Se sentir só

Se sentir só não é, em boa parte das vezes , um problema espiritual. Fomos criados por Deus para comunhão e comunidade. Esse é um dos fundamentos sobre o qual Ele criou a família.

Gênesis 2:18

Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.

Deus revela que a nossa completude vem não só da relação com Ele mas também com a companhia de pessoas. Verticalidade e horizontalidade!

Muitos estão fazendo um esforço terrível para se completar em Deus ou em outras coisas, enquanto neglicenciam esse fundamento de comunhão humana. Casar, formar uma família e ter filhos (se podes), fazer as pazes com as pessoas e ter amigos (deves), dar-se em favor de outros é vital.

Claro que isso não quer dizer que todo mundo foi feito pra casar. Há exceções! (1 Coríntios 7.7-9). Também não quer dizer que casar e constituir família irá suprir todas as suas necessidades. Precisaremos de amigos, precisaremos de Deus.

Família é sem sombra de dúvida um plano de Deus para suprir a necessidade humana por companhia e uma baita forma de nos aperfeiçoar em amor.

#OficinadaFamíliaAprisco

#JesusSuficiente

Advertisements

Esse tempo e a família

Que tempos estamos vivendo heim!?

“Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” 1 João 5:19

Nossa sociedade pós-moderna também tem sido chamada de sociedade pós-verdade ou seja, já não há para ela uma verdade absoluta, princípios originais ou valores que devam ser mantidos ou sustentados como fundamento. O que eu sinto ou o que me faz bem é a verdade pra mim. Os valores morais legítimos tem sido constantemente atacados e desprezados em um processo orquestrado de dissolução de tudo, onde somente o me posicionar e crer em Jesus como suficiente e único caminho, já é visto na sociedade atual como intolerância ou em menores termos tacanhice intelectual.

As redes sociais dão voz a todo tipo de pensamento e muito do que alcança popularidade nelas, é completamente alheio a a Cristo e seu ensino. Os meios de comunicação através dos programas de TV, novelas, músicas e filmes, tem ditado “novos valores” pautados na permissividade e promiscuidade. Pessoas famosas, que conseguem facilmente estabelecer modismos e ser formadores de opinião dos mais fracos, tem agido como arautos de uma filosofia que beira o caos.

Nas escolas, alguns professores já não sabem o que fazer. São vítimas nas mãos dos alunos que estão imersos em violência, drogas, a fornicação, resultando em uma rebeldia e falta de limites nunca antes visto. Outros professores se tornaram instrumentos de doutrinação e se tornaram sacerdotes dessa religião estatal, ideológica e política que rejeita Deus. Essas influências rondam nossos filhos buscando a quem possam tragar.

E nos lares? Imperam as brigas, desmandos, adultérios, divórcios e abortos. Dentro de nossas casas, na “segurança” de nosso lar, as crianças têm tido acesso a uma quantidade inimaginável de cenas de violência e erotismo, linguagem suja. Estão sendo abusadas e estupradas em suas mentes bem ao nosso lado ao toque de um tablet ou smartphone. A atenção e energia que deviam ser aplicadas ao conhecimento do Senhor e ao amor familiar vai sendo dissipada e roubada, pelas diversas distrações.

O que fazer diante disso?

A família é projeto de Deus e há um plano de Deus para a família. A Família sempre ocupou um lugar fundamental dentro do Projeto Eterno de Deus e Ele está empenhado em restaurar e santificar cada família desse mundo.

“Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor.” Efésios 5:17

Precisamos compreender qual é a vontade do Senhor, seu propósito e trabalhar juntos, esposas, maridos, filhos e filhas para que sejamos sal e luz nesse mundo de trevas.

Eis o desafio: Os que antes conseguiam sentir segurança numa prática religiosa nominal exteriorizada e farisaica, verão essas estruturas sendo chacoalhadas até que peçam a morte por medo de se afogarem nessa sociedade líquida. Os que se deixaram levar por filosofias e vãs sutilezas do hedonismo e relativismo secular serão arrastados pela correnteza e certamente sugados pelos seus redemoinhos. Somente os que conhecerem e permanecerem Cristo olhando firmemente para ele, autor e consumador da nossa fé, serão por Ele capacitados a andar por sobre as águas.

“Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele, nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças.” Colessenses 2:6-7

Que sejamos influenciadores e não influenciados pelo sistema atual. Ao invés de esperarmos um mundo melhor para nossas famílias precisamos que o Senhor nos faça famílias melhores para esse mundo, um referencia de como Jesus é suficiente orar atravessarmos qualquer tempo, inclusive tempos difíceis como esse.

#JesusSuficiente

#OficinadaFamíliaAprisco

O Pai Nosso – Parte 6

As tentações 

Mt 6:9-13 Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”

Quando falamos de tentação e pecado, as questões que surgem são: Por que Deus nos deu a possibilidade de sermos tentados e de pecar? Onde começa a tentação e o pecado? Como Deus nós ajuda contra as tentações? Responder essas questões será nosso alvo no estudo de hoje sobre as tentações. 

