cruciais da mordomia humana. O que Jesus questiona é como hoje muitos tem o prazer de gastar com um animal doméstico mais do que um pai de família ganha em um mês de trabalho, e simplesmente olhar pessoas em volta, até mesmo dentro de sua família passando necessidades. O que preocupa é essa tendência do “povo de Gadara” (ver Mt 8.28), que prefere os porcos do que as pessoas, onde bichos sejam tratados como gente e gente sendo tratada como bichos. 

O que vejo questionado por Jesus é: – Como poderíamos ser movidos de misericórdia, ou seja lá pelo que for, para exercer um cuidado por um animal e ignoramos a condição precária de nosso semelhante próximo!? 

Certamente toda essa movimentação pelos “direitos dos animais” tem desdobramentos subliminares de depreciação do valor da vida humana, que podem ser usados por grupos abortistas ou de outros de extermínio em massa. É mata-mata ou Maranata!

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