Dream Team

  
Em 1992, Nas Olimpíadas de Barcelona, uma seleção de basquete chamou atenção do mundo. Os escretes que jogavam contra o aquele time, pareciam dar tudo de si, mas aquela equipe parecia estar apenas brincando, tudo parecia tão fácil,” e natural. Eles venceram aquele torneio completamente invictos e ganhando todas as partidas com diferença acima de 30 pontos e então passaram a ser conhecidos como “Dream Team”. 

A escalação do Dream Team era a seguinte: Charles Barkley – Phoenix Suns; Larry Bird – Boston Celtics; Clyde Drexler – Portland Trail Blazers; Patrick Ewing – New York Knicks; Magic Johnson – Los Angeles Lakers; Michael Jordan – Chicago Bulls; Christian Laettner – Minnesota Timberwolves; Karl Malone – Utah Jazz; Chris Mullin – Golden State Warriors; Scottie Pippen – Chicago Bulls; David Robinson – San Antonio Spurs; John Stockton – Utah Jazz. O treinador era o Chuck Daly, do Detroit Pistons.

Por mais incrível que fossem, eles não eram assim, mas se tornaram assim. 
A escolha dos doze apóstolos:

“Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.” Lucas 6:12-16

Que veio a ser traidor. Se tornou.

A pergunta pra nós é: estamos nos tornando o que? Em que? Como? Mais parecidos com Jesus ou com os ícones endiabrados desse mundo? Melhores homens e mulheres para a família, sociedade? Ou estamos apenas em nossa pratica religiosa, até fazendo a obra mas não vendo.a obra dEle em nós?

Jesus tinha muitos seguidores. Naquela noite, Jesus deve ter listado alguns nomes em oração, pois estava escolhendo aqueles que iriam dar continuidade ao seu Ministerio e liderar o povo depois que ele partisse. Não deixariam de ser aprendizes, discípulos mas passariam também a ser chamados de apóstolos que quer dizer: enviados. Tinham as mais variadas características, desde a pessoa rude que era Pedro, o amoroso João, o materialista do Judas, o inquieto e pé-atrás do Tomé. 

É impressionante como a igreja, que deveria ser diversa, tem buscado ser tão igual. Um clube de afinidades. o Dream Team era um time que tinha várias pessoas com habilidades diferentes, com um desenho diferente, dos grandões ao “baixinho” John Stockton, de 1,80m. A igreja não pode ser diferente, precisa de unidade na diversidade, multiformidade, multidisciplinardade. Se quisermos ser um Dream Team, devemos antes entender que somos diferentes uns dos outros, únicos, mas unidos em Cristo. 

Na caminhada com Jesus após ter nos resgatado do atoleiro e das trevas, ele nos leva a uma definição de nossa identidade, propósito e Missão. Para isso acontecer, seu Espírito Santo vem morar em nós conduzindo um processo chamado de regeneração na medida da nossa sujeição a Ele. 

O convite para uma seleção faz dos talentos individuais uma equipe. Há um técnico que guiará um grupo, muitas vezes mudando as individualidades em prol de um objetivo maior. Jesus estava selecionando, entre os discípulos, apóstolos. Esses seriam enviados, forjados, teriam o caráter do próprio Mestre. Interessante que Jesus não foi às multidões para chamar seus apóstolos, mas sim aos que já eram discípulos mostrando que não há como se exercer autoridade e liderança no reino, sem se sujeitar a autoridade e ensino do Mestre.

Na preparação de um time há confrontação e regeneração. Vários confrontos ocorreram naquele time do técnico Jesus. O mais gritante foi o de Judas Iscariotes. Judas foi alguém que não se regenerou mediante a sujeição à liderança e idéias de Jesus. Metia a mão na bolsa ainda que andasse com o Mestre. Andar ao lado de cristãos ou até do lado de Cristo não faz de alguém cristão é preciso tomar o jugo suave. Estar na igreja não transforma ninguém em um cristão da mesma forma que colocar uma bicicleta em uma garagem e espera que ela se transforme em um camaro amarelo. Não é a igreja que vai nos levar a revelar a nossa regeneração mas sim uma entrega em sujeição e amor ao ensino de Jesus e, é bem verdade que essa revelação normalmente ocorre quando saímos da porta da “igreja” pra fora. 

Quem não está em um processo de regeneração está num processo de degeneração. 
Judas, não reconheceu o caráter de Jesus, seus ensinos. Deu lugar ao diabo. Pedro que tinha acabado de revelar, pelo Espírito a todos que Jesus era o Cristo, filho do Deus vivo, também deu lugar ao inimigo e foi repreendido por Jesus. Seu processo era de regeneração. O processo de regeneração admite erros, e Pedro muito errou, negou. O processo de degeneração não admite nem assume os erros pois não passa por arrependimento. Judas não se deixava ser moldado. Várias referências bíblicas explicitam isso. 
Devemos considerar a lista construída por Jesus dia te do Pai em oração como uma lista perfeita e era, talvez não aos nossos olhos mas sim aos olhos do Pai. Interessante que havia Simão, um zelote ativista em prol dos direitos do povo que estava sendo massacrado por Roma, um “revoltado” sentado na mesma mesa com um cobrador de impostos chamado Mateus que ambiência, que time!. Jesus não queria grupos de afinidade, panelinhas, um tipo só de gente. A igreja teima em ser assim. Não devemos ser assim. Cristo não era assim. Precisamos agregar. Precisamos dos diferentes pois por vezes a nossa cura está neles. Quando procuramos os iguais, por vezes estamos nos protegendo dos choques que viriam pelo confronto.”
Precisamos ter convicção de quem somos e do que estamos buscando. Precisamos estar cientes de que estamos num processo de regeneração. Quando Jesus, à mesa, disse que seria traído por um deles, todos perguntaram quem seria, ninguém achava-se traidor apesar de que todos eram, apesar de que todos somos e temos um pouco de “Judas”.

Judas tomou para si a disponível vaga de traidor. Traiu, errou, mas não se deixou ser redimido. Buscou redenção para si através de si. Se enforcou por não aceitar aquele que verdadeiramente poderia lhe redimir. Pedro negou a Cristo, esse certamente mais um de vários erros. Quando foi questionado quanto o seu amor, sua sujeição – “você me ama?”- encontrou sua redenção no arrependimento de coração, diante do Mestre. 

Diariamente somos confrontados hora como Judas, hora como Pedro. Precisamos nos levantar, aceitar a redenção dada por Ele, mergulhar no amor do Pai. Devemos escolher o caminho de regeneração. 

Que Deus abençoe a todos que se confessam necessitados da tua ajuda para regenerar-se. Abençoe também aqueles, que erroneamente, acreditam que o Senhor os abandonou, que os deixou para trás. Transforma Senhor, reconcilia, toca. 

Culto do Aprisco

Alex Cosmo, 24 de março de 2013

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