Jesus deu uma importância muito maior que nós as tentações. Geralmente nós achamos que somos fortes e subestimamos a real influência das tentações do pecado sobre nossa vida. O único pedido de Jesus na oração modelo a respeito do futuro, não é sobre o que vai comer ou vestir mas sim esse, relacionado a possibilidade de pecar. Jesus sabia que “o salário do pecado é a morte”. 

A morte que o pecado gera não é inicialmente física como pensavam Adão e Eva mas sim, a separação de Deus, a incapacidade de ação e reação, perda da sensibilidade para a vida. Morto é aquele que apesar de experimentar tudo, em nada se satisfaz, consome tudo mas de nada se completa. A vida perde a graça, e nada é suficientemente prazeroso e satisfatório. O pecado anestesia os sentidos. O pecado rouba a alegria de viver. O pecado mata. Cometemos pecados? Sim, mas não devemos nos render ao pecado. Rendição somente a Cristo. Seja perdoado, levante siga.


Textos relevantes:
Gn 3.1-24, 4.7, Jz 14, Mt 4.1-11, 5.29-30; 1Co 10.13, 2Co 10.12, 1Ts 3.5, Tiago 1.12-15,

Percebeu ?
– e não nós deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal –
A tentação começa no pensamento, na maior parte dos casos. Em nossa mente, construímos os cenários, assumimos, delegamos os papéis e depois dramatizamos,,colocando em ação os pensamentos. Enchemos nossa mente com literatura, cinema e novelas cheias de impureza; brincamos com a dinamite das emoções, como se fosse um brinquedo inocente. Como Sansão (Jz 14), nos colocamos em situações perigosas e nos deleitamos nelas. Andamos em más companhias. No trabalho, na escola, na prática esportiva ou nos momentos de diversão, às vezes, ouvimos uma tentadora voz dizer: “Me empresta teu corpo e tua alma”!. 

A expressão “não nos deixe cair em tentação” não é uma permissão para entrar no terreno da tentação e ali ficar isento mas sim, um pedido pra não entrar naquele terreno pois é como um ralo que atrai a todos que passam por ele. A tentação envolve:1) Nossa cobiça, desejos, carências e soberba 2) O sistema mundano 3) a influência de espíritos malignos.

A tentação é uma instigação para o mal, a favor do ego e contra o amor. É também uma sedução e se mostra como teste e provação para a vida do Cristão. Falo isso porque se não há temor de Deus também já não há tentação mas apenas de uma escolha pesando fatores puramente pessoais. Deus não tenta ninguém mas ele permite que sejamos tentados e isso é uma espécie de provação.
Para vencermos as tentações o primeiro passo é saber que pela nossa força não temos como conseguir. Somente pela vida de Cristo em nós, no poder do Espírito Santo iremos triunfar e manifestar a glória de Deus diante de um mundo corrompido. Jesus disse: vigiai e orai para que não entreis em tentação. Vigilancia é ficar atento e desviar-se do mal. Oração é a vida de conexão com o Pai na qual nos fortalecemos em espírito já que a carne é fraca.

Para vencermos, precisamos crer na Palavra e em seu galardão pois a tentação é transformar pedras em pães para satisfazer nossa alma em desatino faminto, indo de encontro à mansidão e domínio próprio que o “pão nosso de cada dia” representa para a satisfação de nossas necessidades. Outra coisa importante para vencer as tentações é ficar quieto. A tentação exige ação e movimento debate e interação. Como Sansão e Dalila (Jz 14), quanto mais você conversa com ela mais forte ela fica. Se quer vencer encha sua mente da palavra e do Espírito Santo, louvando, sendo agradecido a Deus. Confesse a palavra em vez de querer argumentar. Quanto mais você se calar e aquietar ela secará.
Provocações e Implicações
1 – Quais são as áreas mais vulneráveis de sua vida, onde você corre maior risco de tentação?
2 – Há quem questione por que Deus nos deu liberdade de escolhas e a abertura de sermos tentados mas, existiria liberdade e amor sem a possibilidade de escolher outro caminho? Ou seriamos apenas marionetes sem vida?

Veja um vídeo sobre esse assunto clicando aqui.

O Pai Nosso – Parte 5

O PERDÃO

“Mt 6:9-13 Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”

O perdão é o tema de nosso estudo hoje. Não é por acaso que essa quinta petição é tão destacada na oração do Pai Nosso, merecendo inclusive um desdobramento logo após a oração em Mateus 6:14-15: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” Nenhum relacionamento sobrevive sem o perdão e a própria alma do homem adoece quando não perdoa pois é como se estivéssemos prendendo aquela pessoa em uma cela dentro de nós. O perdão é a graciosa chave da continuidade e é através dele que temos a possibilidade de viver relacionamentos livres, por amor somente . Toda essa ênfase de Jesus nesse assunto é pela real dificuldade que temos em perdoar e em pedir perdão. Sempre quando estamos ofendidos pensamos ser impossível ao outro que pague o provocou mas, é justamente daí que vem toda a graça do perdão, perdoar o imperdoável. Em Jesus, o Senhor nosso Deus e Pai nos reconciliou com ele deixando pra nós como filhos dele esse ministério do perdão e da reconciliação.

Textos relevantes: Jr 31.34; Mq 7.18,19; Mt 26.28; 18.21-35; Lc 1.76,77; Hb 8.12; 10.15-17; 1Jo 1.7-10; 2.1,2; Rm 12:19

Percebeu ? 

– perdoa nossas dívidas – Um excelente passo inicial no caminho de perdoar é a consciência de que nós também erramos, erramos feio, e erramos muito. Um coração orgulhoso e cheio de justiça própria sempre se sentirá no direito de não perdoar o outro. No entanto, isso revelará uma profunda distância do caráter do Pai celeste que é perdoador. No texto, os erros são tratados como dívidas pra deixar claro que há um ônus, um preço ou pena a ser paga pela ofensa cometida. E esse preço não é pela tabela de quem ofendeu mas sim de quem foi ofendido. As mesmas falhas que vemos nos outros podem ser encontradas em nós mesmos. Perdoar é liberar, deixar ir alguém que por direito poderíamos reter pela ofensa que nos fez. Perdão é rendição.

– assim como – Não se trata de que o perdão que concedemos nos garanta o direito do perdão divino como numa barganha mas sim, de haver em nós a mesma disposição de perdoar que o Senhor tem por nós. Quando chegamos ao entendimento do quanto o Senhor nos perdoou de dívida, passamos a liberar as dívidas infinitamente menores das ofensas contra nós. Mas se superestimamos as ofensas dos outros é porque não estamos conscientes de nosso estado de pecado. Por isso há uma vinculação do perdão divino, ao nosso perdão ao próximo. Ressalto que não é com relação ao perdão inicial da justificação pelo sangue e cruz de Cristo somente, mas ao perdão diário que permite a continuidade no relacionamento com o Senhor. Perdão é condição. 

– nós temos perdoado aos nossos devedores- Deus perdoa o arrependido e, uma das principais caraterísticas do arrependido é um espírito perdoador. Não há uma opção de não perdoar para os que já foram alcançados pela graça de Deus. É simplesmente um derramar de amor e perdão que não devemos conter nem reter. Perdão é decisão. 

– Existem algumas etapas no processo do perdão a saber:

1) Ore – perdão se constrói em oração e na presença desse Pai maravilhoso e misericordioso;

 2) Confrontação – se alguém pecou contra você, fale diretamente com a pessoa sobre o assunto; 

3) Arrependimento – mudança de mente pela consciência do erro cometido;

4) Confissão – não apenas dizer mas se dispor a cumprir a pena do erro cometido; 

5) Perdão – liberação da dívida impagável.

– Você perdoa ou acumula? Ou ainda diz que perdoa e submete a pessoa a pagar por toda a vida a ofensa que te fez?

– Nesse exato momento há alguém que você precise perdoar? Há alguém que você sabe que ofendeu e precisa pedir perdão? Que tal ser livre ainda hoje? Receba força em nome de Jesus e vá se reconciliar.

Assista aqui uma devocional desse estudo.

O Pai nosso – Parte 4

Série: O Pai Nosso – Parte 4 – O pão NOSSO

“Mateus 6:9-13 Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”

No primeiro trecho da oração, vimos nos estudos anteriores como a prioridade de Jesus foram as coisas do alto e a manifestação da glória do Pai pois orou: teu nome, teu reino e tua vontade. Ao buscar em primeiro lugar o reino de Deus compreendemos o quanto somos dependentes de seu amor e graça logo, Jesus na segunda parte da oração, nos instrui a apresentar também todas as nossas necessidades diante do Senhor: o pão, o perdão e o livramento.. Há quem pense que não deve incomodar Deus com essas coisas triviais mas é um erro tanto o extremo de não apresentar nossas demandas ao Senhor, como o de fazer que a oração esteja centrada somente em nossas necessidades. O que temos para hoje? “…o pão NOSSO de cada dia dá-nos hoje;…”

Textos relevantes: Êxodo 16, Juízes 7, Mateus 4.4; 6.19-33; Lucas 11.1-13; João 6.31-35; Romanos 8.18-22

Percebeu ? 

– Em sua oração modelo, Jesus reconhece a importância da batalha pelo sustento e a dependência total do Pai para tudo. Ele sabe das contas que temos a pagar e de como essa é uma preocupação gritante que deve ser logo apresentada ao Pai.

– o pão – Com 6.000 anos de idade, o pão existe desde que a humanidade existe. Simples, básico, acessível e presente diariamente na mesa e na vida de todos os povos. Consideramos indispensável e por mais que comamos parece que nunca enjoamos: que maravilha é o pão. É o ícone do alimento que sacia a fome por completo e da provisão para as necessidades. Na bíblia foi usado por Jesus para referir a si mesmo como “pão do céu” e “pão da vida”. Todos temos fome não só de natureza material. O pão pedido por Jesus nos remete ao alimento físico, emocional, espiritual, à saúde, ao lar, à mesa com a família, a uma estrutura de paz e um bom governo. O pão é o suprimento divino para todas essas necessidades. O pão representa também o compromisso do Pai com a necessidade básica (1Tm 6.7-8) e não os luxos e futilidade da vida. Sejamos felizes com o básico e com o que temos e não infelizes e insatisfeitos pelo que não temos.

– nosso . O Pai não é só meu, é nosso. O pão também não é só meu, é nosso! Jesus apresenta a visão de comunidade, de coletividade pensando não somente em si mas em todos nós. Se entendêssemos que aquilo que Deus nos dá é para dividir com o nosso próximo, com certeza não haveria tanta necessidade sobre a terra. Somos mais felizes quando partilhamos que quando estocamos e acumulamos. Jesus alimentou multidões sem reclamar da pouca quantidade de pão que havia. Ele dava graças, partia o pão, saciava a todos e ainda sobrava para ajudar outros no caminho. (Mt 15.32-38)

– de cada dia dá-nos hoje – É nesse momento que apresentamos as necessidades urgentes e importantes do dia de hoje. Pois o amanhã cuidará de si mesmo e basta a cada dia, seu mal. Êxodo 16 nos dá uma visão detalhada sobre o que Jesus quis dizer com “de cada dia dá-nos hoje”. O maná era enviado cada dia na porção que saciava a cada um dos israelitas. Isso define um relacionamento de dependência diária sem acúmulo ou estoque. As nossas orações e meditação de ontem foram pra ontem. Hoje é um novo dia e Ele nos convida à mesa de novo. Uma outra coisa que aprendemos é que o maná caía diariamente cada um pegava sua porção e tinha de preparar o pão. O fato de Deus nos dar, não quer dizer que não temos de trabalhar, nem tampouco nos isenta da responsabilidade de alimentar os famintos.

Provocações e Implicações

– Você tem fome de quê? 

– Quem te deu o teu pão hoje? Quem colocou a tua mesa? Quem define o que te ocorre? Será que quando murmuramos não estamos agindo como crianças que não gostam do cardápio do dia e indo de encontro a soberania do nosso Pai?

“Por trás do pão está a farinha; da farinha, o moinho; do moinho, o trigo, a chuva, O sol e a vontade do Pai.” M.D.Babcock

O Pai Nosso – Parte 3

“Mateus 6:9-13 Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”

Hoje veremos: “…faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;…”. A vontade é a força do querer, de voluntariamente ir em uma direção definida. A vontade de Deus é soberana, boa, perfeita, agradável, está acima de tudo e prevalece sobre tudo no universo. Nos céus, a vontade direta de Deus sempre se cumpre com absoluta perfeição mas na terra vemos a permissão de Deus para o domínio do homem. A terra quando criada foi cedida aos homens para que, como mordomos, governassem em conformidade com a vontade do criador. Nos homens a vontade está ligada ao livre-arbítrio que foi dado por Deus quando os criou à sua imagem e semelhança mas, com o pecado e a queda, esse livre-arbítrio foi infectado e limitado de forma que impera dentro do coração do homem o desejo por tudo que está distante da boa vontade do Pai. Para cancelar o domínio do pecado, Jesus veio e pelo seu sangue pagou toda a dívida do pecado que havia contra nós(Cl2.14). Da Cruz, liberou uma graça e amor tão abundante que nos constrange(2Co5.14), influenciando a nossa vontade e fazendo-nos desejar novamente a vontade de Deus. Por isso Jesus orou: “faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” revelando seu entendimento que que a vontade do Pai é melhor que a nossa e é por ela que precisamos viver e morrer.

Textos relevantes: Sl 143.10, Mt 21.28-32, Mc 14.32-36(Is53.10), Rm 6.11-14, Rm 12.

Percebeu ? 

– Somos imperfeitos, cheios de disputas internas e tropeços, mas nossa busca contínua deve ser a de agradar àquele que nos tirou do atoleiro e colocou nossos pés sobre a Rocha. É característica do coração convertido, a inclinação e o desejo de viver a vontade do Pai. Jesus viveu 100% a vontade do Pai e apesar de ser tentado em tudo, não cometeu pecado(Hb4.15). Ele é um perfeito mediador e companheiro, conhecedor das nossas lutas humanas e também do coração do Pai. Toda investida do sistema mundano e o agir do maligno é para fazer com que esqueçamos a vontade de Deus e andemos no pecado. Para fazer a vontade de Deus temos de mortificar a nossa própria vontade por isso, o bom é que ninguém peque mas, se em meio a essa busca pecarmos, temos Jesus que intercede por nós junto ao Pai.

– A vontade universal de Deus para a humanidade está expressa em sua palavra e foi encarnada na vida de Jesus aqui na terra. Muitos erram por não conhecer Jesus e sua palavra. Outros tantos porque conhecendo a verdade desejaram mais a escravidão do pecado que a liberdade do amor de Deus, amaram mais as trevas que a luz. Antes de começar uma grande corrida é bom vermos pra que lado estamos indo.

– Existem assuntos e casos particulares onde a pergunta não quer calar: Qual é a vontade de Deus nesse caso especifico? Onde vou trabalhar, morar ou com quem vou casar? É como se tivéssemos um desejo de saber antecipadamente sobre as coisas e ainda achamos que Deus é uma bola de cristal que basta esfregarmos um pouco e saberemos todo nosso futuro. No texto de Paulo aos romanos (Rm 12.1-2) somos levados a um novo nível de entendimento de que a vontade de Deus nesses casos particulares nem sempre pra ser sabida mas sim, experimentada. Cabe a nós uma entrega total em obediência e o Espirito Santo de Deus, pela sua palavra, nos capacita a viver experimentando dia após dia a vontade (boa, perfeita e agradável) dele em qualquer situação. A cada passo, mais um trecho do caminho é revelado e nova força nos é dada.

Provocações e Implicações

– Todos querem ser felizes mas nem todos estão dispostos a fazer o caminho de obediência à vontade de Deus que traz esse real contentamento. Será que alguém pode conseguir viver a vontade de Deus sem que o próprio Deus o capacite? O que é preciso para ele nos capacitar? 

– Uma hora dizemos: – É de Deus! É da vontade de Deus! Mais na frente, quando as coisas apertam ou dão errado dizemos: – Deve ser porque não era da vontade de Deus. Uma hora era e outra não? Pode isso? Ou seria mais uma crise de fidelidade e falta de real arrependimento?

– No estudo de hoje vemos Jesus orando: Faça-se a tua vontade. Em Mc 14.32-36 vemos Jesus sofrendo as implicações de querer a vontade de Deus acima de tudo. Em Fp 2.5-11 vemos toda a jornada e o prêmio da obediência e sujeição à vontade do Pai. Você tem consciência do custo de seguir a Jesus vivendo a vontade de Deus? Comente no grupo situações em que isso ficou claro para você.   

Alex Cosmo, 06/09/2013

CLIQUE AQUI PARA OUVIR ESSA MENSAGEM

Mulher, negra e cega

Conta-se a história de uma mulher africana de 70 anos, cega e sem formação acadêmica, que foi salva. Cheia de gratidão ao Salvador, queria fazer algo por Cristo. Então ela foi ao missionário com a Bíblia francesa e pediu-lhe para sublinhar João 3:16 em vermelho. O missionário perguntou o que estava fazendo, mas observou enquanto levava a Bíblia e sentava-se na frente de uma escola de rapazes à tarde. Quando a escola liberava os alunos, ela chamava um menino ou dois e perguntaria se eles conheciam o francês. Quando eles diziam com orgulho que sim, ela dizia: “Leia a passagem sublinhada em vermelho”. Quando eles liam, ela perguntava: “Você sabe o que isso significa?” E ela “proclamava Cristo” para eles. Ao longo dos anos, 24 jovens tornaram-se pastores devido ao seu trabalho.

Identidade Sexual: Providência ou Preferência?

 Por Pr. Valdeci Santos

No primeiro semestre de 2017 o Fantástico apresentou uma série de quatro episódios sobre as escolhas e dramas de indivíduos transgêneros. A reportagem se chamou “Quem sou Eu?”e enfocou diferentes fases na vida de pessoas que sentem que nasceram no corpo errado e estão em contínua busca por sua identidade. Conquanto os idealizadores da série possam ter tido a boa intenção de trazer esclarecimentos sobre o assunto, ao final restaram inúmeras indagações e confusões para os telespectadores.[1]

Discussões sobre transgêneros se tornaram populares nos últimos dias e movimentam a mídia ocidental. No cerne do debate está a distinção comumente aceita entre “orientação sexual” e “identidade sexual”. Nesse sentido, identidade sexual diz respeito a quem a pessoa é, enquanto que orientação sexual consiste da atração do indivíduo por outra pessoa. Dessa maneira, quando um homem (identidade sexual) se sente atraído por outro homem (orientação sexual), ele se identifica como homossexual. Todavia, não é assim que funciona na teoria explicativa dos transgêneros.
A explicação apresentada para o fenômeno dos transgêneros é que eles receberam um gênero no seu corpo com o qual não se identificam. Essa identificação ocorre ANTES de haver qualquer atração sexual por outra pessoa. Em outras palavras, a escolha não é determinada pela inclinação sexual, mas pela identidade da pessoa. A fim de respaldar essa explicação, os defensores dessa teoria geralmente afirmam que “pesquisas demonstram” que o corpo da pessoa é formado no terceiro mês, enquanto que a identidade de gênero acontecerá somente por volta do quarto mês de vida. Segundo esse argumento, a fonte dessa confusão é um mero descompasso biológico. Nesse sentido, o transgênero não possui qualquer poder de decisão ou escolha sobre sua condição.
Do ponto de vista analítico, a teoria explicativa geralmente apresentada na literatura sobre identidade de gênero é nebulosa e difusa. Por exemplo, a argumentação se fundamenta em “pesquisas” sem apresentar quais são essas pesquisas, como elas foram conduzidas, qual o grau de cientificidade das mesmas etc. Além do mais, o ponto de vista teórico passa a ser visto como uma verdade comprovada e inquestionável. Nesse caso, a popularidade da explicação se deve ao uso do jargão e não da argumentação (como diria o Coisa Ruim).[2]A força da propaganda parece esvaziar o diálogo, pois sem a possibilidade de argumentação contrária, o público só fica com a alternativa de acatar o discurso!
Contudo, considerando tudo isso sob a ótica do evangelho há muito mais a ser dito.Primeiro, que essa questão não é irrelevante para ninguém, muito menos para os cristãos. O assunto não diz respeito ao universo abstrato, mas a pessoas de carne e osso, criadas à imagem de Deus e, portanto, com valor intrínseco. Além do mais, esse é um assunto que se encontra no topo de toda a lista relacionada às tendências culturais de nossa época. A fim de expressar e compartilhar a fé cristã nesse contexto, é necessário dedicar a devida atenção a esse tópico.
Também, é necessário observar que a busca do transgênero envolve algo mais do que sexo. Ela diz respeito à procura de uma identidade por quem se sente desconectado e confuso. Logo, não deveríamos nunca zombar ou menosprezar o sofrimento de alguém que luta com desordens quanto à identidade ou orientação sexual. Afinal, o cristão, mais do que qualquer outra pessoa, possui a ciência de que o todo ser humano após a queda se sente desconectado da realidade para a qual foi criado. Essa desconexão se manifesta de inúmeras maneiras em diferentes pessoas. Assim, sempre que nos deparamos com alguém angustiado por esse sentimento, nossa primeira reação deveria ser a expressão da misericórdia!
Em terceiro lugar, é necessário compreender que no centro da discussão sobre gênero, identidade e orientação sexual se encontra a definição sobre o que significa, de fato, ser humano. Num mundo de tantos avanços e conquistas de direitos e liberdades, é possível que em determinados momentos se esqueça que ser humano significa ser criaturas. O fato é que a ênfase em prol da autonomia humana é tão forte que somos levados a viver como se fôssemos senhores do nosso destino. Todavia, ser criatura significa que temos significado, mas também limites nessa vida. Nesse contexto, a verdadeira liberdade só pode ser obtida por um viver de acordo com os limites da criação. Qualquer coisa diferente disso pode ser danoso ao indivíduo e à sociedade. Especialmente quando os investimentos por uma autonomia são fundamentados em pressupostos tão frágeis como alguns jargões contemporâneos.
Além do mais, o ensino bíblico sobre sexualidade deixa claro que gênero é definido pela providência e não pela preferência. Em outras palavras, identidade sexual não é uma questão de decisão pessoal, mas do desígnio de Deus para suas criaturas. Essa verdade pode ser especialmente percebida no texto de Romanos 1.19-28, pois o apóstolo Paulo ensina que assim como a natureza revela algumas verdades sobre Deus, ela também o faz com respeito à sexualidade humana. Nesse sentido, a natureza é um dos métodos divinos para ensinar o que todo ser humano deveria preferir: conhecê-lo como Deus e atribuir-lhe glória, bem como exercer a sexualidade segundo ele estabeleceu por sua providência! Assim como a natureza física revela algo sobre a natureza de Deus (divindade, poder e sabedoria), ela revela algo sobre a natureza de cada gênero!
Finalmente, é mister notar que a expressão da sexualidade está intimamente conectada à religiosidade de cada indivíduo. No texto de Romanos 1.19-28, Paulo afirma que aqueles que não adoram e nem reconhecem Deus acabam adorando a criatura ao invés do Criador, ou seja: eles viverão como se fossem autônomos, prestando obediência e honrando seus desejos ao invés da vontade divina. Nesse sentido, a rejeição dos bondosos desígnios de Deus revelados na criação acabam sendo uma rejeição ao próprio Deus em favor de uma idolatria à vontade humana!
Concluindo, qualquer pessoa repleta de bom senso compreenderá que o assunto é mais complexo do que uma meditação rápida sobre o assunto. Todavia, qualquer pessoa repleta de bom senso concluirá que é melhor uma meditação rápida do que o silêncio e a ignorância de um assunto tão importante! A minha esperança é que esse breve ensaio contribua para sua reflexão pessoal e desejo de recorrer às Escrituras para um estudo mais aprofundado sobre o tópico.

[1]Disponível em:http://especiais.g1.globo.com/fantastico/2017/quem-sou-eu/ Acesso em 13.07.2017.

[2] LEWIS, C. S. As cartas do Coisa-Ruim, 1982, p. 20.

Fonte: Pastoral #58 IPB Campo Belo

14 de junho de 2017

O Pai Nosso – parte 2


“Mateus 6:9-13 Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!”

A primeira parte da oração do Pai nosso começa com o foco em Deus: “teu nome, teu reino, tua vontade”. Como vimos no estudo anterior, esse entendimento de ir ao Pai com o coração disposto a viver para Ele e colocar nossas necessidades pessoais em segundo plano é essencial então, no estudo de hoje veremos: “…venha o teu reino;…”. Nosso entendimento sobre reino é muito limitado visto que vivemos num regime de governo democrático que significa: governo do povo. Sendo assim, falar de um reino ou de um rei nos leva mais às imagens dos castelos e das roupas majestosas que de fato o entendimento de como um reino funciona. Deus criou a terra e tudo o que nela há, depois criou o ser humano à sua imagem e semelhança e partilhou com esse homem o domínio sobre toda a criação. A idéia era que esse homem reinasse na terra segundo os princípios de seu Criador mas ao rebelar-se contra Deus, o homem diz que deseja levar o seu reino adiante sem precisar se sujeitar ao soberano Rei e Criador. Isso conduz esse homem à morte e agora com o coração infectado pelo pecado passa a destruir a criação e colocar todo seu desejo de domínio sobre o que não deveria ser dominado: outro homem. Se pelo próprio ser humano esse caos se estabeleceu, outro ser humano deveria dar um basta. Foi então que Jesus veio em carne, em forma humana, para como homem restabelecer o Reino de Deus que terrenamente havia sido usurpado pelo pecado e pela morte. Jesus dizia: é chegado a vós o reino de Deus. Isso significa que Jesus esvaziou-se de sua glória divina, assumiu a forma humana e como homem viveu 100% a vontade de seu Rei e Pai. Em sua vida, morte e ressurreição quebrou o império do pecado e da morte, estabelecendo o Reino de Deus e nos dando a graça real de ter esse mesmo reino dentro de cada um de nós. 

Textos relevantes: Lc 11.14-24, Lc 13.18-21, Lc 22.41-42, Fp 2.5-10, Ap 4.1-11

Percebeu ? 

– “…venha o teu reino…” – Somos pequenos reis e rainhas do reinozinho de nossa vida que nos foi dado por esse Rei maior a quem pertence tudo e diante de quem todos iremos prestar contas um dia. Uma vez que reconhecemos o caos a que chegamos em nosso reinado, precisamos clamar: venha o teu reino! O reino de Deus se estabelece em nós quando entregamos nossas coroas diante do trono dEle em sinal de arrependimento, reconhecendo o preço alto que foi pago na cruz e rendendo-nos ao senhorio de Cristo em nossa vida. A partir disso, o Espírito Santo que é o espírito do Rei Jesus, vem habitar em nós para implantar toda a cultura do Reino de Deus em nossa vida conforme a Palavra de Deus (Constituição do Reino) e através da vida de serviço e comunhão dos santos que é a igreja. Cada vez que oramos “venha o teu reino”, estamos dizendo ao Senhor que percorra todo território e área da nossa vida eliminando os focos insistentes da antiga rebelião e nos conduzindo pelo seu poder a obediência ao Pai dos céus. Uma vez que essa obra de colonização está acontecendo dentro de nós, naturalmente nos tornamos agentes e embaixadores (2Co5.20) desse reino onde estivermos. 

– Triunfando sobre o pecado e a morte, Jesus traz o Reino eterno de Deus à terra e reconcilia o homem com o Pai do céu (Jo14.6). Muitos sabem o que Jesus fez no calvário mas continuam vivendo em orgulho e soberba ignorando a convocação do grande Rei. Ao orar, Jesus apresenta não apenas um desejo de ver o reino de Deus, mas principalmente uma entrega pessoal onde, a começar nele e a partir dele o Reino de Deus viria a terra mesmo que isso lhe custasse a própria vida. Como seguidores de Jesus, devemos como no exemplo dEle dizer: reina sobre mim Senhor e que a partir de mim o teu reino se espalhe e alcance minha família, meu bairro, meus colegas no trabalho, na faculdade e que todos possam descobrir como é maravilhoso viver para ti.

Provocações e Implicações

– Leia Ap 17.14 e discuta no grupo o que você entendeu sobre: “Rei dos reis”

– Temos muita facilidade em enxergar e criticar os erros do governo, do síndico do prédio, do ator da novela, do marido ou esposa, do patrão, das pessoas que andam aprontando em desobediência a Deus mas, quando se trata de enxergar e trabalhar a desobediência e corrupção dentro de nosso próprio coração, emudecemos. Se clamamos pelo Reino e o invocamos dizendo “venha”, o primeiro lugar que ele deve se estabelecer é em nós. 

– O reino é tudo o que está no domínio de um rei. Que áreas em sua vida, o Espirito Santo ainda está colonizando para estabelecer o Reino de Deus? Que dificuldades tem encontrado?      

30/08/2013

Veja a Parte 1 desse estudo

Veja a Parte 3 desse estudo

O Pai Nosso – parte 1

 “Portanto, vós orareis assim:Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça- se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá- nos hoje; e perdoa- nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra- nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]!” Mateus 6:9-13

Oração é conexão com nosso criador, Deus e Pai. O orar está para a vida espiritual qual o respirar está para a vida física. Jesus andava ligado no Pai 24h por dia, orando no espírito em todo tempo e se afastando das interferências para momentos particulares de busca. Não consigo imaginar Jesus partindo para o seu dia antes de buscar a comunhão e a agenda do Pai pra ele. Os discípulos pediram a Jesus que os ensinasse a orar então Jesus, de maneira simples e clara, quebrando toda a articulação e complicação religiosa que produz os que se acham detentores do acesso, deixa um ensino para os seus discípulos: a oração do Pai Nosso. Muitos de nós certamente sabemos falar essa oração ou aprendemos em forma de reza por nossos pais, avós, ou numa igreja ou centro espírita. O que não sabemos é que Jesus deixou essa oração não para a mera repetição exaustiva, mantra ou uma seqüência encantada de palavras mágicas para mover Deus, mas sim como uma base de conteúdo e caráter riquíssimos para nossa vida de oração. Iremos meditar parte por parte nos próximos estudos. Vejamos hoje: “…Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;…” 

Textos relevantes: Lc 11.2-4, Jo 16.24, Tg 4.1-3

Percebeu ? 

– “…Pai nosso…” Pode parecer simples pra nós mas, começar uma oração chamando Deus de Pai foi certamente uma revelação que mudaria para sempre a maneira de pensar na forma de se aproximar de Deus. Pai, mostra a maneira carinhosa, amorosa e tranquila pela qual a oração deve caminhar, um sentimento de aproximação, intimidade e pertencimento de um filho que se achega para o pai na certeza de seu amor e cuidado. Nada de barganhas, de medo, culpa ou de auto-justificações. Sabemos que nem todos tivemos uma boa referência de pai terreno então carregamos algumas feridas mas, podemos ter a certeza de que nosso Deus é um Pai bom e perfeito que nos ama de forma incondicional e eterna, sem nenhuma das doenças da corrupção do amor. O “nosso”, mostra que não Deus é Pai somente meu. Então quando me achegar a Ele preciso pensar coletivamente não buscando apenas o meu interesse, a minha vontade mas aquilo que é de proveito comum. Não devemos nos achegar a ele e fazer pedidos egoístas, cheios de ódio, luxuria, vaidade e ostentação pois Ele é Pai nosso e nós somos irmãos uns dos outros. “Nosso”, é também um convite a orarmos juntos e uns pelos outros. 

– “…que estás nos céus,…” Ainda que nos aproximemos de forma carinhosa e íntima, não devemos perder o senso de respeito, temos, reverencia e reconhecimento desse Pai que é Deus perfeito em santidade, soberano e habita nos mais elevados céus em glória extrema. Aqui o Jesus homem apresenta o entendimento que esse Pai é espiritual, elevado e está acima de tudo e todos. (Is 66.1)

– “…santificado seja o teu nome…” Dentre as seis petições no decorrer dessa oração, essa é a primeira e não por acaso. Na verdade, todas as demais cinco dependem dessa. Jesus coloca para fora logo de cara o seu mais ardente desejo que é o de viver para a glória de Deus Pai. Já não importa morte ou vida, presente ou futuro, lutas, aflições, perseguição ou traições mas apenas que o Pai santifique o Seu nome através dele. Isso revela que se o nosso desejo mais intenso e real ao se aproximar do Pai não for reverenciar, honrar, valorizar, estimar a glória dEle acima de tudo, perdemos o sentido e a razão e começaremos a fazer uma oração é uma espécie de feitiçaria egoísta pra tentar convencer ao Pai que a nossa razão é mais que a dEle que bem que Ele poderia ser convencido a assinar embaixo de nossos planos egoístas e avessos à glória dEle. Só há vida de verdade, coisas que olhos não viram, ouvidos não ouviram e que jamais se imaginou no coração para os que o amam a ponto de se entregarem tal qual o sacrifício vivo para que a glória dele se manifeste. (1Co 2.9) . As outras petições dessa oração servem a esta primeira. Todo o universo, conspira, declara e se prostra em ato de santificação ao nome do nosso Deus e Pai.  

Provocações e Implicações

– Você já conseguiu romper as cadeias interiores que o amor na declaração “Pai nosso” anseia gerar? 

– O Pai é seu ou nosso? O que isso muda o que na maneira como vemos a Deus? E na maneira como vemos o nosso próximo? Já viram como perdemos tanto tempo debatendo sobre quem é ou não filho desse Pai, como se fossemos um teste de DNA?

– Quando você ora você vai ao Pai na disposição de que o nome dele seja santificado em sua vida? A glória de Deus é o seu alvo maior, ou você ainda está vivendo para glória de si mesmo, agarrando-se à glória deste mundo?

Alex Cosmo, Feira de Santana 25/08/2013

Veja uma live do face sobre isso: